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Quero ter uma banda

Com as novas tecnologias e a ampliação do mercado de bandas independentes, ficou fácil produzir e divulgar música. Tocar virou mais do que uma brincadeira entre colegas de faculdade


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Por Bárbara Semerene

Seja para fazer sucesso, por amor à música ou como passatempo, quase todo jovem, pelo menos uma vez na vida, teve vontade de montar uma banda. O ambiente universitário sempre foi um ninho de novos músicos, e um espaço promissor para que alguns deslanchassem e acabassem nas paradas de sucesso. Prova disso são as já renomadas Los Hermanos, Inimigos da HP e Falamansa, dentre outras.

Los Hermanos: da PUC-Rio
às paradas de sucesso
Crédito: Divulgação
"Apesar de muita gente montar bandas no Ensino Médio, é na faculdade que elas deslancham. Aí, em vez de tocar só cover, a gente começa a compor. Isso porque nossos horizontes se abrem, e todo mundo se libera mais para criar. Rola um grande fluxo de idéias, conhecemos gente de todos os gostos e tipos, o público é enorme, rola um monte de eventos onde a gente pode se apresentar. E a música, o Rockïn Roll principalmente, tem muito a ver com a qualidade da sua vida sexual, experiências legais e ilegais...? essa bagagem que o torna um músico de verdade", acredita Marvel, vocalista da Cabaret ( www.radiocabaret.com.br), antiga Glamurama, criada em 1996 por colegas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que estourou no cenário independente com seus shows performáticos.

Mas se antes da década de 1990 produzir e divulgar uma banda era algo para poucos, já que era caro e complicado, agora ficou fácil, fácil. E muito mais gente leva a coisa a sério, produz CD e sobe aos palcos. ? que a massificação da Internet e das novas tecnologias tornou possível produzir material de qualidade sem gastar muito.

"Antes da Internet, as pessoas precisavam ter pelo menos um estúdio caseiro com uma minimesa de som para gravar, o que exigia uma certa grana. Hoje, as bandas podem fazer tudo pelo computador: há programas que fazem o papel de um estúdio. Não é difícil digitalizar o que se grava, mixar a música, reproduzir todos os instrumentos, colocar no site em MP3 para as pessoas baixarem. Fora que tem várias listas de discussão de música onde as pessoas se encontram e trocam informações", analisa Fabiana Batistela, proprietária da produtora independente Inker-Squat e colunista de música da revista Bizz.

"Na faculdade, todo mundo se libera mais pra criar",
diz Marvel, da banda Cabaret
Crédito: Divulgação
Ou seja: as bandas não dependem mais tanto da grande imprensa para verem e serem vistas. Há sites, como o Trama Virtual ( www.tramavirtual.com.br), que disponibilizam espaço para os músicos criarem suas homepages personalizadas, com informações sobre seu trabalho - release, fotos, MP3, links favoritos, etc. -, além de divulgar seus eventos. Há também os que apresentam chats e fóruns de discussão sobre artistas independentes, e até os que divulgam classificados em busca de parceiros para completar os integrantes de uma banda, como o www.tosembanda.com.br.

Todo esse movimento fez pipocar novos músicos, produtores e profissionais renomados que não tinham espaço em grandes gravadoras. Foi então que surgiu a ABMI (Associação Brasileira de Música Independente), proporcionando a ampliação e maior valorização do mercado independente.

Hoje, há dezenas de festivais de novas bandas. Só neste mês de janeiro de 2006, no Rio de Janeiro, por exemplo, vão rolar pelo menos quatro: o Humaitá pra Peixe; o Festival de Verão 2006 no Quebra Mar Cultural; o Quem Faz 2006; e o Rock Hour, na danceteria Melt. A própria UNE (União Nacional dos Estudantes), desde 1999, promove a cada dois anos a Bienal de Arte e Cultura, onde se apresentam várias bandas novas de diversos estilos musicais, que ganham a produção de CD e um vídeo. E há dezenas de gravadoras independentes bombando por aí. Tanto que até músicos renomados estão migrando das grandes para os selos independentes.

Conheça mais sobre as bandas universitárias clicando nos links do quadro acima, à direita







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