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Babosa amplia aderência de tecidos em análise sobre lâminas


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Por Larissa Alencar, da Ascom/UFPE Colar tecidos humanos às lâminas de análise laboratorial tornou-se um processo mais eficiente com a descoberta de um novo produto pelos técnicos e estagiários do Laboratório de Histologia do Hospital das Clínicas da UFPE (HC). A nova cola é feita a partir de uma mistura de polpa de babosa e glicerina, com concentrações de 50% de cada, o que significa a substituição da tradicional albumina do ovo pela Aloe Vera (popularmente conhecida como babosa) na mistura usualmente utilizada nos laboratórios.

Instigada pelas dificuldades diárias enfrentadas pelos técnicos do HC no estudo dos tecidos humanos, especialmente ao lidar com cortes de necropsia de tecidos mais delicados, como os do cérebro e da pele, a tecnóloga Bruna Maia lançou-se à pesquisa de um produto que proporcionasse uma maior aderência dos cortes à lâmina, evitando-se assim que os mesmos deslizassem no momento de análise.

Com esse objetivo em mente e com o auxílio de outros pesquisadores, Bruna partiu para a experimentação, atingindo êxito na solução não só do problema diagnosticado inicialmente (a colagem dos cortes em si) como também em outros aspectos do procedimento.

AVANÇOS - Além de proporcionar melhor fixação, a nova cola não altera a coloração do tecido. André Lima, graduando de Ciências Biológicas que participou do projeto explica: A albumina possui coloração própria, colocando-se como uma terceira camada visível entre o tecido estudado e a lâmina, o que dificulta a visualização do material. Com o uso da babosa, há maior tonificação e nitidez, otimizando nossas condições de análise.

Outra vantagem do uso da babosa está relacionada a suas propriedades fungicida e bactericida, o que dispensa o uso de conservantes e garante uma maior durabilidade ao produto final. No caso da albumina, mesmo a aplicação de um tipo de conservante (o timol) é insuficiente para evitar sua contaminação no decorrer de um período de tempo significativamente inferior àquele em que a cola de Aloe Vera permanece válida.

Se a questão do custo não serve como argumento pró-Aloe Vera, tampouco lhe pesa contra. Ambas as colas são fabricadas a partir de materiais baratos, disponíveis em abundância em nosso meio, a planta babosa e a albumina da clara do ovo. Ainda assim, a irrelevância do uso do timol pode fazer a diferença mais uma vez a favor da nova cola, pois este pode ser contabilizado como um custo a menos na produção a partir da babosa.

A descoberta, que beneficia técnicos de laboratórios de histopatologia de todo o Brasil, tem sido divulgada em congressos país afora, tendo chegado inclusive a nações do Mercosul por meio de apresentações em encontros da área.

Sobre o fato de não terem patenteado o invento, Bruna esclarece: Como a babosa é muito barata e facilmente encontrada na natureza, e nós não tínhamos recursos para o patenteamento, resolvemos disponibilizar o invento assim mesmo. De qualquer maneira, não há como controlar o uso. A nossa descoberta consiste, mais especificamente, nas concentrações para a mistura dos ingredientes.

Diante dos resultados positivos atingidos na pesquisa, o trabalho intitulado Inovação no processo de colagem dos cortes cerebrais: Substituição da albumina de ovo por uma cola vegetal com aderência natural, Aloe Vera (Babosa) levou o segundo lugar no último Congresso Brasileiro de Histotecnologia, realizado entre 12 e 15 de outubro em Natal.

Fonte: UFPE







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