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UFPA mantém calendário do vestibular


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A Universidade Federal do Pará (UFPA) informou ontem da decisão de manter o calendário de provas do Processo Seletivo Seriado (PSS) 2005, apesar de não haver ainda qualquer sinalização sobre o fim da greve dos professores e servidores da instituição, que já ultrapassa dois meses de duração. A decisão de manter o calendário de provas foi tomada pelo reitor, Alex Fiúza de Mello, com o argumento de respeitar o compromisso assumido com os quase 80 mil candidatos inscritos. Com a manutenção das datas, as provas acontecem nos dias 27 de novembro (1ª fase), 18 de desembro (2ª fase) e 15 e 16 de janeiro de 2006 (3ª fase).

A UFPA também não fez qualquer mudança em relação à entrega dos cartões de inscrições, iniciada ontem em Belém e nos campi do interior do Estado. Para decidir pela manutenção do calendário o reitor Alex Fiúza de Melo, que preside o Conselho Superior de Ensino e Pesquisa (Consep), avaliou, junto com a Comissão Permanente de Vestibulare (Coperves), que é consultiva a solicitação feita pela Associação dos Docentes da UFPA (Adfpa) e ainda pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFPA (Sintufpa).

O professor Licurgo Peixoto de Brito, pró-reitor de Ensino de Graduação e presidente da Coperves, ressaltou que a decisão não é oriunda de votação no Consep, que não tem se reunido por conta da greve, mas baseou-se no compromisso com os candidatos, seus familiares e outros interessados no processo.

Em relação ao Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) - escola mantida pela universidade e que também está em greve - onde os estudantes estão visivelmente mais prejudicados, uma vez que ainda não tiveram nenhum dia de aula no segundo semestre, a única medida tomada pela UFPA foi, em caso de aprovação de algum candidato do NPI no Processo Seletivo, estender o prazo para que o aprovado apresente a documentação de conclusão do Ensino Médio, uma vez que, por conta do atraso no calendário letivo, os alunos do INPI correm o risco de entrar na universidade sem concluir a fase anterior dos estudos. O NPI possui 503 alunos inscritos no PSS.

Licurgo Peixoto de Brito admitiu que os prejuízo da greve são ainda muito maiores para os estudantes do NPI que se encontram em fase de preparação para o vestibular e ficam em condição de desigualdade diante dos demais concorrentes. Infelizmente, por conta de um compromisso maior com a sociedade, não poderíamos mudar o calendário do concurso por conta de uma pequena parcela dessa sociedade, ainda que isso signifique prejudicar os nossos próprios alunos, como ocorre com os estudantes do NPI, disse Brito.

O pró-reitor disse ainda que esse período de duração da greve deverá alterar todo o calendário letivo para o ano que vem. Portanto, somente o calendário de provas está garantido, sendo que não há previsão de data para o início das aulas dos novos calouros. O intervalo de dois meses que haveria entre o final do segundo semestre de 2005 e início do primeiro de 2006 poderia ser usado para reposição de aulas, mas somente se a greve terminasse hoje. Porém, até agora, o governo não se mostrou sensível para atender a pauta de reivindicações dos servidores.

A proposta anterior das entidades que pediram o adiamento das provas do PSS defendia o adiamento por dois meses. Em 2002, o vestibular foi realizado em março e a entrada dos alunos aconteceu em maio, existindo assim precedentes na Universidade para o adiamento do vestibular, argumento que foi rejeitado pela reitoria.

Entrega de cartões é rápida no primeiro dia Atendimento rápido e sem filas. Foi assim o primeiro dia de entrega dos cartões de inscrições ao processo seletivo 2006 da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mais de 78 mil inscritos no processo seletivo devem pegar o comprovante até o dia 5 de novembro, período em que poderão trocar o curso que escolheram inicialmente. Somente pela manhã de ontem, cerca de mil candidatos compareceram ao ginásio de esportes da instituição. O movimento, considerado fraco, surpreendeu quem já esperava por confusão.

Katia Souza, de 16 anos, acordou cedo para buscar o cartão de insrição e surpreendeu-se ao sair do ginásio em menos de três minutos. Está muito rápido e tranqüilo, eu não esperava, já que no dia da inscrição teve toda aquela confusão por causa da greve. Mas graças a Deus foi tudo certo, acho que é porque era o primeiro dia e é feriado, muita gente não sabe que está funcionando, afirmou.

Ana Paula Ramos, de 15 anos, também aproveitou o dia de folga no trabalho para garantir sua confirmação. O dia para a entrega do meu cartão nem era hoje, mas como é feriado eu resolvi arriscar, acho que dei sorte porque nem teve fila, disse.

