Aviso de cookies

Por meio de cookies próprios e de terceiros, coletamos informações para fornecer melhores serviços a todos os usuários. Compilamos informações estatísticas sobre a sua navegação para mostrar uma publicidade que tenha relevância com seus hábitos de navegação. Sempre que quiser, poderá desativar os cookies do seu browser. Se continuar navegando, consideramos que aceita os termos da política de utilização de cookies.

text.compare.title

text.compare.empty.header

Atualidade universitária

LiŠge Albuquerque

Geólogos e empresários do setor de recursos minerais do mundo todo acabam de ganhar uma importante ferramenta sobre as potencialidades - exploradas e inexploradas - do subsolo do Estado do Amazonas. Foi lançado ontem o primeiro Mapa Geológico do Amazonas, no qual se destacam as três maiores reservas inexploradas do mundo: de nióbio, caulim e silvinita.

Em seis meses, uma equipe de oito geólogos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) elaborou o mapeamento do subsolo do Amazonas, subdividindo-o em três representações: o geológico, o de recursos minerais e o sobreposto.

"O terceiro mapa é mais detalhado e tem recursos em terceira dimensão", explicou o geólogo responsável pelo trabalho, Nelson Joaquim Reis, do CPRM. "Não há nada similar sobre o Estado para pesquisas, sejam de cunho acadêmico ou empresarial."

"O subsolo do País é pouco conhecido, por causa da histórica carência de investimentos públicos. Caso os levantamentos geológicos tivessem evoluído no mesmo ritmo aplicado nos anos 70, é possível que o subsolo de toda a Amazônia hoje fosse conhecido em um nível de detalhamento dez vezes superior ao alcançado", disse o geólogo Tadeu Veiga, mestre em Geologia Econômica e Prospecção pela Universidade de Brasília (UnB).

Veiga comemora o lançamento do mapa e o vê como um avanço importante para o setor. "Já há outros exemplos positivos de levantamentos geológicos básicos, como os de Goiás, Bahia e Minas. Mas, em todos os casos, o nível de conhecimento ainda está muito aquém das necessidades (para exploração mineral e gestão territorial) e do potencial mineral do País."

O inédito banco de dados tem uma tiragem inicial de 2 mil CDs, que serão enviados gratuitamente para quem tiver interesse. Nas próximas semanas, os mapas estarão também no site www.amazonas.am.gov.br. Basta acessar o link Empresas Públicas/Ciama. O banco foi formado com dados já à disposição do CPRM, baseado em fotos de satélite. "Em termos práticos, o mapa representa uma fonte de pesquisa para geólogos de todo o mundo e também como um mapa para novos investimentos no Estado", destaca.

SILVINITA

De acordo com o representante do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Amazonas, Fernando Burgos, a silvinita é a grande estrela ainda não explorada no Estado. "Há bilhões de dólares embaixo da terra, cujas pesquisas para a exploração já começaram pelo Petrobrás", disse. A jazida, com cerca de 1 bilhão de toneladas, fica em sete municípios, mais concentrado na área de Nova Olinda do Norte, a 135 km de Manaus.

O País ainda importa silvinita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio, usado como fertilizante. Uma pequena parte do que é consumido no País sai de Sergipe. "No Amazonas há mais que o dobro das 450 milhões de toneladas encontrados em Sergipe", afirma Burgos.

Outras riquezas minerais apontadas pelo mapa são a cassiterita, com reservas de mais de 400 mil toneladas nos municípios de Presidente Figueiredo e Urucará; a bauxita, estimada em 1 milhão de toneladas; e o nióbio, com mais de 700 mil toneladas em São Gabriel da Cachoeira. Também está mapeado o potencial do gás natural de Coari, cuja mina tem estimados mais de 62 bilhões de metros cúbicos.

GARIMPOS ILEGAIS

No mapa, segundo o diretor do CPRM, Daniel Nava, há ainda o detalhamento de tudo o que é explorado no Estado. "Dos recursos minerais mapeados, menos de 20% é explorado hoje", destaca. Nava aponta, no entanto uma má notícia: o mapa revela a existência de sete garimpos, sendo três ilegais, a maioria funcionando em terras indígenas, como em São Gabriel da Cachoeira. "Lá, explora-se ouro ao longo dos rios, de forma rudimentar, pelos próprios indígenas."

De acordo com o mapeamento, há no Amazonas 8 minas e 29 jazidas, a maioria de estanho, tantalita, calcário, ferro, gipsita, ouro e caulim.

Para quem não está familiarizado com esses termos: jazidas apresentam grande concentração de minérios, mas ainda inexplorados comercialmente. Já as minas são locais onde empresas fazem exploração econômica dos minérios. No Estado, a principal mina é a do Pitinga, da Paranapanema, em Presidente Figueiredo.

  • Fonte:


Tags:
Comentar

Comentários

    Ver mais 20 resultados

    Comente

    Ver mais