Monday :: 20 / 10 / 2014

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Formação continuada: passado e futuro

O que já mudou na educação continuada e quais mudanças estão por vir


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Do Universia

Enquanto no passado - há 30 anos, por exemplo -, um recém-formado na universidade era considerado um profissional pronto e tinha praticamente vaga garantida nas áreas de trabalho, hoje o cenário é bem diferente. Se não houver atualização constante - seja por cursos em universidades, instituições ou outras entidades de ensino ou mesmo a partir processos autodidatas -, corre-se o risco de ficar defasado e não ser mais considerado "adequado" pelo o mercado de trabalho.

Este processo de mudança não ocorreu de uma hora para outra. As exigências do mercado e a adaptação das universidades começaram lentamente na década de 1980 e explodiram nos anos 1990. "Em um certo sentido, podemos dizer que isso aconteceu na medida em que a Internet se tornou um movimento mais forte", afirma o pró-reitor de Graduação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Mauro Braga. A Internet, segundo ele, acelerou a acumulação e a produção de conhecimento, fazendo com que a capacidade dos profissionais fosse muito mais exigida.

Outros dois fatores que colaboraram com esse quadro foram o aumento da escolarização e a mudança no perfil do mundo do trabalho. A medida em que há mais pessoas se formando no Ensino Médio, há uma demanda maior pelo Ensino Superior e, conseqüentemente, pela educação continuada. A sociedade vive na era da informação, na qual os trabalhos que usavam a força física para serem feitos são substituídos por tarefas que exigem informação técnica e abstrata, ou seja, que exigem a capacidade de construir o próprio conhecimento.

Para suprir a necessidade do mercado, as instituições de ensino superior criaram diversos cursos de pós-graduação, especializações ou extensões, seja para quem pretende seguir carreira acadêmica, ou para quem busca aprimorar conhecimentos a serem empregados em uma determinada área de atuação profissional. Para a gerente de divisão da área de Recrutamento e Seleção de Executivos da Gelre, Vera Modolo, o interesse das universidades não é apenas acadêmico, é comercial.

O diretor de Educação Continuada e a Distância da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Luciano Sathler, discorda de Vera, alegando que a universidade apenas acompanha as mudanças no mundo. Mesmo assim, critica o trabalho executado pelas instituições nacionais: "A universidade está atrasada, sem conseguir acompanhar o ritmo de formação que o mundo está precisando. Precisa estar atenta para não ficar atrás no processo de transformação da sociedade".

Overqualified

Ter excesso de qualificações, quando a pessoa acaba sendo taxada de overqualified, pode restringir as oportunidades do profissional dentro de um campo de trabalho restrito, já que, no médio prazo, ele pode se desmotivar com a falta de desafios. "Lógico que se houver um plano de carreira ou se a empresa tiver condições de olhar para o futuro, pode usar isso como uma etapa e desencadear todo um processo de desenvolvimento", ressalta a gerente da Gelre.

O mercado valoriza cursos de pós-graduação, mas não é o principal diferencial dentro do processo seletivo. Vera explica que há três fatores básicos que pesam na hora da escolha: "O perfil pessoal em relação ao que é exigido; a formação e suas complementações; e toda a experiência dentro da área visada".

Cada vez mais, o mercado requer iniciativa, criatividade, capacidade de trabalhar em grupo e exige que o profissional seja sintonizado com o mundo e os interesses da população. "Isso tudo deve acontecer junto ao contínuo domínio do conhecimento, cada vez mais diversificado e capaz de interferir na vida das pessoas", declara o pró-reitor da UFMG.

Futuro

Se hoje a concorrência é tão grande e exige-se cada vez mais especialização por parte dos profissionais, como será o cenário no futuro? Para Braga, a mudança pela qual passamos será maximizada para a próxima geração. E o processo atinge desde a educação básica até a educação continuada. "As pessoas vão ter que se atualizar continuamente e, portanto, as universidades terão que criar projetos de formação para esse público".

Não basta mais apenas o(s) diploma(s) na parede. A experiência pessoal e profissional é a grande diferença entre a concorrência no mercado de trabalho. Além disso, Sathler indica um elemento que é distintivo para próxima geração: "O grande diferencial do profissional do futuro, em termos de educação continuada, é aquele que sabe transformar informação em conhecimento", aposta.

Deixar os estudos de lado significa parar no tempo e, como conseqüência, perder espaço no acirrado mundo do trabalho. "Os jovens têm que compreender que hoje não existe profissional pronto. Ele se faz ao longo de todo seu exercício de carreira, toda sua vida útil. Ele tem que estar preparado para jamais deixar de estudar", finaliza Braga.







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