Friday :: 31 / 10 / 2014

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OMS: O Vírus da SARS


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O coronavírus foi isolado pela primeira vez em 1937. Após a descoberta do rinovírus por volta da década de 50, praticamente 50% dos resfriados ainda não tinham seus agentes conhecidos. Em 1965, Tyrrell e Bynow usaram culturas da traquéia humana ciliada embrionária para propagar o primeiro coronavírus (HcoV) in vitro. Há aproximadamente 15 espécies nesta família, que podem infectar não apenas o homem, mas os bovinos, os suínos, os roedores, gatos, cães e pássaros (alguns são patógenos relevantes, especialmente a galinha).

A OMS no dia 16 de abril anunciou o que acredita ser uma nova forma de coronavírus que é causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave. A organização colocou em público que os laboratórios colaboradores concluíram que o coronavírus encaixa nos quatro postulados de Koch quanto a um agente causador: deve ser encontrado em todos os casos da doença, deve ser isolado do hospedeiro e ser cultivado em cultura pura, deve reproduzir a doença original quando introduzido em um hospedeiro susceptível, e deve ser encontrado no hospedeiro experimental infectado.

A chave para esse comunicado foi os dois últimos testes, feitos em macacos por Albert Osterhaus e colegas no Erasmus Medical Centre em Rotterdam, um dos colaboradores da rede de pesquisa e cooperação técnica da OMS, que até agora é composta por 13 laboratórios.

Klaus St?hr, virologista da OMS e coordenador da rede, disse em uma conferência de imprensa que "as pessoas dessa rede deixaram de lado o lucro e o prestígio para trabalharem junto na descoberta da causa dessa nova doença e descobrir novos caminhos para combatê-la. Neste mundo globalizado, tal colaboração é a única forma em se avançar no ataque a essa doença emergente".

Em 12 de abril, a seqüência do genoma do vírus foi completada por uma equipe no Michãl Smith Sciences Centre em Vancouver, que não era um membro formal da rede da OMS. O Centro Norte-americano de Controle de Doenças (CDC), que faz parte da rede, publicou dois dias depois a mesma seqüência de genoma do vírus, sendo que ambas amostras de vírus vieram diretamente da ásia.

A dúvida se o coronavírus age sozinho na infecção humana e no desenvolvimento dos sintomas da doença de SARS ainda permanece. Além do mais, "para descobrir a origem do vírus, é necessário analisar os primeiros casos de SARS que provavelmente ocorreram na província de Guandong, assim como é necessário detalhes a respeito das vítimas da doença e seus hábitos de vida", afirma Gerberding. Também questiona se o vírus iniciou o processo de mutação em Hong Kong, já que ele está ficando cada vez mais virulento e com casos mais sérios.

Cientistas acreditam que o vírus esteja em constante mutação - o que dificultaria muito o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.

O Instituto de Genômica de Pequim informou na terça-feira, 17/06, que o vírus que causa a pneumonia "deve sofrer mutação de maneira muito rápida e fácil". Outros especialistas já haviam afirmado que, mesmo tendo descoberto o vírus causador da doença, poderia ser bastante difícil combatê-lo.

Todo vírus possui a capacidade de mutação. Embora carregue grande quantidade de informação genética, toda vez que ele se multiplica dentro de uma célula, pequenos "enganos" genéticos ocorrem. Em razão do processo de seleção natural, esses "enganos" acabam por tornar os vírus mais resistentes e, dessa forma, mais facilmente transmissíveis entre os seres humanos.

Em entrevista à BBC, o médico Adrian Mockett, que já atuou na criação de vacinas veterinárias para o coronavírus, disse que algumas de suas características podem ser problemáticas para o homem. "A capacidade de mutação do vírus tem sido um verdadeiro problema na pesquisa de vacinas para aves", afirmou. "O vírus consegue mudar rapidamente. Uma vacina poderia servir por algum tempo, mas não para sempre".

A forma como o coronavírus se transforma e infecta as pessoas deve levar os cientistas a buscar uma vacina capaz de atuar de forma semelhante à vacina contra a gripe, com diferentes substâncias para fazer frente a vários tipos do vírus.

O genoma consiste em decifrar a molécula de RNA existente no vírus, pois é essa duplicação de RNA que é a característica principal dos vírus em geral. Com a decodificação da cadeia de RNA, pode-se entender as condições para que o ocorra a duplicação do vírus, e assim, montar um diagnóstico preciso.

O SARS é um vírus de apenas um filamento de RNA, e esse tipo de vírus, como se reproduz sozinho, não tem a ligação para combinar com o outro filamento perfeitamente, então, ocorrem erros. O vírus HIV funciona da mesma maneira. Por isso, não há surpresas em se ver novas ligações de RNA com o passar do tempo.

Em 16 de maio a OMS prestou homenagem a Carlo Urbani, cientista da OMS que primeiro alertou o mundo sobre a existência de SARS em Hanói, Vietnam, e que morreu dessa doença em 29 de Março em Bangkok.







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