Thursday :: 27 / 11 / 2014

TambémNotícias | Arte por dia | Enem 2014 | Livros grátis | Cadastre-se | MAPA DO SITE

Noticia

UFRPE investiga doença causada por mosca


ImprimirImprimirEnviar a un amigo Enviar

Encontradas em todo lugar, as moscas da espécie cochlilomyia hominivorax, mais conhecida como varejeiras, alimentam-se principalmente de frutas e néctar de flores. O que muitos não sabem é que ela também pode ser perigosa para a saúde dos seres humanos. Um estudo que começou a ser desenvolvido por uma equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) constatou que a incidência da miíase, doença provocada pelas larvas dessa mosca, cujos efeitos podem chegar à amputação de membros do corpo, está sendo ignorada pelos hospitais no Estado. Iniciada quando as varejeiras põem os ovos em ferimentos no corpo das vítimas, a miíase geralmente passa despercebida nos prontuários dos hospitais, onde consta apenas a origem das lesões.

O estudo está sendo trabalhado pela aluna de Bacharelado em Ciências Biológicas, Edileuza Ferreira, orientada pela professora Jaqueline Bianque, chefe do Laboratório de Parasitologia. Durante os três anos em que identificaram vítimas da doença, elas constataram 24 casos, mas garantem que a incidência verdadeira é maior. "A maioria dos pacientes procura postos de saúde nos bairros e acaba ficando de fora das estatísticas", diz Jaqueline Bianque.

No momento, elas estão realizando contatos para iniciar a nova etapa do trabalho, prevista para o próximo mês, ampliando a rede de hospitais e postos onde os casos serão investigados. "Trata-se de uma zoomose, uma doença que é comum no homem e em animais. Por isso, pode ser considerado um problema de saúde pública", aponta Jaqueline Bianque.

A miíase é provocada porque as larvas da mosca varejeira só se alimentam de tecidos vivos. Por isso, as fêmeas procuram ferimentos ou cavidades do corpo, como olhos e boca, para pôr seus ovos. Quando isso acontece, as larvas passam três ou quatro dias até caírem e passarem a uma nova etapa de seu desenvolvimento. Mas a essa altura as feridas já foram agravadas.

"O tratamento é a retirada das larvas e a cura do ferimento. Mas algumas vezes elas deixam seqüelas", disse Jaqueline Bianque. Dos 24 casos,quatro terminaram em amputação de membros, quando associados a doenças como a diabete.

Fonte: Diário de Pernambuco - Recife







RSS   


Comentarios para esta noticia

 

Suscríbete a nuestro boletín de noticias


Publicidad

Publicidad