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Autonomia em saúde

Enfermagem ganha cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado


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Do Universia

Mais do que simplesmente dar injeções ou obedecer a ordens médicas, o enfermeiro vem ganhando autonomia profissional, desde a parte de gestão até o atendimento clínico. E Enfermagem não é mais uma segunda opção para quem não conseguiu entrar em um curso de medicina. O número de interessados na área é crescente e o mercado de trabalho acompanha a evolução.

O trabalho do enfermeiro passa pela prevenção, planejamento e área clínica. "? uma das profissões da área da saúde que tem o leque de atividades mais diversificado. O profissional se insere em várias áreas específicas, como na atenção básica, área hospitalar, em empresas ou até abrindo seu próprio negócio", afirma a coordenadora do curso de Enfermagem da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Maria José de Menezes Brito.

A expansão do mercado tem acontecido com força da última década até os dias atuais. A abertura de programas assistenciais do Governo também colaborou para que houvesse uma busca maior por enfermeiros e, conseqüentemente, uma concorrência maior em termos salariais, segundo Maria José.

Embora o mercado esteja aberto a esses profissionais, o plano de carreira é limitado. "A pessoa nunca vai deixar de ser enfermeiro ou enfermeira. ? uma profissão que remunera muito bem os mais experientes", explica o consultor de Recursos Humanos do Grupo Prime Fernando Possari. O salário inicial gira em torno de R$ 1.200, enquanto um profissional establizado pode ganhar até R$ 5.000, dependendo da carga de trabalho e porte da empresa em que atua.

No Brasil, ainda não existe uma área saturada, segundo Possari. A região Sudeste tem um número maior de profissionais, mas ainda sim absorve muito bem quem se forma na universidade. As regiões mais carentes, como na maioria das profissões, são Norte e Nordeste.

No curso de Enfermagem, o aluno tem todas as noções para seguir carreira nas áreas acadêmicas, de ensino, administrava e técnico-assistencial. Além de passar por um estágio para aperfeiçoar os conhecimentos. "? uma forma de inserção dos alunos no serviço, porque quando ele entra no hospital para fazer estágio, muitas vezes acaba sendo selecionado para trabalhar", afirma a coordenadora.

Para ela, o ponto negativo da profissão é a baixa remuneração e as condições diárias de trabalho, convivendo com pessoas em situações de fragilidade e de doenças, o que pode abalar o enfermeiro. "A escola tem que trabalhar o preparo emocional dos alunos. O tempo, a maturidade e o auto-conhecimento também são importantes para poder lidar com essas questões".

As perspectivas a médio prazo continuam positivas para os enfermeiros, que ganham espaço e respeito graças ao trabalho desenvolvido e a procura cada vez maior pela qualificação profissional. "A saúde é uma área fragilizada no Brasil e ainda precisa avançar bastante. ? uma profissão que promete muito", completa Maria José.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Enfermagem:

Idade: 18 anos

Daniel Gomes de Souza
Idade: 24 anos

Onde estuda:Centro Universitário São Camilo
Márcia Fernanda Mendes
Idade: 32 anos

