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Novo ENEM será usado por 43 universidades federais

Veja a lista de instituições e como usarão o teste no vestibular


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Por Mariana Bevilacqua

Das 55 IFES (instituições federais de Ensino Superior) do País, 43 já decidiram usar o ENEM como instrumento de seleção de seus alunos a partir do vestibular aplicado no final deste ano. Entretanto, o uso do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) será feito de maneiras diferentes pelas instituições que aderiram ao modelo, 15 o utilizarão como fase única para ingresso, mas 28 decidiram ter o exame como parte de seu processo seletivo. Outras oito IEFS não aderiram e quatro ainda vão decidir se modificarão o vestibular. Embora a maioria das universidades federais brasileiras tenha de alguma maneira aderido ao processo de seleção proposto pelo MEC (Ministério da Educação), o novo ENEM ainda não se consolidou como exame unificado para ingresso nessas instituições, tal qual a idéia foi proposta pelo governo.

Mesmo entre as IFES que optaram pela uso parcial do ENEM, há variações na forma. Algumas querem o ENEM apenas como primeira fase do seus vestibulares, com as demais etapas do processo sendo desenvolvidas internamente. Há ainda aquelas que o querem como fase única para vagas ociosas - após o período de matrículas. Existem também as universidades que optaram pelo uso combinando ao atual vestibular. No caso da combinação, cada federal definirá o percentual da nota do ENEM a ser utilizado para a construção da média junto à nota do vestibular. (Para conferir a opção de cada universidade, consulte a tabela abaixo)

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), por exemplo, optou pela combinação da nota do ENEM com a do vestibular tradicional. "Apesar disso, há cursos que vão usar o exame como fase única. Apenas as graduações mais concorridas terão mais de uma fase", explica a assessora da reitoria da Unifesp para assuntos de vestibular, Lucia Sampaio. De acordo com ela, a coordenadoria de cada curso teve a oportunidade de se manifestar sobre a forma como usaria o ENEM.

A escolha é razoável na opinião do presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Alan Barbiero. Segundo ele, a autonomia universitária permitiu a cada instituição buscar maneiras de adequar a proposta do MEC à sua realidade. "Todas as universidades se esforçam para fazer com que o debate avance, mas não é possível deixar seleções, como os processos seriados já em curso, de lado. As federais têm tradição no vestibular. Por isso, é compreensível que não queiram abandoná-lo", reflete Barbiero. Para ele, há casos específicos em que não é possível avaliar o candidato apenas pela nota do ENEM. "O curso de Arquitetura, por exemplo, exige prova especifica, com conteúdos que o exame não é capaz de avaliar", exemplifica ele.

O diretor de avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Heliton Ribeiro Tavares, acrescenta que é natural que alguns cursos realizem provas específicas. "Em longo prazo, o ENEM poderia vir a cobrir tais áreas, mas talvez seja melhor que cada instituição avalie esses conhecimentos", afirma ele.

Segurança da prova

Uma das universidades que se mantêm cautelosas em relação ao novo ENEM é a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). "? um momento de transição. Como ainda não conhecemos o desenrolar da proposta, foi decidido não fazer mudanças drásticas na forma de ingresso", explica o coordenador de graduação da instituição, Wilhelm Passarela Freire. Na universidade mineira, o vestibular será mantido e os alunos que prestarem o ENEM poderão usar a nota no lugar da pontuação da primeira fase. "Em 2010 vamos decidir se alteraremos o processo de ingresso", acrescenta Freire.

Apesar das adesões parciais, Barbiero é otimista. "O número de adesões foi expressivo. Como este é o primeiro exame, apenas após a edição de outubro será possível avaliar o desempenho da prova", acredita ele. O presidente da Andifes diz ainda que o número de participação das IFES se consolidará depois das universidades estudarem os reflexos da prova. "· medida que a avaliação evoluir, o exame ganhará espaço", aposta Barbiero. Tavares completa dizendo que adotar o ENEM de forma mesclada permite experimentar o método. "Assim, as instituições podem testar a prova para decidirem qual formato preferem", diz ele.

