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As 500 melhores universidades


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Wanderley de Souza - Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro.

Desde sua criação em 1088 na cidade de Bologna, Itália, a universidade é reconhecida como principal centro de formação de quadros especializados, de geração de novos conhecimentos através da pesquisa científica e tecnológica e de reflexão sobre os temas contemporâneos. Em muitos países a universidade tem sido importante centro de resistência sempre que existem ameaças ao processo democrático. Por tudo isso, tem alta credibilidade e é entendida como instituição de Estado e goza de autonomia na sua atividade-fim.

A análise da distribuição das universidades nos diferentes países aponta para a existência de uma correlação entre sua presença e o nível de desenvolvimento econômico e social. Mesmo nos países de vida mais recente, há sempre a preocupação de criar universidades. Na América do Sul, a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Peru, figura como a mais antiga, fundada em 12 de maio de 1551. No Brasil, a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro foi criada em 7 de setembro de 1920 e a Universidade de São Paulo, em 1934.

Recente estudo da Universidade Jiao Tong de Xangai, China, analisou o sistema universitário em todo o mundo, identificando as 500 melhores universidades. O estudo fornece subsídios que orientam para onde enviar estudantes visando estágios de aperfeiçoamento. Nesse trabalho foram analisados quatro parâmetros básicos: qualidade dos alunos formados, do corpo docente, do produto acadêmico gerado pelo corpo docente e a dimensão da instituição. A qualidade dos ex-alunos (graduação e pós-graduação) foi medida com base nas premiações recebidas, destacando-se aqueles que ganharam o Prêmio Nobel e a medalha Fields, equivalente ao Nobel para a área da matemática. A qualidade do corpo docente foi medida tanto pela premiação do seu quadro docente, conforme descrito acima para os ex-alunos, como pelo índice de citação dos trabalhos publicados, como é hoje usual em avaliações sobre o desempenho da produção acadêmica, em 21 diferentes áreas do conhecimento.

A qualidade do produto gerado foi avaliada pelo número de artigos publicados nas revistas Nature e Science e em outras revistas de circulação internacional e devidamente indexadas. Para avaliar a dimensão da instituição foram considerados o número de pontos obtidos pelos critérios acima mencionados e o número de professores do quadro permanente em dedicação integral à instituição. Os resultados mostram que o Brasil encontra-se presente no seleto grupo das 500 melhores universidades, representado pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), que ocupam o 189, 368, 369 e 466 lugar, respectivamente. Não por acaso essas universidades têm mais de 80 cursos de pós-graduação, que correspondem aos centros de formação de quadros de alto nível - no caso da USP existem 219 cursos de pós-graduação.

Os dados também apontam que, das dez principais universidades, oito estão nos Estados Unidos e duas na Inglaterra: Harvard, Stanford, Cambridge, Califórnia-Berkeley, MIT, CalTech, Princenton, Oxford, Columbia e Chicago. Se analisarmos a ordem de distribuição das principais universidades, vamos encontrar EUA, Reino Unido, Japão e Alemanha entre os primeiros. O Brasil ocupa a 22 posição, acima de países como áfrica do Sul, Argentina, índia, México e Portugal.

Como melhorar a posição das universidades brasileiras em nível internacional? A receita é simples. Nunca é demais relembrar a necessidade de (a) ampliação do quadro docente, constituído por doutores trabalhando em regime de dedicação exclusiva e integrando as atividades de ensino, pesquisa e extensão; (b) forte atividade no processo de formação de quadros de elevado nível, em programas de pós-graduação de alto nível; (c) política agressiva de atração de pesquisadores experientes e com prestígio internacional. Aqui merece destaque a política implementada pelo governo de Cingapura de atração de eminentes pesquisadores, incluindo agraciados com o Prêmio Nobel, para fortalecer as instituições existentes; (d) boas condições de trabalho, o que inclui estrutura física, equipamentos atualizados e recursos para custeio. Cabe lembrar que não é por acaso que três das quatro universidades brasileiras citadas acima estão localizadas em São Paulo, onde a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) investiu, nos últimos 15 anos, algumas centenas de milhões de dólares na infra-estrutura de pesquisa.

Essa política vem sendo implementada por outros estados, destacando-se Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Goiás e Amazonas. No entanto, para melhorarmos a posição brasileira é fundamental que ciência e tecnologia sejam consideradas por todos como prioridades de fato, essenciais para o desenvolvimento soberano do País. Este é ainda um sonho e requer esforço permanente de governos e sociedade para se transformar em realidade. kicker: Quatro universidades brasileiras estão na relaçãodas melhores do mundo.

Fonte: Gazeta Mercantil







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