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AIE: Possíveis Soluções


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Fontes Renováveis de Energia - como reduzir a dependência do petróleo
AIE: História do Problema
AIE: Definição do Problema
AIE: História da Agência Internacional de Energia
AIE: Estrutura da Agência e Processo Decisório
AIE: Processo Decisório
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AIE: Possíveis Soluções
AIE: Documento de Posição Oficial
AIE: Questões que uma Resolução deve Responder
AIE: Bibliografia
Em relação aos problemas referentes à dependência do petróleo, pode-se pensar em algumas possíveis soluções como a eficiência energética, o aumento da cooperação no regime de gases efeito-estufa, a resolução pacífica das tensões geopolíticas e dos possíveis conflitos que poderiam ocorrer devido à competição por recursos energéticos e o uso de fontes alternativas de energia.

Face à crescente demanda energética e a previsão do esgotamento das reservas de petróleo, faz-se cada vez mais necessário o uso racional e eficiente da energia mediante estratégias e reestruturações do sistema energético vigente. Deve-se utilizar transportes coletivos no lugar de veículos particulares, as indústrias devem reformular suas políticas de gastos de energia a fim de reduzir desperdícios e os governos devem criar subsídios que incentivem o uso de fontes alternativas de energia.

Quanto ao problema da cooperação no regime de emissão de gases poluentes, pode-se considerar algumas ações que preencham as lacunas dos tratados até hoje estabelecidos referentes ao aquecimento global, como as do Protocolo de Kyoto.

Dada a dificuldade dos países em desenvolvimento em agir de acordo com as normas estabelecidas no Protocolo, os países desenvolvidos devem gerar incentivos econômicos para a sua adesão ao regime dos gases efeito-estufa. As pesquisas acerca do que deve ser reduzido em emissão de gases poluentes para cada país e da quantidade de CO2 suportável pela atmosfera devem ser mais precisas, de forma que os Estados possam traçar metas e estratégias coerentes com a sua realidade e o objetivo de minimizar o aquecimento global. Finalmente, os tratados devem determinar condutas de comportamento por meio do estabelecimento de diretrizes claras sobre o que deve ser feito por cada um dos Estados para realmente reduzir a emissão dos gases poluentes.

Adicionalmente, deve-se ponderar sobre a importância de conflitos latentes ou presentes nas áreas com grande concentração de petróleo buscando a solução pacífica das tensões geopolíticas. Por exemplo, o sistema internacional pode exercer pressão sobre os países na região do Mar Cáspio e do Sul da China para resolverem pacificamente as disputas sobre a posse e o desenvolvimento de recursos energéticos encontrados nessas regiões. Deve-se então, no mínimo, mapear os recursos globais e identificar áreas que requerem atenção internacional para se evitar crises e conflitos futuros.

As energias renováveis e outras fontes alternativas ao petróleo podem contribuir muito para a missão da AIE, dos países membros e não-membros. Elas podem facilitar substancialmente o atendimento de objetivos ambientais e nacionais econômicos porque, em quantidade acrescentam novos valores ao portfólio energético. As energias renováveis podem fazer isso:

  • atenuando os riscos no portfólio energético atual o que inclui problemas relacionados a riscos energéticos e a danos causados à saúde e ao meio ambiente resultante do uso de combustíveis fósseis no transporte e na geração de energia;
  • melhorando a eficácia do sistema energético;
  • expedindo objetivos ambientais;
  • provendo serviços energéticos onde outros recursos não o fazem;
  • aumentando a participação pública no processo de decisão relacionado à energia.

Energia Solar

O Sol é uma importante fonte de energia não poluente e renovável. Utilizadas inicialmente nos satélites, as células de energia fotovoltaica foram trazidas para a Terra e fazem a luz do dia virar eletricidade. A sua forma mais barata encontra-se nos relógios e calculadoras solares. No entanto, sua aplicação mais importante é fornecer energia em lugares isolados, distantes das redes elétrica, que, a longo prazo, pode significar uma boa solução para países subdesenvolvidos.