Com 70% das vagas para ingresso em fase única, a Unifesp espera que o modelo seja um sucesso. "Já tínhamos intenção de mudar o vestibular e o ENEM pareceu o melhor formato", conta Lucia. Segundo ela, o método usado não era adequado aos novos cursos oferecidos. "A universidade se expandiu e criou novas graduações que exigiam alterações", explica ela.

Wilhelm afirma esperar que a nova forma de ingresso avalie o conteúdo e o raciocínio lógico dos estudantes. "O raciocínio já era cobrado nos exames antigos. Agora, é preciso testar se os estudantes têm domínio do conteúdo", declara ele. Apesar de acreditar no bom desempenho da prova, Wilhelm faz ressalvas quanto à segurança do ENEM. "A questão do sigilo deve ser reforçada, já que o exame será aplicado simultaneamente em todo o País", alerta ele.

Para garantir a segurança da prova, o MEC receberá apoio das universidades federais e da polícia. "A polícia federal vai acompanhar o ENEM, assim como representantes das instituições federais que aderiram", afirma Tavares. Ele diz ainda haver preocupação com fraudes eletrônicas. "Nunca tivemos problemas com as edições anteriores do ENEM. Com o reforço que receberemos, acredito que não haverá dificuldade", aposta ele.

Barbiero conta que um Comitê de Governança foi formado para realizar o ENEM e promover seu aperfeiçoamento. O Comitê foi criado a pedido da Andifes e é composto por representantes da associação, do Inep, do MEC e do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação). Tem a responsabilidade de discutir e acompanhar a elaboração do novo ENEM e seu impacto no currículo do Ensino Médio.

De acordo com Tavares, o MEC espera que a adesão ao ENEM aumente a partir do ano que vem. "A expectativa é que o exame seja usado como única forma de avaliação para seleção nas instituições. Dessa forma, as IFES não precisarão se preocupar em realizar o vestibular e farão o que é de sua competência: selecionar e educar estudantes", observa.

Além das universidades federais, outras instituições, como a USP (Universidade de São Paulo), anunciaram que vão utilizar os pontos do ENEM para composição da nota final da primeira fase. A Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste) também vai recorrer ao modelo para preencher vagas remanescentes. O MEC anunciou ainda que a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) e a Unilab (Universidade Federal da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) adotarão o método para seleção de estrangeiros e brasileiros.

Como funcionará o ENEM

Todas as inscrições para o ENEM devem ser realizadas pela Internet, no endereço http://enem.inep.gov.br/inscricao, até 17 de julho. Após preencher o cadastro e enviar os dados, o candidato deve imprimir e pagar o boleto no valor de R$ 35. A inscrição só será efetivada após o recebimento, pelo Inep, do comprovante de pagamento. O comprovante de inscrição, necessário para realizar o exame, ficará disponível no site do ENEM. Serão isentos do pagamento da taxa os concluintes do Ensino Médio oriundos de instituições públicas de ensino. O MEC solicitou às universidades federais que ofereçam máquinas adequadas para os estudantes realizarem a inscrição.

O diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep lembra que para realizar a inscrição no exame é obrigatório ter CPF próprio. "Os alunos que se inscreverem com o número de cadastro de outras pessoas não vão conseguir fazer a prova", ressalta Tavares.

Os inscritos vão receber o Manual do ENEM, que contém informações gerais sobre o exame, as competências e habilidades a serem avaliadas, critérios de avaliação de desempenho dos participantes nas provas, e o questionário socioeconômico, com folha de respostas. O manual será enviado para o endereço indicado no ato da inscrição. Os candidatos devem responder o questionário socioeconômico e entregar a folha de respostas no dia e local de realização das provas.

Será enviado também um Cartão de Confirmação de Inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, número de inscrição, senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. Caso o cartão não seja entregue até 25 de setembro, é preciso entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161.

O exame, aplicado em 1.619 municípios brasileiros, será constituído por quatro provas, com 45 questões objetivas de múltipla escolha cada e uma redação. No dia 3 de outubro, será aplicada, das 13h às 17h30, a prova I, com os seguintes conteúdos: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Já no dia 4, a prova será das 13h às 18h30, e os conteúdos cobrados serão: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.

