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Vacina para asma

Tratamento usando proteína do ácaro causador do problema permitiu que pacientes diminuissem quantidade de medicamento utilizada


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Os causadores do tipo mais comum de asma, os chamados ácaros dermatophagóides (que se alimentam de resíduos de pele), também podem ser utilizados para reduzir os sintomas da doença. Neste caso, um extrato composto basicamente das proteínas que causam a reação alérgica (encontrados nos dejetos do aracnídeo) conseguiu diminuir a quantidade de remédios ingeridos com esta finalidade e melhorar a manifestação de conjuntivite e rinite.

"Este trabalho foi o primeiro em imunoterapia para asma no Brasil", revela a alergista Andréa Cohon, autora do estudo de doutorado, que foi defendido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) no ano passado. Os pacientes, crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos portadores de asma alérgica, receberam duas doses semanais da vacina, cuja concentração do extrato de ácaro foi progressivamente aumentada. Ao fim desta fase, eles foram reavaliados e passaram a receber apenas uma dose de manutenção a cada três semanas, durante dois anos.

A pesquisadora ressalta que, apesar de a população analisada ser baixa (21 pessoas no total), os resultados foram extremamente promissores. Segundo ela, todos os pacientes tiveram uma melhora na função respiratória e reduziram a hiperreatividade brônquica, que é a reação do organismo a determinados estímulos, como friagem e exercícios físicos. Outra grande vantagem conseguida foi a redução da ingestão dos remédios com o objetivo de melhorar a respiração e diminuir a reação alérgica. "Os pacientes necessitam de uma menor quantidade de remédios para conseguir o mesmo controle da doença."

A conjuntivite e a rinite também foram atenuadas pela ação da vacina. Ela conta que normalmente pessoas que têm asma também desenvolvem estas manifestações. "Em alguns casos, a conjuntivite desapareceu completamente. A rinite também melhorou, mas foi aquela em que os impactos do tratamento foram menos evidentes".

Resultados

Na prática, as crianças e adolescentes que tomaram esta vacina passaram a ter uma reação alérgica aos ácaros muito menor do que a que apresentavam antes do tratamento. Além do sistema imunológico destas pessoas terem os anticorpos necessários, também as células não reagem mais com tanta agressividade aos antígenos. "A resposta imunológica do organismo foi modificada com o extrato utilizado nesta imunoterapia", explica ela.

Andréa adverte que, apesar da vacina ser aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para a terapia ser eficaz é imprescindível que o extrato tenha certificação que comprove sua qualidade e que ela seja feita com supervisão médica. "? possível que os pacientes tenham reações adversas no começo do tratamento. Depois fica mais difícil delas acontecerem."

A pesquisa foi realizada no ambulatório de Alergia e Imunopatogia, no Laboratório do Instituto do Coração (Incor), no Laboratório de Investigação Médica (LIM) 60 e no LIM 20, vinculados ao Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP. O estudo foi orientado pela professora Karla Arruda, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e pelo professor Jorge Kalil, da FMUSP.

Fonte: Assessoria de imprensa da Agência USP







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