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Atuação de enfermeiro é ampliada


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VALQUIRIA LOPES

A diversificação da atuação do enfermeiro e a conseqüente expansão do mercado de trabalho estão causando o crescimento da procura pela carreira. Só em Minas, as diversas instituições de ensino superior oferecem 90 cursos de enfermagem.

Este profissional trabalha basicamente na assistência ao paciente e no gerenciamento de equipes de instituições da área da saúde.

Ao se formar, o enfermeiro pode atuar na área gerencial ou na coordenação de unidades de serviço de saúde na rede básica, hospitais, junto às equipes de Programa de Saúde da Família (PSF); na enfermagem do trabalho; na área de obstetrícia; no setor administrativo, com participação em auditorias, entre outros.

O profissional pode ainda trabalhar como autônomo e montar o seu negócio em alguma área específica como na orientação ao aleitamento materno, perinatal, fertilização artificial ou se dedicar à área da pesquisa - com a realização de especialização, mestrado e doutorado - e da docência.

A coordenadora do curso de enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria José Menezes Brito, explicou que a profissão foi e continua sendo de extrema importância para a implantação do Sistema énico de Saúde (SUS) e que na instituição o curso busca formar profissionais com uma visão integral do ser humano.

Dessa forma, o paciente não é percebido só do ponto vista médico, mas inserido dentro de uma prática que leva em consideração o homem visto por outras ciências como antropologia, psicologia e sociologia, por exemplo.

Mudanças

Na instituição, a formação em enfermagem é dividida em nove períodos e tem duração de quatro anos e meio.

Segundo Maria José Brito, o curso está passando por uma modificação no projeto pedagógico com objetivo de tornar o currículo um pouco mais flexível e de forma a fornecer autonomia ao aluno no seu percurso na universidade.

Ela também destacou que o curso tem uma formação muito abrangente na área administrativa para dar segurança e capacitação ao enfermeiro nos processos de gerenciamento e gestão, principalmente de pessoas.

Estágios

Aliada à teoria, a UFMG oferece estágios curriculares nos dois últimos períodos do curso para a atenção básica em postos de saúde e internatos rurais do interior do Estado e também na rede hospitalar pública, privada e filantrópica de Belo Horizonte.

Dessa forma, conforme a coordenadora, a universidade é considerada referência nacional nessa prática.

Além da UFMG, o curso de enfermagem é oferecido na capital pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Unifenas, Faculdade Pitágoras, Fumec, Unipac, Izabela Hendrix, Unicor, Una e Estácio de Sá.

Para o início do ano que vem a previsão é de que o curso também seja oferecido no Centro Universitário Newton Paiva.

Especialização tem oferta variada

As possibilidades de especializações do enfermeiro são variadas e vão, por exemplo, de tecnologia à obstetrícia. Ricardo Bezerra Cavalcanti, 28, se formou em enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) há um ano, já encontrou boas oportunidades no mercado de trabalho.

Atualmente ele atua na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), é professor do curso de enfermagem da Faculdade Pitágoras e faz mestrado na área de gestão das tecnologias da informação em saúde.

Com a especialização, Cavalcanti objetiva adquirir conhecimentos para aplicar novas tecnologias à enfermagem.

"O volume de dados dos pacientes nas instituições de saúde é muito grande e hoje já existem tecnologias que podem auxiliar no gerenciamento dessas informações. Essa nova ferramenta otimiza o trabalho e melhora a qualidade do atendimento em saúde", disse.

Com a especialização em obstetrícia, o profissional acaba substituindo as antigas parteiras. Atualmente, o curso é oferecido pela Universidade de Brasília (UnB).

"O curso é a legitimação dos saberes e fazeres das parteiras tradicionais, que foram as primeiras cuidadoras mulheres e possuidoras de sabedoria em relação ao corpo, à sexualidade, toques ginecológicos e realização de partos", disse Silvéria Maria dos Santos, coordenadora da especialização.

A pós-graduação confere ao aluno o título de especialista em obstetrícia e dura dois anos. Nos primeiros meses, são revistos conceitos de anatomia, epidemiologia, psicologia e sociologia da saúde da mulher, direitos sexuais e reprodutivos.

No último semestre, volta-se para a prática de atenção pré-natal, maternidade, nascimento e abortamento.







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