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Ser racional nem sempre funciona na hora de resistir a tentações

      
(Crédito: VLADGRIN / Shutterstock.com)
(Crédito: VLADGRIN / Shutterstock.com)

 

A convenção natural quando você quer resistir a uma tentação – como rejeitar um sonho quando se está de dieta ou um copo de bebida quando se quer parar de beber – é apelar para o lado racional e pensar nos seus objetivos, certo? Nem sempre.

 

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De acordo com um estudo da Kellogg School of Management, publicado recentemente no jornal Psychological Science, as pessoas tendem a pensar que a racionalidade é oposta a desejos proibidos e pode vencê-los se nos esforçarmos. O que os pesquisadores descobriram é que algumas vezes, em determinadas situações, o seu pensamento pode passar para o lado das tentações.

 

Depois de muitas divergências no mundo da ciência – alguns pesquisadores defendem que a tentação distorce a cognição de modo a provocar comportamentos impulsivos, enquanto outros acreditam que, na verdade, elas fortalecem os processos de autocontrole – os líderes da pesquisa resolveram colocar as afirmações à prova.

 

Segundo os pesquisadores, o grande problema, em ambos os lados, é que eles deixam de fora um fator muito importante: a ligação entre a tentação e o “estado visceral” (fome, sede, saciedade, desejo), que determina se os processos cognitivos serão orientados pelo impulso ou pelo autocontrole.

 

Durante a pesquisa diferentes mecanismos cognitivos foram testados e a conclusão foi que as pessoas têm a tendência a pensar que a razão sempre serve de interesses a longo prazo, enquanto a paixão resolve apenas gratificações imediatas.

 

Mas a informação nem sempre é verdadeira. De acordo com o estudo, necessidade ou desejo corrompem os processos cognitivos que ajudam as pessoas a interromper determinados comportamentos. Quando você deseja algo e é tentado por isso, a sua razão sucumbe.

 

 



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