Wednesday :: 26 / 11 / 2014

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Os anos 80: Época Especial para crianças e pré-adolescentes!

Por Garrettimus *


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Quantas lembranças... Quantas saudades...

Não pretendo, através deste artigo, menosprezar a infância alheia, tampouco comparar a felicidade e as impressões sentidas por cada um, mesmo porque essas facetas são algo íntimo, imensurável. ? errado, segundo creio, afirmar que os infantes dos 60ïs foram mais felizes que o dos 70ïs, e assim por diante. ? tudo muito subjetivo, como se vê. 

Quero analisar, isso sim, o porque daquela década, os anos oitenta, se mostrar tão especial para quem a viveu quando criança ou pré-adolescente. Procurarei demonstrar os motivos pelos quais sentimos tamanha saudade dos "anos perdidos" e apresentarei um panorama dos mesmos, mas do ponto de vista infantil e dos indivíduos da cidade grande, pois nos rincões do Brasil a coisa não muda nunca. Não é o intuito deste texto, ainda, apurar se os dias de hoje são maus ou não, mas apresentar fatos e situações vivenciadas no passado. 

Divirtam-se, caros leitores dïA ARCA, e descubram - ou relembrem - uma época maravilhosa que deixou saudades. 

Anos 80 - ?poca ímpar

Os anos oitenta foram mesmo uma época ímpar no quesito infância e pré-adolescência, pois possibilitaram, de maneira balanceada, a coexistência do antigo e do novo; do tradicional e da novidade. As brincadeiras de rua, como o pega-pega, o peão, o esconde-esconde e tantas outras coexistiram com os pioneiros brinquedos verdadeiramente digitais: os primeiros video games e microcomputadores, como o Atari, o Odyssey, o TK90X, o Apple e o MSX, os quais chegaram ao país justamente no início daquela década. 
A criança pôde, diferentemente dos pais e dos avós, brincar de esconde-esconde ou de soltar peão no recreio - uma brincadeira "analógica" - mas também jogar Atari ao voltar para casa, contrariamente às crianças da atualidade, cujas mentes estão muito mais fortemente influenciadas pela tecnologia pós-moderna: celulares, navegação Web, e-mail e tantas outras coisas. ? quase como se, hoje em dia, os pequenos precisassem desses aparatos todos para alcançar a felicidade. A cada dia que passa, os joguetes do passado se perdem nos meandros do tempo. 

Claro que não posso deixar de citar os fantásticos brinquedos que foram a febre dos 80ïs, os quais serviram para aguçar a imaginação da turminha: Playmobil, Aquaplay, Comandos em Ação, Transformers e tantos outros. 

O melhor de dois mundos

Naquela época experimentou-se um pouco de cada coisa, o "melhor de dois mundos", por assim dizer. Aproveitou-se da novidade eletrônica, originária daquele período, ao passo que não se abandonou as clássicas e tradicionais atividades dos antepassados; tudo em balanço. 

Outro fator determinante é que o índice de violência de então não era alto como o de hoje, coisa que proporcionava brincadeiras diversas às ruas e às praças, e fazia com que os indivíduos perambulassem mais por aí, ausentes da preocupação atual para com a criminalidade e delinqüência. Via-se mais, por conseguinte, crianças a jogar bola, a correr e a andar de bicicleta despreocupadamente. Talvez essa peculiaridade tenha feito com que a molecada passasse mais tempo junta, brincando e conversando, se esse quesito fosse comparado com o individualismo tecnológico existente atualmente. Agora, as crianças conversam entre si pelos celulares ou por e-mail; ontem, andavam de bicicleta juntos e arquitetavam seus planos na pracinha perto de suas casas. 

Ingenuidade na tevê e na música 

A televisão e a música tiveram, também, os anos oitenta como o limite para a baixaria com a qual convivemos de uns tempos para cá. Grupos como Trem da Alegria e Balão Mágico ainda traziam mensagens genuinamente infantis em suas canções. Na tevê, as crianças e pré-adolescentes assistiam aos programas notoriamente voltados para a própria categoria, como Daniel Azulay e a Turma do Lambe-Lambe ou Bambalalão, atrações que não incitavam a sexualidade precoce, mas celebravam a infância. Como se nota, a década preservou, ainda, o estereótipo da criança conforme perpetrado por pais e avós tradicionais do passado. 

Ainda sobre a tevê, os seriados dos anos oitenta estavam recheados de aventura e de ingenuidade, apesar de disporem de um pouco de violência também. ? o caso de A Super Máquina, Esquadrão Classe A, Super Herói Americano e tantos outros. Geralmente voltados para a família, essas produções destacavam um herói do bem, quer seja MacGyver ou Michãl Knight, que geralmente repudiava a violência e que quase sempre mantinha laços de preocupação e zelo pelos mais fracos. 

Anos maravilhosos 

?, amigos, conforme dito no início, essa década deixou saudades para quem foi criança ou pré-adolescente. Como se viu através deste artigo, a criança que viveu nos anos oitenta pôde experimentar um pouco das brincadeiras de seus pais e avós, ao passo que pôde gozar de novidades tecnológicas que não as alienava tanto quanto as de agora. Essa é a chave, ao meu ver, que classifica os anos oitenta como uma época genuinamente interessante, a despeito de todo saudosismo que a cerca. 

A obsessão para com a moda e a aparência, fatores novos que marcam - principalmente - as meninas de hoje, estava longe de ser uma realidade. 

A ingenuidade da garotada, também, é um dos pontos marcantes do período. A gente era criança no sentido pleno da palavra. ?, este que vos escreve chegou a brincar de Comandos em Ação aos 14 anos de idade. 

Ai, que vontade de voltar no tempo... Cadê o DeLorean?

* Garrettimus é colaborador do site A-Arca.

* Artigo publicado originalmente no site A Arca. Todos os direitos reservados. Para maiores informações, favor entrar em contato com os_master@a-arca.com.







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