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Emprego ruim deprime mais do que o desemprego

      
Ainda que não representem a maioria dos trabalhadores brasileiros, os jovens saem na frente entre os desempregados. É o que aponta o SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre Trabalho e Renda). Os trabalhadores com idade entre 18 e 29 anos, segundo o estudo, representaram 54% dos desocupados. A realidade, no entanto, não é exclusiva do Brasil. A última edição do relatório de Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude realizado pela Organização Internacional do Trabalho apontou crescimento de 0,9 ponto percentual na taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos, quando 13% desta parcela da população não tinha emprego.

 

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Embora a falta de emprego seja preocupante, há outra situação que gera um stress ainda maior aos profissionais em início de carreira: um emprego de má qualidade - seja de baixa remuneração ou sem perspectivas de crescimento. Um estudo sobre a relação entre saúde mental e as condições de trabalho, realizado pelo de Centro de Pesquisa de Saúde Mental da Universidade Nacional da Austrália, comprova que estar desempregado é ruim para a saúde mental. Mas, entre aqueles profissionais que desempenham uma função sem nenhum incentivo, as supostas vantagens de ter um emprego desaparecem.

 

Os conflitos causados pelo desemprego, de acordo com o relatório da Universidade de Michigan, Estados Unidos, são evidenciados em diversas etapas. Inicia com a depressão, que eventualmente pode gerar perda de controle emocional e, por fim, afetar o estado de saúde. Em contra partida, Eugenia Franco, psicóloga e professora da Universidade Nacional Autônoma do México, destaca a perda de produtividade dos profissionais desmotivados com seus empregos.

 

"O profissional vive sentimentos muito diversos, desde ansiedade e alteração de humor, até o desespero, problemas para acordar e ir ao trabalho e a necessidade constante de buscar novas oportunidades de emprego", diz a psicóloga. E quando o encontro do emprego substituto não atinge as expectativas, o profissional tende a sentir medo e, inclusive, crer que não é bom o suficiente para estar em uma empresa que poderá receber mais reconhecimento e apoios.

 

Problemas também identificados pelo estudo da Universidade da Austrália, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, que acrescenta a degradação gradativa da saúde mental desses profissionais. Há, na opinião da Eugenia, vários cenários que propiciem esses problemas, entre eles a exigência de trabalhos nos finais de semana e as promessas de recompensas não cumpridas.



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