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Universidade cria parque tecnológico no Vale do Paraíba

      

A Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE), mantenedora da Universidade Vale do Paraíba (Univap), iniciou as obras de um parque tecnológico que tem por objetivo complementar o trabalho de gestão de duas incubadoras comunitárias que já funcionam na universidade e junto à Refinaria da Petrobrás em São José dos Campos. O empreendimento terá 19,1 mil metros quadrados de área construída e abrigará cerca de 40 pequenas e médias empresas de base tecnológica.

O investimento previsto, segundo o vice-presidente da Fundação, Antônio de Souza Teixeira, é de R$ 20 milhões, sendo que a FVE arcará com R$ 8 milhões, enquanto o restante será assumido por uma das empresas interessadas em se instalar no parque. A Tecnorad, especializada em serviços de esterilização de implantes médicos e modificações estruturais em plásticos e borrachas, levará para sua unidade no parque o primeiro acelerador de elétrons não linear do Brasil - e o oitavo no mundo.

O equipamento, segundo Agnaldo Rocha, presidente da Tecnorad, tem um custo estimado de US$ 5 milhões. Desenvolvido pela Comissão de Energia Atômica da França, o acelerador é fabricado e comercializado pela empresa belga IBA. A Tecnorad presta serviços na área de processamento de material médico, tratamento de polímeros e radiação de pedras, utilizando a tecnologia da radiação ionizante.

A Quimlab, que está entre as 20 empresas que fazem parte da incubadora da Univap e da Revap, também tem intenção de instalar um laboratório de análise de águas no novo parque tecnológico. O projeto foi concebido para atrair empresas que utilizam tecnologias inovadoras nas áreas de materiais, eletrônica e telecomunicações, tecnologia da informação, ãroespacial, energia, meio ambiente, biotecnologia, bioinformática, química fina, desenvolvimento de software, entre outras.

As empresas que se instalarem no parque poderão desfrutar de uma infra-estrutura comum que inclui auditórios e salas de reunião e de conferências equipadas com aparelhos de projeção de filmes e para videoconferência, além de sistema de áudio e projetores multimídia.

A infra-estrutura comum disponibilizada pelo parque também oferecerá serviço completo de telecomunicações para transmissão de voz, de dados e de imagem com internet, intranets de alta velocidade, televisão via satélite e telefax. A área comum às empresas terá escritórios e espaços para lanchonete, agência bancária, correio e copiadora.

Uma das áreas será reservada para abrigar um escritório de gestão empresarial, que oferecerá orientações e consultoria em gestão, planejamento, finanças, contabilidade e qualidade. Para facilitar o acesso às informações sobre captação de financiamentos para projetos de P&D, o parque terá um espaço onde funcionarão as agências oficiais de organismos como Sebrã, Fapesp, Finep, BNDES e CNPq.

A eficácia do modelo de gestão de empresas que funcionem dentro de uma área ligada a uma universidade foi comprovada pela Univap por intermédio de pesquisas e visitas que fez a empreendimentos similares em países como Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Japão e Estados Unidos. "O objetivo do projeto é ser um sistema catalisador de desenvolvimento sustentável, além de cumprir uma das funções básicas da universidade que é a extensão do ensino e a prestação de serviços à comunidade", explicou o vice-presidente da FVE.

A previsão da FVE é que as obras do Parque sejam concluídas no primeiro semestre de 2003.

Fonte: Gazeta Mercantil

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