Friday :: 22 / 08 / 2014

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Sistema de penitenciária modular é desenvolvido na UFSC


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Rapidez de montagem, padrão de qualidade e segurança: essas são algumas das características do primeiro protótipo do projeto de penitenciária modular desenvolvido por uma equipe de professores e estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em parceria com a empresa Verdicon.

Esse sistema de construção de uma penitenciária modular estará disponível em breve, faltando apenas serem realizadas pesquisas complementares na área de conforto ambiental, para avaliar o desempenho térmico e luminoso da cela, além também do desenvolvimento dos modelos da galeria para a circulação do agente prisional.

"A idéia de utilizar peças pré-fabricadas na construção de uma penitenciária tem como objetivo industrializar o que é hoje feito de forma artesanal, oferecendo assim um produto com um padrão de qualidade definido, num tempo que pode ser reduzido para menos da metade do tempo gasto em uma construção convencional", explica um dos professores envolvidos no projeto, Fernando Barth.

A penitenciária é composta por celas e galerias modulares, dimensionadas de acordo com a lotação prisional, que formam um conjunto articulado junto aos espaços de uso comum como, por exemplo, os refeitórios, áreas de oficinas, pátios de sol e de visita e parlatório.

As celas propostas pelo projeto têm capacidade para quatro pessoas, com a dimensão de 2,5m de largura X 3m de altura. Essa medida foi obtida levando em consideração as possibilidades de transporte rodoviário e marítimo das unidades pré-montadas.

Cada unidade prisional é formada por painéis pré-fabricados feitos de GRC (Glass Reiforced Concrete), material mais leve e resistente que o concreto, que não sofre fissuras durante o transporte. Estes painéis são montados, soldados e concretados entre si, havendo ainda um reforço adicional de uma barra de aço entre cada um deles.

As celas são unidas umas as outras através de uma camada de concreto. No interior de cada unidade, existem quatro camas montadas com painéis de GRC, que apresentam um sistema de ventilação dos colchões para evitar a retenção de umidade.

Os metais do lavatório, bacio e chuveiro são de aço inoxidável e estão soldados aos painéis, o que não permite que essas estruturas sejam destacadas e usadas como armas.

No projeto arquitetônico desenvolvido na UFSC, haverá módulos superiores destinados à circulação do agente prisional, o que possibilitará que as celas sejam monitoradas havendo o mínimo contato direto com o detento.

"O dispositivo de abertura e fechamento das portas será monitorado pela parte superior da cela, podendo ser até efetuado por acionamento automático através de um sistema de vigilância eletrônica. Isso diminui os possíveis riscos de coação dos agentes prisionais", conta Barth.

Para casos de penitenciárias que requerem uma segurança adicional, estão sendo avaliados sistemas de fibra ótica controlados por dispositivos de alarme que são acionados a qualquer tentativa de ruptura dos painéis de GRC, mesmo na falta de energia elétrica.

Outro sistema que também está sendo avaliado é a implantação de um dispositivo belga que permite que apenas algumas áreas do presídio apresentem bloqueio para funcionamento de telefones celulares.

Criar um ambiente com condições de habitabilidade foi uma das preocupações da equipe do projeto. Por isso, houve o cuidado de polir as superfícies para que elas ficassem lisas, fazer diferentes níveis de altura no piso para facilitar a limpeza, proporcionar boa ventilação, além de trabalhar com um conceito de privacidade e individualidade do detento.

"O detento que está ali foi condenado a ter sua liberdade restringida, o que não significa que ele precisa sofrer maus tratos ou perder sua privacidade mínima. Por isso, se tentou, mesmo em um regime de confinamento, criar efetivamente certas condições de habitabilidade e conforto", completa Barth.

Fonte: UFSC







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