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O pedido de "anos de experiência" é justo para trabalhadores jovens?

      
(Crédito: Yuri Arcurs / Shutterstock.com)
(Crédito: Yuri Arcurs / Shutterstock.com)

 

Já há algum tempo é possível notar uma tendência no mercado em que os empregadores colocam pré-requisitos de experiência mínima para conseguir um cargo. O problema é que os pré-requisitos estão cada vez mais exagerados. Alguns empregadores chegam a pedir experiência de 8 a 10 anos, quando uma pessoa formada há 2 teria perfeita habilidade para realizar a tarefa. A prática tem uma pontinha de discriminação, e é possível imaginar a frustração que os recém-formados enfrentam.

 

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Essa prática pode ser considerada completamente arbitrária. Uma pessoa formada há um ano pode realizar um trabalho que outra pessoa levaria 10 para aprender. É impossível dizer que pessoa você é a partir do seu exterior. É obvio que você não pode sair da faculdade com uma vaga de CEO. Antes disso é necessário aprender outras coisas com a força do trabalho, como gestão de pessoas e projetos, partes mais políticas das empresas e quais problemas podem aparecer com mais facilidade. As faculdades mal ensinam aos alunos como sobreviver no ambiente de trabalho.

 

Contratar e finalizar alguém é muito caro, por isso os gestores não querem gastar treinando alguém que pode não dar retorno. Eles mantêm em mente que a palavra "despesa" não significa necessariamente um valor real. O treinamento demanda também energia e trabalho por fazer.

 

Por isso, quando um gestor tem tempo e dinheiro para gastar, não teme tanto em contratar alguém sem experiência suficiente e treiná-lo. Mas quando prazos e finanças estão apertados - e os níveis de stress elevados - a empresa preza por contratar alguém que já tenha experiência. Por isso, é recomendado que enquanto estiver na graduação, o jovem invista em uma série de estágios, que oferecem pelo menos uma parte da experiência que as empresas procuram.

 

Agora se um ex-empregador seu disponibiliza uma vaga que era sua com necessidade de anos de experiência, é bem possível que a descrição do trabalho tenha mudado desde que você o deixou. Ou que você fosse um bom profissional e todos os que ocuparam o cargo desde então foram um fracasso.

 

Na realidade, o pedido de experiência profissional anterior não é uma tentativa de discriminar os jovens, mas de diminuir a rotatividade. É um mercado empregador, por isso, quando há essa exigência, a empresa acredita que poderá encontrar uma quantidade enorme de candidatos que cumprem essa exigência e estão dispostos a realizar este trabalho. Caso o mercado melhore, as empresas serão obrigadas a contratar pessoas menos experientes.

 

Então, o que os jovens trabalhadores precisam fazer é aumentar a sua rede de contatos, assim como os que estão no mercado há mais tempo. Os jovens precisam ser mais cautelosos, já que não têm contato com profissionais tão experientes, e selecionar bem quem será a sua rede.

 

 



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