A entrega está sendo tranqüila, a estratégia é fazer com que o candidato não passe mais de cinco minutos na fila. Para isso, disponibilizamos 20 mesários no atendimento. Mesmo quem se inscreveu para a 1ª fase, e deveria receber a confirmação em outra data, já está sendo atendido, afirmou a diretora do Daves, Célia Brito. Entretanto, ela faz um alerta para os estudantes: O candidato que fez sua inscrição ao Processo Seletivo pela internet deve acessar e imprimir seu comprovante também pela internet. Não adianta vir até aqui, porque não fazemos esta entrega.

Os cerca de 400 candidatos que realizaram o exame de habilidades aos cursos de Educação Artística, no domingo, 16, serão informado sobre o resultado ainda esta semana. Caso não tenham sido aprovados no exame de habilidades, serão automaticamente inscritos no curso que indicaram como segunda opção.

Seguindo o calendário previsto, as provas começam no dia 27 de novembro, com a 1ª fase do Processo Seletivo Seriado (PSS). A 2ª fase está prevista para o dia 18 de dezembro e a 3ª fase para os dias 15 e 16 de janeiro. Para 2006, a UFPA está ofertando 3.140 vagas na capital e 1.695 no interior.

Grevistas se reúnem hoje em assembléia geral Ainda distante de conseguir um acordo com o governo Federal, os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) se reúnem hoje no auditório setorial básico do campus, em mais uma assembléia da categoria para decidir os novos rumos da greve. Com salários achatados e sem infra-estrutura adequada de trabalho, eles já estão há mais de dois meses paralisados. Enquanto isso, mais de 45 mil estudantes continuam sem aulas.

Na pauta de reivindicações, os docentes exigem, entre outros pontos, 18% de reajuste salarial, como antecipação das perdas inflacionárias que ultrapassam 155%, de acordo com a categoria. Além do reajuste para este ano, a paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, e a isonomia entre as carreiras de 1º, 2º e 3º graus estão entre outros princípios inegociáveis. Mas as exigências estão longe de serem acatadas pelo governo, considerando-se a última proposta oferecida, que foi investir R$ 500 milhões em 2006 para o atendimento dessas reivindicações, o que foi rechaçado pelos grevistas.

O principal entrave para um acordo está justamente nas gratificações, que representam hoje até 80% dos salários. O governo quer dar o reajuste por dentro da gratificação. Mas a qualquer hora as gratificações podem ser retiradas. Isso é uma armadilha. O pior é que a gente sabe que eles têm dinheiro em caixa, o que falta mesmo é seriedade para administrar a educação pública, onde já se viu reajuste de 0.01%?! , critica a diretora-geral da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), Vera Jacob.

Sem perspectivas de voltar ao trabalho, os docentes lutam ainda pelo adiamento do Processo Seletivo Seriado (PSS) 2006 enquanto durar a greve. O argumento é que o calendário da UFPA já se encontra totalmente prejudicado. As aulas do primeiro semestre letivo de 2006 não começam antes de maio, por isso não se justifica manter um vestibular agora. Até porque os alunos da escola básica da própria Universidade estão extremamente prejudicados, não só por conta da nossa greve, mas fundamentalmente por conta de uma reforma que aconteceu na Universidade à revelia dos próprios estudantes, justificou, referindo-se aos alunos do NPI e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Cefet).

Abuso - Entretanto, tanta reinvindicação, já vêm dividindo a opinião dos alunos. Para muitos, a greve, instrumento legal do trabalhador para pressionar o patrão, vêm sendo usada de maneira abusiva. Todo ano é a mesma coisa, é greve, paralisação, e a gente que depende deste serviço é quem sofre. Eu sei que a causa é justa, mas acho que eles deveriam encontrar uma outra maneira de reinvindicar seus direitos; da forma como vem sendo feita já virou palhaçada, afirmou a estudante de Economia Larissa Sousa.

O estudante de Administração Luciano Oliveira concorda: A greve está banalizada, quase todo ano eles grevam, e o que eles conseguiram até agora de efetivo? Nada! Só mais paralisação, e a gente é que fica sem férias, com conteúdo atropelado. Eles se preocupam com o salário, mas e a qualidade do ensino?, questiona.

Irmã de Luciano, a estudante Susana discorda. ? uma causa justa. Defender a melhoria da universidade é um direito do trabalhador e de quem faz uso dela; se não for através da greve, como vai ser? Nós, como alunos da UFPA, devíamos nos unir a eles para pressionar o governo, opinou.

Nos últimos 25 anos, a UFPA já passou por 16 greves, a maior delas, em 2001, quando os professores ficaram de braços cruzados por 108 dias. Na opinião de Vera Jacob, elas foram fundamentais para as conquistas da categoria. Todos os anos, tudo é reajustado, menos o nosso salário. A greve é a única forma de pressionar o governo a nos oferecer melhores condições de trabalho. Foram através delas que conseguimos importantes vitórias, defendeu.







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