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Formando profissionais para a Sociedade do Conhecimento

Como as IES devem se adequar às mudanças de paradigma do século XXI


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Por Bárbara Semerene

Na segunda apresentação desta terça-feira, 22, "Formando profissionais para a Sociedade do Conhecimento: Competitividade, qualidade e o papel das Instituições de Ensino Superior", o reitor da Universidade Castelo Branco, Paulo Alcântara Gomes, falou das mudanças de paradigma do século XXI e como as IES devem se adequar a elas.ÿ

Segundo ele, enquanto na Sociedade Industrial a produção era calcada na terra, no capital, no trabalho e nas matérias- primas;
na Sociedade do Conhecimento, as atividades que geram mais riqueza são aquelas originárias da inovação. O aumento da produtividade decorre do trabalho intelectual e da gestão do conhecimento. "Neste contexto, pensar que o conhecimento se encerra na graduação é fantasia", afirmou.

Na Sociedade do Conhecimento, o modelo de produção é flexível, isto é: mercados pequenos e diferenciados, agindo em tempo real. os profissionais devem ser polivalentes e empreendedores. "Eles aprendem a desaprender e reaprender a todo instrante. São pluridisciplinares", explicou. E os espaços de atuação são ilimitados e indefinidos.

Nos anos 90, segundo o reitor, a inovação tecnológica foi responsável por cerca de 70% do crescimento econômico e por aproximadamente 80% dos ganhos de produtividade; E 50% do PIB dos paises da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) está baseado nos setores intensivos do conhecimento.

Assim, para que as empresas sustentem uma vantagem competitiva, e se diferenciar dos concorrentes agregando valor aos seus produtos, elas devem desenvolver produtos inovadores, com qualidade, e reagir rapidamente às necessidades do cliente. "As empresas competitivas oferecem produtos com maior valor agregado pelo menor custo e com menor tempo de resposta às demandas. Não basta que elas sejam produtoras de alta qualidade a baixo custo. Para serem bem sucedidas, devem ser as primeiras a levar produtos e serviços ao cliente", afirmou.

E o empreendedor deverá perseguir um conjunto de ferramentas ou estratégias visando a obter sucesso num ambiente competitivo. São elas: indicadores financeiros, não-financeiros, setoriais, regionais, entre vários outros. "Porém, é necessário identificar os que mais se apliquem ao tipo de negócio, como ferramentas de análise e avaliação. Alta qualidade, bom serviço, inovação e preço são certamente os fatores-chave para o sucesso num ambiente competitivo. No entanto, esses atributos são quase commodities. Sem eles, a empresa está fadada ao fracasso.ÿ
Com eles, a empresa entra no caminho do sucesso", disse Alcântara.

Dessa forma, segundo ele, a gestão competente do conhecimento é um dos parâmetros determinantes da capacidade de sociedades, organizações, regiões e pessoas lidarem com ambientes em acelerada transformação. "Conhecimento e globalização caminham lado a lado, através do 'outsourcing', do 'offshoring' e da formação de cadeias produtivas internacionais".

Alcântara diferenciou os conceitos de dados, informações e conhecimento. Dados são uma seqüência de símbolos (letras ou números), um texto, números fotos, figuras, sons. Os dados podem ser descritos, armazenados e manipulados por computadores. Já informações são dados contextualizados. As informações também podem ser armazenadas e manipuladas por computadores. "Com o conhecimento isto não acontece. O conhecimento é algo pessoal, vivenciado por alguém. Não pode ser armazenado nem processado por computadores. Só pelas pessoas. O conhecimento é usado pelas pessoas para se tomar uma decisão ou praticar uma ação."

A partir desta definição, pode-se descrever o que seria gestão do conhecimento, que tem duas definições. ? a arte de criar valor a partir dos ativos intangíveis da organização. E uma disciplina que promove, com visão integrada, o gerenciamento e o compartilhamento de todo o ativo de informação possuído pela empresa. Esta informação pode estar em um banco de dados, documentos, procedimentos, bem como em pessoas, através de suas experiências e habilidades.

