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Noticia : Pesquisa
07/02/2012
De acordo com pesquisa norte-americana, o Alzheimer tem o mesmo modelo que o câncer. Ele passa de um neurônio para o outro afetando cada vez mais o cérebro
(Crédito: Lightspring / Shutterstock.com)
A melhor estratégia seria tratar a doença de Alzheimer da mesma forma que é abordado o câncer
Durante décadas, os pesquisadores se perguntam se o Alzheimer começa em uma área do cérebro e se expande a partir de lá ou se inicia de forma independente em várias regiões deixando nossos neurônios vulneráveis. Cientistas da Universidade de Columbia em Nova York, nos Estados Unidos, descobriram a resposta: a doença no cérebro se expande a partir de um único centro infectando um neurônio após o outro através dos circuitos que os ligam, as chamadas sinapses.
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A análise mostrou também que é transmitida entre os neurônios a proteína Tau, que são proteínas que estabilizam os microtúbulos, abundantes nos neurônios do sistema nervoso central e menos comuns em outros locais. Em pacientes de Alzheimer ela é prejudicial à saúde e tóxica formando emaranhados densos de fibras nos cérebros das pessoas afetadas.
Os pesquisadores trabalharam com um camundongo transgênico com o gene para a proteína Tau humana anormalmente predominantemente no córtex entorrinal. E ao longo de 22 meses, os cientistas observaram que a proteína se espalha para o hipocampo e o neocórtex, duas áreas necessárias para o bom funcionamento e armazenamento da memória.
De acordo com Karen E. Duff, autora da pesquisa, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias. Os autores sugerem que se a doença começa no córtex entorrinal, a melhor estratégia seria tratar a doença de Alzheimer da mesma forma que é abordado o câncer, dando prioridade à detecção precoce e tratamento.
Fuente: Universia Brasil
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