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Atualidade universitária

Por Renata Costa

Não importa o tipo de exigência para ingresso em um curso de Pós-Graduação, a entrevista é sempre primordial. Ir preparado para alcançar as expectativas do entrevistador, portanto, já é um passo à frente dos concorrentes.

Ainda que o currículo ou a prova, dependendo do processo de seleção, sejam mais importantes na escolha dos ingressantes, a entrevista, que leva por volta de 30 minutos, com o coordenador ou professores do departamento, é decisiva. A professora Carla Denise Bonan, da comissão do programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da PUC-RS, discutiu muito recentemente com seus colegas professores a respeito de quais pontos deveriam ser avaliados em uma entrevista deste tipo, já que o programa em Biologia teve início este ano.

Trajetória acadêmica, motivação e estratégia são cruciais, segundo Carla. No caso da PUC, que é paga, em estratégia se considera, além da disponibilidade de horário caso o candidato tenha um emprego fixo, se ele tem condições de pagar o curso sem precisar, a princípio, de uma bolsa.

"A banca de entrevistadores também se preocupa, não importa em qual programa, se ele está em condições conjeturais, se terá tempo para estudar, disciplina para ser um pesquisador e se, para tudo isto, haverá redução em sua carga de trabalho", diz Dione Moura, coordenadora da Pós-Graduação do Departamento de Comunicação da UnB.

Outra questão essencial é conhecer o curso que pretende fazer. "Isto é possível conhecendo os temas a serem estudados, as publicações do departamento, quais são os pesquisadores, e procurar ler os autores trabalhados em cada área de pesquisa. Não dá para fazer a inscrição em um mestrado ou doutorado por impulso, é preciso preparo", defende Dione.

No caso de programas que pedem um pré-projeto, os professores dizem que é estritamente necessário que o aluno consiga defender com todas as forças a viabilidade de realização deste. "? extremamente importante demonstrar segurança sobre o projeto de pesquisa que ele vai desenvolver se for selecionado", afirma a pró-reitora de Pós-Graduação da UFMT, Marinez Isaac Marques. "Demonstre que a pesquisa proposta é exeqüível, que não é nada mirabolante", orienta.

Vontade e segurança

"O candidato tem que demonstrar que o mestrado é tudo o que ele quer na vida", brinca a professora Marinez. Sem exageros, todos os professores que fazem seleção para Pós observam se realmente o aluno demonstra vontade de fazer o curso ou se quer apenas continuar os estudos como obrigação.

"Algumas pessoas vêm só buscar o título, e este tipo de aluno não nos interessa", afirma Ana Akemi Ikeda, da coordenadoria de MBA Marketing da FIA-FEA (Fundação Instituto de Administração da Faculdade de Economia e Administração) da USP. Por isso, demonstrar empolgação nunca é demais. "O candidato tem que ter brilho no olho", diz Carla, da PUC-RS.

Postura e vestimenta

Roupa não é o mais importante. "Para ingresso na Pós-Graduação, esqueça tudo o que é dito para uma seleção de emprego. Na entrevista para mestrado ou doutorado, o que se avalia é o que a pessoa sabe e o quanto está disposta a aprender. Não é a primeira impressão que vale, tanto faz a vestimenta, porque o que queremos é saber se aquele candidato é um pesquisador, não importa nada além disso", afirma Dione, da UnB.

Como sempre, educação e bom-senso pegam bem. "Tem gente que chega aqui e atende o celular. Isso já mostra que o cara é mal-educado. Se ele atende o telefone durante uma entrevista que é importante para a vida dele, imagine na aula. Vai ficar falando no celular e saindo da classe o tempo todo", diz Ana, da USP.

Acabe com o silêncio

Se as perguntas dos entrevistadores acabarem e aquele incômodo silêncio surgir no meio da entrevista, aproveite o tempo a seu favor. Por isso, vá preparado para falar ainda que não perguntem nada.

Divagar gera pontos negativos, pois o tempo é escasso. Aproveite a oportunidade para explorar melhor seu currículo e deixar claro seu interesse pela vaga.

"A maioria mantém uma postura bem passiva de responder apenas o que perguntamos. ? difícil encontrar um aluno que tenha iniciativa, que faça um plano de entrevista. ·s vezes, quando fica aquele silêncio, o candidato não aproveita para nos convencer a deixá-lo entrar no programa", conta Ana. "Eu gosto de pessoas que tenham iniciativa, mostrem energia e saibam colocar seus pontos fortes", afirma.

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