Wednesday :: 22 / 10 / 2014

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Humanas

Ciências Sociais, Comunicação, Psicologia, Direito


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Nas profissões da área de Humanas, o valor de um curso fora não é tão palpável. Nada de aumento de salário ou um emprego melhor. Nesses casos, uma pós no exterior é importante porque quanto mais conhecimento do ser humano e das sociedades esses profissionais têm, mais qualificados serão. Maria Immacolata Lopes, presidente da pós-graduação da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e representante da área de Comunicação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), no entanto, alerta: "Temos muitos bons cursos de pós-graduação na área de Humanas no Brasil, até em áreas como Cinema. Não vá para fora por qualquer coisa".

Mas Wanderley Codo, diretor do Departamento de Psicologia do Trabalho da UnB (Universidade de Brasília), dá o outro lado: "Fora do Brasil, fica mais fácil distinguir o que é típico do brasileiro do que é do humano. Na área de Humanas, e principalmente de Psicologia Social, por exemplo, isso é fundamental. Se você escolher uma boa faculdade fora, será muito valorizado pelos colegas daqui", diz.

Colegas: muita atenção a eles. Ser admirado por bons profissionais da sua área é essencial nas profissões de Humanas. Nessas áreas, para um bom emprego, é mais importante ter um bom networking do que um bom currículo. Isso por que o conhecimento é conceitual, abstrato, difícil de ser mensurado. Assim, se destaca quem anda com os grupos "certos", se enfronha em discussões "inteligentes". Para mostrar bagagem, é preciso adquirí-la. E é aí que conta a experiência de ter estudado fora.

"No caso da Filosofia, que é uma disciplina essencialmente de debate, ficar um tempo no exterior é altamente estimulante. Além de ter acesso a bibliotecas e universidades bem equipadas", explica Marco Zingano, coordenador da pós-graduação do Departamento de Filosofia da USP (Universidade de São Paulo). Mas ele alerta: "Não se pode ficar muito afastado das discussões do país de origem, que tem questões específicas. Afinal, a filosofia atende a anseios culturais". Segundo Zingano, na Filosofia é aconselhável fazer doutorado fora, mas por um período curto, de seis meses a um ano.

Mídia
"O Jornalismo é uma profissão cuja experiência teórica tem valor relativo. ? na prática que o profissional será avaliado", explica Rodrigo Gaspar, gerente de promoção de Educação do British Council. No entanto, a demanda por bolsas nessa área é muito forte no programa Chevening.

Fabrícia Peixoto, 29 anos, foi uma das que embarcou nessa aventura depois de dois anos de formada e atuando na área de Jornalismo Econômico. Ela sentia que faltava uma experiência no exterior para se equiparar aos seus colegas de profissão. "Eu já tinha começado uma pós lato sensu numa universidade brasileira e parei porque achei muito fraca. Além disso, muita gente no Jornalismo já morou fora. ? difícil quando você não se adequa ao perfil de quem trabalha com você. E, para cobrir bem Economia, é preciso ver como outras pessoas vivem, como consomem, como se vestem..."

Na volta, dois anos depois, no entanto, se frustrou porque ficou um ano sem emprego fixo. "Aprendi muito, foi uma experiência maravilhosa, sinto que sou uma profissional mais segura agora. Mas percebi que o mestrado não ia me garantir um emprego, nem um bom salário", conta. Ela própria, no entanto, dá a dica: "Tente negociar com a sua empresa para reservar sua vaga até você voltar. Tive vários colegas que fizeram isso e se deram bem. Eu não fiz porque estava infeliz na empresa que trabalhava". Ou seja: o bom momento para ir fazer pós fora é quando você está bem profissionalmente, não quando está insatisfeito no lugar onde trabalha.

Direito

A maioria dos candidatos do programa Chevening é da área de Direito, principalmente quando a especialização é em Direito Internacional, ou Direitos Humanos. "Os escritórios de advocacia valorizam tanto isso que muitos financiam o curso para o profissional. A empresa sabe que o funcionário vai trazer um conhecimento acadêmico que não existe no Brasil", diz Rozanne. Mas há áreas do Direito que não requerem qualquer experiência no exterior, alerta Marisa, do Career Center. "Me refiro às mais ligadas às leis locais, que é preciso ter muito conhecimento do Brasil", explica.País forte na área:Inglaterra.







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