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As mulheres e sua participação na Universidade

      

O perfil dos alunos de cursos superiores mudou no Brasil. Hoje, a maioria do corpo discente das graduações é do sexo feminino, conforme dados do último Censo da Educação Superior, de 2012, coletados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A pesquisa confirma que o universo acadêmico registra, atualmente, maior número de mulheres matriculadas em cursos de graduação presenciais. O levantamento, que pode ser conferido na íntegra no link, mostra que, em todo Brasil, são 3.286.415 matrículas femininas, contra 2.637.423 masculinas.

Neste artigo, vamos trazer um pouco mais sobre as mulheres e sua participação na Universidade. Confira!

 

Primeira mulher com diploma universitário cursou Medicina

A professora Nailda Marinho coordena, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), um estudo sobre a inserção e permanência das mulheres nos cursos superiores do Rio ao longo dos séculos 19 e 20. A pesquisa tem como marco inicial a década de 1870 e segue até a década de 1960.

O levantamento aponta que a primeira mulher brasileira a conseguir um diploma de ensino superior foi Maria Augusta Generoso Estrela, que se graduou em Medicina no ano de 1882, porém, nos Estados Unidos.

Em 1887, Rita Lobato Velho Lopes (1867-1954) se torna a primeira mulher a se graduar no Brasil na Faculdade de Medicina da Bahia, embora tenha iniciado seus estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

 

Mulheres ainda lutam por seus direitos

Mesmo com a Constituição de 1988, que institui direitos iguais a todos, independente do sexo, a luta das mulheres para conquistar o seu espaço ainda segue nos dias de hoje, com movimentos femininos iniciados no século 21.

A pesquisadora Nailda Marinho observa que, embora o Brasil já tenha em sua história a primeira presidente mulher, há ainda muitas mulheres exercendo a mesma profissão dos homens e ganhando menos.

 

Diferença salarial entre homem e mulher chega a 33,9%

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2014, realizada pelo IBGE, apontam que as mulheres desempenham as mesmas atividades dos homens, mas estão mais sujeitas a trabalhos com menor remuneração e condições mais precárias.

As mulheres com cinco a oito anos de estudo receberam por hora, em média, R$ 7,15, e os homens, com a mesma escolaridade, R$ 9,44, uma diferença de R$ 24%. Para 12 anos de estudo ou mais, essa diferença na remuneração vai a 33,9%, com R$ 22,31 para mulheres e R$ 33,75 para homens.

 

Ensino Médio ou Superior incompleto

A mesma pesquisa indica que, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% possuíam Ensino Superior completo, enquanto para homens, na mesma categoria, esse percentual é de 11%.

As mulheres são maioria também para Ensino Médio completo ou Superior incompleto: 39,1% do percentual feminino se enquadram nessa categoria, contra 33,5% dos homens.


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