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5 discussões propostas por Orange is the New Black

      
5 discussões propostas por Orange is the New Black
5 discussões propostas por Orange is the New Black  |  Fonte: Universia Brasil

A quinta temporada de Orange is the New Black estreia nesta sexta-feira (9). A série, uma das tramas de maior sucesso dentre as originais Netflix, foi inspirada na história real da escritora Piper Kerman, que foi condenada por lavagem de dinheiro para uma operação de tráfico e retratou todos os detalhes em seu livro Orange is the New Black: My Year in a Women's Prison.

Se engana, no entanto, quem pensa que a série foca apenas na experiência de Piper Chapman (interpretada por Taylor Schilling) com o presídio. A cada episódio, a trama procura abordar a vida das detentas da cadeia Litchfield: suas histórias, pelo o que tiveram que passar para serem presas e como sobrevivem a um sistema carcerário precário, misógino e preconceituoso.

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Com as histórias do drama com pitadas de comédia, os produtores da série conseguem conscientizar seu público a respeito da realidade de mulheres e da comunidade LGBT, dentro e fora das penitenciárias, apresentando, ainda, diversas questões sociais que precisam ser discutidas.

Ou seja, Orange is the New Black não é sobre Piper Chapman. É sobre a importância da diversidade, empoderamento feminino e visibilidade LGBT. É sobre discutir machismo e preconceito. É sobre conscientização.

DIVERSIDADE

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Se tem uma coisa em que a série acertou foi na escolha do elenco. Não existe um padrão de estereótipo entre as personagens como muitas produções ainda insistem em usar – e isso é sensacional! Cada pessoa que assistir a trama se sentirá representada por se enxergar em uma das protagonistas.

A importância disso? Todas as pessoas, independentemente de gênero, cor, raça, credo, orientação sexual ou situação socioeconômica merecem ter a mesma visibilidade em todos os meios da sociedade. A série nos mostra a realidade exatamente como ela é – ou precisa ser: uma diversidade de personalidades, orientações, crenças e origens convivendo juntas.

RACISMO

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O racismo, infelizmente, ainda existe e está enraizado em muitas pessoas. Um algoritmo que analisou as redes sociais dos brasileiros, em 2016, identificou 393.284 mil menções negativas sobre temas sensíveis – 84% delas expunham preconceito e discriminação racial.

Isso não acontece só na internet. Um negro ganha 56% do rendimento médio de um branco. Apenas 0,4% dos cargos executivos no Brasil são ocupados por mulheres negras. Somente 12,8% dos jovens negros de 18 a 24 anos estão cursando o ensino superior. Atualmente, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

Sim, os dados são realmente impactantes e foram colocados aqui para nos fazer pensar. Assim como nos sentimos quando a série aborda, em seu enredo, os impactos negativos do preconceito e da segregação racial. É de extrema importância que uma trama que possui milhares de espectadores coloque esses questionamentos em pauta e nos faça refletir a respeito de como a sociedade precisa evoluir – e muito – nessa questão.

VISIBILIDADE LGBT

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Orange is the New Black tem um papel importante na conscientização da sociedade acerca da necessidade de combater o preconceito com a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

A homofobia e a transfobia impedem, infelizmente, que muitas pessoas exerçam seus direitos de cidadania e vivam com mais liberdade e em segurança: no Brasil, mais de 300 pessoas são assassinadas por ano vítimas de crimes homofóbicos.

Mas a série não teve medo de botar o assunto em pauta. Explora, constantemente, os relacionamentos homoafetivos entre as detentas e aborda, por meio da personagem Sophia Burset (interpretada pela atriz trans Laverne Cox), o drama de ser uma mulher transexual dentro – e fora – de uma prisão.

Larvene, inclusive, é a primeira protagonista trans de uma série de TV nos Estados Unidos e também a primeira indicada ao Emmy.

MACHISMO

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Alguns personagens e diálogos durante a série representam como o machismo está presente em nosso dia a dia. Abandono de paternidade, relacionamento abusivo do homem para com a mulher, cultura da violência e do estupro e culpabilização da vítima são alguns dos temas que Orange is the New Black não hesitou abordar na trama.

Ao menos uma vez por episódio, algum diálogo entre as personagens critica o machismo, a misoginia e a sociedade patriarcal em que ainda vivemos. Exagero? Não! No Brasil, um em cada três brasileiros culpam a mulher em caso de estupro e 85% das mulheres brasileiras afirmam ter medo de serem vítimas de violência sexual.

Machismo mata. Machuca. E as pessoas precisam ser cada vez mais conscientizadas a respeito dos seus danos na vida de uma mulher.

EMPODERAMENTO FEMININO

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A série é escrita e protagonizada por mulheres. Aborda, de forma direta e explicativa, suas lutas diárias e os preconceitos que enfrentam diariamente pelo simples fato de ser mulher. Também explora e destaca a desconstrução de estereótipos, a independência feminina, a mulher como líder e a importância da sororidade na sociedade (união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo).



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