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Noticia

A crise com a Bolívia

05/05/2006

Decreto que nacionaliza gás e petróleo do país gera incertezas



No Dia Internacional do Trabalho, 1º de Maio, o presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou um decreto que nacionalizou a exploração dos hidrocarbonetos (matérias-primas retiradas o subsolo do país, como o petróleo e o gás natural). A iniciativa foi envolta em simbolismos, evidenciados pelas forças militares bolivianas ocupando empresas (em grande parte estrangeiras) que exploram comercialmente a produção de petróleo e gás naquele país. Isso acertou em cheio os interesses do Brasil, representado por sua maior empresa, a estatal Petrobras, que tem vários negócios no país vizinho.

Termos como exploração, expoliação, demagogia, usurpação, expropriação e imperialismo foram usados de um lado e do outro entre as personalidades envolvidas no dilema. Tudo isso leva a outra temida palavra: impasse.

Considerado o país mais pobre da América do Sul, a Bolívia afirma ter o direito de explorar da forma que lhe convier os recursos naturais de seu subsolo e busca ampliar sua renda neste segmento. Por outro lado, representantes dos países que têm empresas instaladas ali - como o Brasil e sua Petrobras, maior empresa na Bolívia, responsável por movimentar 15% do PIB daquele país - alegam que a promulgação do decreto representa a quebra de contratos que têm base no Direito Internacional. O Universia ouviu especialistas e reuniu informações sobre esta "crise" para traçar um painel da situação. Confira nos links da imagem abaixo:

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), e da Bolívia, Evo Morales,
em montagem sobre fotos de autoria de Steferson Faria/Petrobrás e Ricardo Stuckert/ABr



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