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5 curiosidades sobre a história do Carnaval que talvez você não saiba

      

Festa tão popular no Brasil e que atrai milhares de estrangeiros todo ano. Sim, estamos falando do Carnaval. Vendo sob esta ótica, é difícil pensar que a data não “nasceu” em terras brasileiras.

Na verdade, a tradição começou no século XI, quando a Igreja Católica implantou a “Semana Santa”.

Conforme os ensinamentos, os fiéis deveriam fazer 40 dias de jejum antes do início da celebração – período conhecido como Quaresma. A quarta-feira de cinzas seria, então, o primeiro dia da penitência. Os dias que antecedem a data, portanto, eram os últimos em que se poderia comer carne – por isso, o nome Carnaval.

No Brasil, além da folia, os festejos carnavalescos também são tema de luta social, política e marca a tradição do povo.

Conheça aqui cinco curiosidades sobre a história do Carnaval que talvez você não saiba.

 

1. Proibido nas ruas, Carnaval migra paraclubes e teatros

Os primeiros esboços de Carnaval no Brasil ocorreram no período colonial, influenciados por portugueses. Depois, os festejos ganharam força entre os escravos, que jogavam farinha e bolinhas de água uns nos outros para festejar.

No Rio de Janeiro, em meados do século XIX, a prática chegou a ser considerada crime e proibida nas ruas. Foi então que surgiram os bailes em clubes e teatros.

 

2. Nem mesmo a folia escapou da ditadura

Nem mesmo a folia escapou da ditadura no Brasil. Documento do Ministério da Aeronáutica, datado de fevereiro de 1981, revela frase contida em arquivos confidenciais: “Este espaço novo de atuação esquerdista enseja um trabalho inconsciente dos figurantes da escola de samba a favor de uma posição política alheia aos seus estados de consciência — instrumentalizando-os”, conforme relatado nesta reportagem de O Globo.

 

3. Suposta ação de comunistas

O conteúdo dos arquivos confidenciais relata uma suposta ação de comunistas para usar o enredo “Macobeba”, da Unidos da Tijuca, como forma de disseminar as suas ideias.

Demonstra, ainda, fragmentos de imposição militar até mesmo contra os festejos carnavalescos.

 

4. Enredos críticos vão dar o tom na avenida

As escolas de samba que desfilarão pela Sapucaí (Sambódromo do Rio de Janeiro) no Carnaval deste ano trazem enredos críticos. A Mangueira, por exemplo, levará protesto para avenida: “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. A frase faz menção ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella – é a estreia da agremiação nesse tipo de temática.

Já a Beija-Flor aborda temas atuais do Brasil, como a corrupção desenfreada, com o enredo “Monstro é aquela que não sabe amar. Os filhos da pátria que os pariu”.

 

5. Tradição cultural

Na década de 1960, o Carnaval já era considerado a maior festa popular brasileira. Duas décadas depois, o Sambódromo do Rio foi criado e até hoje se mantém como atração turística internacional, reunindo milhares de foliões todos os anos.



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