Profissão: Graduado em Enfermagem pela USP (Universidade de São Paulo); trabalha como enfermeiro em Milão, Itália
Fabio Eduardo Custodio da Silva
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Sempre admirei a profissão e também tenho familiares trabalhando na área, o que aumentou o meu interesse.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Em princípio, estava prestando vestibular para medicina, tentei por três anos, mas desisti, e coloquei como segunda opção a Enfermagem. Hoje, percebo que ser enfermeira é o que realmente me traz alegria e satisfação profissional.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
Sempre gostei da área da saúde e a Enfermagem era o curso que mais se encaixava com aquilo que eu queria - ver as pessoas de um modo amplo, de um modo inteiro.
Vestibulando - O que espera do curso?
Espero aproveitar ao máximo todos os conhecimentos práticos e teóricos adquiridos durante a universidade.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Claro, a cada dia me surpreende mais, descobri que é uma questão de afinidade.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Não a princípio, porque as matérias eram muito teóricas. Mas com o passar do tempo e o aprofundamento na área, vi que o curso era realmente válido. Ainda mais com o contato de colegas de outras faculdades.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formado?
No mínimo por volta de R$ 8.000, pois há disponibilidade para trabalhar em diferentes locais.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
O salário, na realidade, vai depender da área na qual irei atuar (hospitalar, clínicas, particular, homecare), pois os valores são bem diferenciados.
Profissional - Quanto ganha?
Em Euros, ganho 3.000. Mas quando trabalhava em São Paulo, ganhava em torno de R$ 3.000.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Ô muito gratificante poder ajudar, com embasamento científico, pessoas a se recuperarem.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
A gratificação do próximo, assim como o reconhecimento profissional, através do meu marketing pessoal.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
Aqui na Itália tenho muito mais autonomia e respeito como profissional perante a sociedade do que no Brasil, e isso é realmente uma coisa muito boa. Mas tanto aqui como no Brasil, promover a saúde de um modo que seja específico à necessidade de cada paciente é o que tem de melhor na profissão.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Preconceitos relacionados a hospitais que não permitem profissionais homens em determinados setores e também a pesada carga horária de trabalho de algumas instituições.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Com certeza irei encontrar inúmeros obstáculos, pois é uma área que, além de exigir um relacionamento interpessoal cliente-enfermeira, exige um expressivo relacionamento multiprofissional. Um outro fator de tamanha importância é o fato de eu ser recém-formada.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
A divisão de categorias dentro da classe (auxiliar, técnico e enfermeiro), porque isso só traz prejuízos. Além da falta de autonomia por causa da dependência médica. Devemos pensar de maneira diferente, pois somos especialistas em Enfermagem e não em Medicina e devemos nos valorizar como profissionais, nos qualificarmos continuamente e nos posicionarmos como essenciais perante todos.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
A enfermagem ascendeu muito se compararmos com décadas atrás, mas os enfermeiros ainda não possuem o reconhecimento que eles merecem.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Desde o tempo de Florence Nightingale, a "mãe da enfermagem", a profissão vem sendo muito bem reconhecida e apoiada. Hoje, no Brasil, ela tem uma característica mais marcante, que é a atuação desses profissionais na promoção, prevenção, educação e recuperação da saúde dentro da sociedade. Vale ressaltar que a Enfermagem está, também, atuando em uma nova área que é a de pesquisa científica, para o reconhecimento e valorização desses profissionais.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Somos profissionais altamente qualificados e não deixamos a desejar a ninguém, qualquer enfermeiro brasileiro é totalmente apto a trabalhar em qualquer lugar do mundo e será diferenciado pelo seu conhecimento técnico-científico. Mas devemos nos valorizar e mostrar que somos realmente importantes na promoção da saúde. A Enfermagem tem muito que melhorar quanto à questão de autonomia profissional, mas isso só se resolverá com o tempo. Estamos na vanguarda da Enfermagem mundial e devemos mostrar a todos a nossa competência.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Enfermagem e outras áreas?
Pensem bem para não se tornarem futuros profissionais frustrados e sigam suas aptidões.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Enfermagem?
Em um primeiro momento, que eles tenham muita clareza quanto à carreira que pretendem seguir; buscando o maior número de informações a respeito da Enfermagem, conversando com quem está cursando a faculdade ou já se formou. E, acima de tudo, pensarem em como será a sua vida daqui 10 ou 20 anos, atuando como enfermeiro, saber se isso lhe deixa feliz, entusiasmado ou cheio de tédio. Um outro requisito de suma importância é que os mesmos saibam que ganhar dinheiro é importante, mas a realização profissional vem em primeiro lugar e é ela que garante o futuro sucesso financeiro!
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Digo para estarem sempre se qualificando e se posicionarem como profissionais extremamente importantes na prevenção e promoção da saúde. Além disso, a Enfermagem é uma profissão na qual temos a oportunidade de poder trabalhar fora do Brasil de uma maneira totalmente legal.





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