Diferente da energia solar termal já existente em residências para aquecer água, a energia fotovoltaica converte a luz em eletricidade por meio de pequenas lâminas circulares recobertas por uma camada de décimos de milímetro de um material semicondutor como o silício. Quando as células são expostas a uma fonte de luz como a do Sol, os fótons, que são partículas de luz, excitam os elétrons do semicondutor. Com a energia absorvida dos fótons, os elétrons passam para a banda de condução do átomo e criam corrente elétrica, que será captada por pistas metálicas. As células são, então, depois agrupadas para formar os painéis solares.

Apesar dessa forma de produzir energia não causar danos ao meio-ambiente, não poluir e não precisar de movimentos de máquinas para funcionar, ela não pode ser usada para resolver todos os problemas do mundo. A energia fotovoltaica ainda é mais cara do que a proveniente do petróleo, usinas nucleares ou hidrelétricas. Na década de 70, quando a idéias de se usar tal energia comercial ganhou peso devido à primeira crise do petróleo, a sua produção custava nos Estados Unidos 60 dólares por kilowatt/hora. Com o desenvolvimento de tecnologias para maximizar seu potencial e com o aumento da produção, hoje os custos giram em torno de 15 centavos de dólar por k/h, mas o seu preço é ainda 4 vezes superior ao das formas de energia convencional. Um outro problema concernente à energia solar é o seu baixo nível de eficiência quando comparado com os combustíveis fósseis. Mas a intensificação das pesquisas, juntamente com o crescente aumento dos custos de exploração do petróleo, poderá alterar o quadro em tempo relativamente curto.

Energia Eólica

Os moinhos-de-vento serviram para moer milho e bombear água desde os tempos antigos. Hoje, as turbinas de vento geram eletricidade e parece ser uma ótima alternativa aos combustíveis fósseis e à energia nuclear, pois ela é segura, inesgotável e de graça. Nos últimos 7 anos, o mercado de turbinas de vento cresceu numa média de 40% anualmente. Só no último ano, a capacidade de geração de energia aumentou em quase 1/3 no mundo todo. E quanto mais centrais de energia eólica são construídas, mais baratas e mais poderosas elas ficam. Nos dias atuais, uma turbina padrão pode produzir 1 megawatt de energia, capaz de prover eletricidade para 800 casas, mais que o dobro do que era produzido por um modelo típico 20 anos atrás.

Apesar de ser uma ótima opção para a produção de energia limpa, nem todos apóiam prontamente a energia eólica, pois as fazendas de turbinas de vento podem danificar paisagens, causando um tipo de "dano visual" ao meio ambiente. Além do mais, as áreas mais altas, como colinas e montes inexplorados, são as mais propícias para se desenvolver esse tipo de tecnologia. Uma solução encontrada por alguns países como a Dinamarca, foi instalar turbinas no alto mar, até porque as brisas marinhas são mais constantes e fortes. No entanto, os custos para rodar fazendas eólicas no mar são 40% mais altos do que aqueles incorridos na manutenção de fazendas terrestres.

Assim como a energia solar, a energia eólica ainda esbarra nos custos de sua produção, que ainda é mais cara que energia proveniente de combustíveis fósseis. Há ainda obstáculos políticos, isto é, os governos devem criar subsídios para o desenvolvimento de fazendas eólicas, o que já ocorre na Dinamarca, Espanha e Alemanha, onde as companhias são forçadas a pagar taxas prêmio para a produção de energia eólica. Finalmente, o vento possui uma grande fraqueza: algumas vezes ele não sopra. O que indica que aqueles usuários mais dependentes de energia eólica dependem de fontes de energia adicionais para os dias em que as turbinas não funcionarem.

