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Júlio Bernardes O látex da sangra d'água (Croton urucurama), árvore encontrada em beiras de rios e ribeirões no Sudeste do Brasil, é usado popularmente para tratar feridas. Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, um estudo isolou a substância responsável pelo efeito cicatrizante, a taspina, que poderá ser usada como princípio ativo em medicamentos.

O efeito do látex foi comprovado em experiências realizadas com ratos. Lesões de 1 centímetro diâmetro foram feitas no dorso dos animais e tratadas com o látex para verificar a cicatrização, conta o farmacêutico Geraldo Alves da Silva, autor da pesquisa. Em média, os ratos que receberam a substância se recuperaram das lesões em 11 dias, contra 14 dias dos que não foram tratados. O trabalho foi orientado pela professora da FCF, Elfriede Marianne Bacchi.

Silva, que é professor da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, do Centro Universitário Federal (EFOA), em Minas Gerais, explica que o estudo recolheu material histológico dos ratos para avaliar a proliferação de células relacionadas com a cicatrização. O efeito cicatrizante foi comprovado pelo aumento da produção de fibroblastos, diz. A pesquisa, que durou quatro anos, identificou a taspina como princípio ativo que provoca esse efeito.

Toxicidade O uso da sangra d'água como medicamento dependerá de estudos mais aprofundados sobre sua toxicidade. Não houve problemas na aplicação externa, mas todos os animais que ingeriram a substância por via oral morreram em 15 dias, alerta o pesquisador. A produção de medicamentos dependerá de mais testes, porém o princípio ativo pode ser isolado e possui grande potencial para ser usado como cicatrizante e também no tratamento de úlceras.

O professor conta que a sangra d'água é uma espécie comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, sendo encontrada principalmente às margens de rios e ribeirões. A arvore pode atingir 10 a 12 metros de altura, afirma. Da casca é extraído um látex de cor vermelha, parecido com o sangue. Daí o nome sangra d'água.

As folhas e a casca da planta são usadas para tratar feridas, distúrbios gástricos, reumatismo e hipertensão. Se a espécie já é usada popularmente, o trabalho científico é identificar os mecanismos terapêuticos e viabilizar seu uso futuro em medicamentos após testes clínicos. Um artigo sobre o efeito cicatrizante do látex da sangra d'água deverá ser publicado em revistas internacionais. O estudo realizado nesta espécie é inédito em todo o mundo, conclui Silva.

Fonte: UCS

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