"Mas a gestão do conhecimento, embora necessária, não é suficiente. Sem capacidade de inovar - criar novos produtos e serviços, novos mercados, exportar e empreender negócios -, nenhuma empresa se tornará líder em seu setor ou mesmo conseguirá sobreviver. Conhecimento, inovação e empreendedorismo formam, assim, um tripé indissociável para o sucesso das organizações na nova Economia. A esta sinergia entre conhecimento, inovação e empreendedorismo damos o nome de inteligência empresarial", ponderou Alcântara.

Como bons exemplos de empresas inovadoras, o reitor citou as Casas Bahia, Gol, Sony, e a Toyota Corona.

E onde as IES entram dentro deste contexto? As novas demandas para as universidades é que tenham agilidade na diplomação, novas modalidades de diplomas, novas concepções curriculares, novas práticas pedagógicas (deslocando-asa da informação uni-direcional professor aluno para o ensino participativo), uso intensivo das novas tecnologias de informação, formação pluridisciplinar, novos modelos de articulação universidade-empresa (buscando formas de financiamento).ÿ

? preciso que formem profissionais com capacidade de argumentação e síntese associada à expressão em língua portuguesa, assimilação e aplicação de novos conhecimentos, raciocínio espacial lógico e matemático, raciocínio crítico, formulação e solução de problemas, observação, interpretação e análise de dados e informações. Além disso, devem utilizar o método cientifico e do conhecimento na prática da profissão, realizar leitura e interpretação de textos técnicos, ter capacidade para pesquisa, para obtenção de resultados, para análises e, muito importante, para elaboração de conclusões e soluções.

Isso porque o mercado exige profissionais que tenham sólido conhecimento das áreas de formação básica, capacidade em se apropriar de novos conhecimentos de forma autônoma e independente, espírito de pesquisa para acompanhar o desenvolvimento cientifico, aptidão para desenvolver soluções originais e criativas, habilidade para trabalhar em equipe - coordenando grupos multidisciplinares - , conhecimento de aspectos legais, compreensão de problemas administrativos, ambientais, políticos e sociais, e dos princípios éticos que o habilitem a exercer plenamente a cidadania, domínio de língua estrangeira (que o habilite a compreender as informações), percepção de mercado, capacidade de formular novos problemas e de encontrar suas soluções. Ufa!ÿ

Mas, para que a universidade se transforme e prepare o estudante para ser este profissional, é essencial que o governo forneça facilitadores que incentivem a inovação:ÿ investimento em pesquisa básica, política fiscal que estimule a P&D nas Empresas, alto grau de escolaridade da população (para que seja possível que chegem até o Ensino Superior), elevada percentagem de pesquisadores, infrãstrutura adequada de comunicação e informação e política de propriedade intelectual. Muitos desses pré-requisitos já existem.ÿ

Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas


Alcântara apresentou à platéia, mais um portal, ao estilo "Portal da Inovação", o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT): http://www.sbrt.ibict.br/. ? uma rede de serviços de informação tecnológica que visa otimizar o acesso das empresas brasileiras, em especial as micro e pequenas, ao conhecimento tecnológico disponível em diferentes instituições que reconhecidamente prestam atendimento às demandas por soluções de problemas tecnológicos. O portal é uma iniciativa do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) em parceria com a UnB (Universidade de Brasília), USP (Universidade de São Paulo), Cetec (Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais), Retec (Rede de Tecnologia de Minas Gerais), Redetec (Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro), Senai - RS (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Os principais objetivos do SBRT são:

- Buscar, por meio da conexão entre as instituições participantes, a solução para as questões apresentadas pelas empresas demandantes, em qualquer ponto do território nacional.ÿ
- Facilitar o rápido acesso das empresas a soluções de problemas tecnológicos de baixa complexidade, em áreas específicas, mediante o fornecimento de resposta técnica personalizada, elaborada sob medida e customizada.ÿ
- Promover a difusão do conhecimento.ÿ
- Contribuir para o processo de transferência de tecnologia, especialmente, para micro e pequenas empresas.







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