A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, os candidatos receberão o Boletim Individual de Resultado. Para consultar os resultados individuais pelo site do Inep serão necessários o número do CPF e a senha de acesso, cadastrados na fase de inscrição.

Norte
Acre
UFAC (Universidade Federal do Acre)

Em fase de decisão.

Amapá
UNIFAP (Universidade Federal do Amapá)

Não utilizará o Enem no processo seletivo de 2009.

Amazonas
UFAM (Universidade Federal do Amazonas)

A nota do Enem será usada, em fase única, para preencher 50% das vagas. As demais serão preenchidas por meio de avaliação seriada. O Enem também será usado para preencher vagas remanescentes.

UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia)

Não utilizará o Enem nos processos seletivos de 2010 e 2011.

Pará
UFPA (Universidade Federal do Pará)

Em fase de decisão.

Rondônia
UNIR (Universidade Federal de Rondônia)

Em fase de decisão.

Tocantins
UFT (Universidade Federal de Tocantins)

Enem selecionará para 25% das vagas. Os estudantes também podem prestar o processo seletivo comum e optar pela melhor nota.

Nordeste
Alagoas
UFAL (Universidade Federal de Alagoas)

Usará o Enem apenas para vagas remanescentes.

Bahia
UFBA (Universidade Federal da Bahia)

Adotará como fase única para os quatro cursos de Bacharelado Interdisciplinar e para o curso superior de tecnologia.

UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

Utilizará o Enem como fase única para 70% das vagas e como parte da nota para as demais, além do preenchimento de vagas remanescentes.

Ceará
UFC (Universidade Federal do Ceará)

Não vai aderir.

Maranhão
UFMA (Universidade Federal do Maranhão)

Adotará em fase única e para vagas remanescentes a partir do processo de seleção 2010.

Paraíba
UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)

Utilizará para as vagas remanescentes.

UFPB (Universidade Federal da Paraíba)

Não vai aderir.

Pernambuco
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)

Adotará para primeira fase e terá a segunda fase obrigatória.

UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)

Adotará em fase única e para vagas remanescentes para o processo de seleção 2010.

UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco)

Adotará em fase única e para vagas remanescentes para o processo de seleção 2010.

Piauí
UFPI (Universidade Federal do Piauí)

Adotará como fase única para 50% das vagas de todos os cursos e para vagas remanescentes a partir do processo de seleção 2010.

Rio Grande do Norte
UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Vai usar como primeira fase a partir do processo de 2011.

UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-árido)

Adotará em fase única e para o preenchimento de vagas remanescentes a partir do processo de seleção 2010.

Sergipe
UFS (Universidade Federal de Sergipe)

Utilizará para preenchimento de vagas remanescentes.

Centro-Oeste
Distrito Federal
UNB (Universidade de Brasília)

O Enem fará parte do processo de seleção referente ao ingresso em 2011.

Goiás
UFG (Universidade Federal de Goiás)

Continuará utilizando 20% da nota do Enem na primeira fase.

Mato Grosso
UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso)

Utilizará a nota do Enem para seleção em fase única e para vagas remanescentes.

Mato Grosso do Sul
UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados)

Utilizará a nota do Enem para preenchimento de vagas remanescentes.

UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

Adotará o Enem como primeira fase e para preenchimento de vagas remanescentes. Para o processo de seleção de 2011, adotará como fase única.

Sudeste
Espírito Santo
UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)

Utilizará como primeira fase.

Minas Gerais
UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)

O aluno realizará o vestibular tradicional e poderá optar entre substituir a nota da primeira fase pelos pontos do Enem. A segunda fase é obrigatória. Utilizará o exame também para as vagas remanescentes.

UFLA (Universidade Federal de Lavras)

O Enem será utilizado como fase única. A instituição também manterá o processo seriado de ingresso, em que a nota do exame compõe a terceira fase, além de utilizá-lo para as vagas remanescentes.

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

Não vai aderir.

UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)

O Enem substituirá a primeira fase e as demais serão mantidas.

UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei)

Entre 10% e 25 % das vagas serão preenchidas pelo Enem, em fase única. Os alunos poderão optar pelo uso da nota do exame ou da prova do vestibular. O exame será usado também para vagas remanescentes.

UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)





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