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A partir de dezembro desse ano o Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) vai oferecer gratuitamente os serviços de inseminação artificial intra-uterina e fertilização in vitro aos casais inférteis. Há um ano e meio, o hospital já oferece assistência na área de reprodução humana e atende cerca de 50 casais por mês - com o novo processo, pretende aumentar para uma média de 70 a 80 pacientes/mês.

Atualmente, o hospital faz uma análise do casal para saber qual cônjuge é infértil e depois realiza o tratamento cirúrgico ou clínico. "O clínico é aquele que podemos tratar com medicação, como a indução de ovulação; o cirúrgico é usado, por exemplo, quando é necessária uma recanalização tubária de trompas obstruídas", conta o chefe do setor de reprodução humana do hospital, Paulo Gallo. O sucesso destes procedimentos varia em torno de 50%, no caso da indução, e 20% para a recanalização.
O problema, segundo Gallo, é que muitos casos não podem ser resolvidos com os recursos disponíveis hoje no hospital e precisam de técnicas de reprodução assistida, que são a inseminação e a fertilização. Isso ocorre, por exemplo, quando a dificuldade é com o espermograma do marido ou é um problema de esterilidade sem causa aparente - o que acontece com 10% dos casais inférteis: mesmo depois de todos os testes não é possível descobrir a razão da infertilidade.

Com os novos métodos, a equipe do setor de reprodução humana do hospital espera que a taxa de sucesso do tratamento atinja o equivalente aos índices das melhores clínicas do mundo. "Com a inseminação intra-uterina esperamos alcançar de 18% a 20% de sucesso; depois, com os 80% de pacientes restantes, partiremos para a fertilização in vitro com a qual esperamos chegar a uma porcentagem de 40%", afirma. Para poder realizar o tratamento, os médicos do Hospital Universitário estão fazendo um treinamento com profissionais do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva, localizado no Rio de Janeiro.

A secretária Tereza Cristina Ramos Granja e seu marido, o motorista Eli de Souza Martin, estão há dois anos e meio fazendo tratamento clínico à base de medicação para tentar engravidar. "Sabemos que o problema está com o meu marido e é hormonal, mas não tivemos sucesso com remédios", diz Tereza. Paciente de Gallo, ela conta que vai partir agora para os novos tratamento. "Já estamos na fila para a inseminação, provavelmente a faremos em janeiro de 2003; espero muito que dê certo e que eu esteja grávida no ano que vem, pois já fizemos vários exames e tratamentos e nada teve resultado".

O Hospital Pedro Ernesto não é o primeiro a oferecer este tipo de serviço gratuito no Brasil: o Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e o Hospital da EPM (Escola Paulista de Medicina), de São Paulo, entre outros. também oferecem o tratamento. Cada tentativa de inseminação intra-uterina custa, em média, R$ 5.000,00. Enquanto a fertilização in vitro sai por R$ 10.000,00. Em ambos os valores já estão incluídos os custos da medicação necessária.

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