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Você sabia? Terremoto em Múrcia foi o mais grave da Espanha em 50 anos

      
(Crédito: Reprodução/YouTube)
(Crédito: Reprodução/YouTube)
Na última quarta-feira, 10 de maio, a província espanhola Múrcia foi atingida por uma sequência de terremotos. O primeiro deles, às 17h05, com magnitude de 4,5 na escala de Richter abalou a cidade de Lorca. O tremor, no entanto, foi seguido por diversas réplicas e a mais grave delas alcançou a uma magnitude de 5,1. O mais grave terremoto registrado na história da Espanha, segundo a Rede Sísmica do Instituto Geográfico Nacional, nos últimos 50 anos.

 

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Os terremotos de maior intensidade no sudoeste da Espanha, como afirma o Instituto Geográfico Nacional, registrados nos últimos 500 anos, atigiram a escala de cinco. O fenômeno, de acordo com especialistas, foi ocasionado a partir do choque de duas placas tectônicas - Península Ibérica e Africana. O movimento contínuo dessas placas da crosta terrestre, conforme explicação científica, é o que transformam o sul da península em uma área sismicamente ativa.

 

Seus efeitos foram sentidos em Murcia, Albacete e nas províncias andaluza de Almería, Jaén, Granada, Málaga e Sevilla. O técnico de riscos naturais da Delegação do Governo de Múrcia, Sofia Gonzalez, afirmou a impensa internacional que, até o momento, foram encontrados dez mortos, mas centenas de pessoas se feriram a partir dos tremorres.

 

O número de mortes é inferior ao terremoto que atingiu a província de Granada (Andaluzia), em 20 de abril de 1956, e causou a morte de 12 pessoas. O último tremor com vítimas na Espanha era o de 28 de fevereiro de 1969, no litoral da província de Huelva, que atingiu 7,5 graus de magnitude e deixou quatro mortos. Embora o País registre cerca de 2,5 mil terremotos por ano, apenas 24 deles são sentidos pela população.

 

Explicação científica

 

Em entrevista ao site Muy Interessante, da Espanha, o geólogo da Universidade de Jaén, Juan Jiménez, explicou que os terremotos da última quarta-feira estão relacionados à falha de Alhama de Murcia. Esse sistema de falhas está presente no sudoeste-nordeste, que se extendem de Almeria a Alicante. Ou seja, o sudeste da Península Ibérica se move progressivamente em direção ao nordeste, provocando choques e, consequentemente terremotos. Seu sistema de movimento global, segundo Jiménez, é semelhante ao desenvolvido pela falha de San Andreas, na Califórnia, embora tenha um efeito muito menor.

 

A duração e a continuidade desse sistema é a maior falha da Cordilheira Bética e, portanto, torna o sistema mais propício para a geração de grandes terremotos. Ainda de acordo com Jimenez, a sismicidade é caracterizada principalmente pela magnitude moderada/baixo. Nesta região ocorreram terremotos de grande destrutivos como os de Vera (1518, de magnitude 9), Almería (1522, de magnitude 9) ou Torrevieja (1829, de magnitude 10), confirmando que na costa do sul da Espanha e na África do Norte, o risco sísmico é elevado. Segundo o especialista, o efeito corrosivo do terremoto de ontem foi ocasionado por causa do hipocentro (profundidade em que o sismo está localizado) que se encontrava a menos de 1 km, conforme indicado por os primeiros dados sísmicos.



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