Energia Geotérmica

Algumas rochas na crosta terrestre podem chegar a 1.000º C. São as fontes geotérmicas, que aproveitam o calor do interior da Terra. Muitas abrem caminho natural para a superfície na forma de geysers, por exemplo. Em outros casos, a água tem de ser bombeada para o interior da Terra, onde é aquecida e enviada de volta. Cerca de 20 países no mundo usam esse tipo de energia.

Energia da água

Aproximadamente um quinto da energia do mundo vem de hidrelétricas. Em uma usina hidrelétrica, a energia da água que cai aciona uma turbina que, por sua vez, aciona um gerador elétrico. As usinas hidrelétricas podem gerar grandes quantidades de força, como a usina de Itaipu, no rio Paraná, que tem um potencial de produção de 13 bilhões de watts. Contudo, esse tipo de energia depende fortemente das chuvas que determinam os níveis das barragens e, conseqüentemente, a produção de energia.

Energia das Marés

A primeira grande usina movida por marés foi construída no estuário de La Rance, na Bretanha, França. Pode gerar 240 milhões de watts de força - suficiente para uma cidade de 300.000 habitantes. Quando a maré baixa, a água é mantida em nível alto na barragem. Quando a diferença entre os dois níveis chega a 3 metros, a água é liberada para o mar, correndo através de 24 enormes turbinas que acionam geradores. Quando a maré sobe outra vez, a água entra pela barragem para encher o estuário, até que fique alto e o processo comece de novo.

Bioenergia

A Biomassa inclui madeira, lixo municipal, industrial, resíduos agrários, animais, carvão vegetal e outros combustíveis derivados de fontes biológicas. Atualmente, ela é responsável por aproximadamente 14% do consumo energético no mundo. A Biomassa é a principal fonte de energia em muitos países em desenvolvimento e a maioria dela não é comercial. Assim, há grande dificuldade em coletar dados confiáveis sobre ela. No entanto, os dados são essenciais para analisar tendências e padrões de consumo, para prever esses elementos no futuro e desenvolver estratégias coerentes. Os dados sobre o uso e produção de bioenergia também são necessários para avaliar como ela contribui ou casa danos para o meio ambiente, além de ser usada para medir a emissão global de dióxido de carbono.

Hidrogênio

O uso de hidrogênio para gerar energia e movimentar veículos possui uma série de vantagens como: ocorrer naturalmente da água, de forma que o seu suprimento seja tão infinito quanto as águas do oceano; o hidrogênio puro é um gás inofensivo, um líquido não-tóxico que pode facilmente dissipar-se no ar. Assim, as células de combutível-hidrogênio emitem apenas vapor de água e os motores elétricos produzem pouco ruído. O processo envolve bombardear H2O para separar o hidrogênio que é recombinado com oxigênio em uma célula de combustível que formam íons carregados capazes de fazer funcionar um motor e moléculas de água como subproduto. No entanto, um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento da economia movida a hidrogênio é o seu custo. Por exemplo, a construção de plantas de hidrogênio custaria US$19 bilhões nos EUA, US$1.5 bilhões na Grã-Bretanha e US$6 bilhões no Japão.

Energia Nuclear

O mundo está aquecendo e o petróleo está politicamente problemático, mas a energia nuclear continua sendo deixada de lado na maioria dos planos energéticos. Contudo, ela é tida por alguns estudiosos como uma solução a curto prazo a ser considerada, já que as energias eólica, solar e as movidas por hidrogênio demorarão a ser implantadas completamente. A energia nuclear não emite dióxido de carbono na atmosfera, pode ser construída em lugares inacessíveis, e por ser concentrada, pode ser utilizada de maneira específica para cidades e fábricas. Entretanto, essa opção ao uso do petróleo e de outros combustíveis fósseis apresenta uma série de problemas como acidentes catastróficos, o lixo nuclear que continuará radioativo por 25 mil anos ou mais, precisando ser dispensado com cuidado e o terrorismo e a proliferação de armas nucleares.





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