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Notícias

 
(Crédito: Telnov Oleg / Shutterstock.com)

 

Quem vai prestar o vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) está contando os dias para a prova. A menos de um mês da primeira fase, o teste de conhecimento sobre os nove livros de leitura obrigatória é um dos que mais coloca medo nos candidatos a uma vaga na USP (Universidade de São Paulo) pela complexidade das obras.




 

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Clássico da literatura nacional, Iracema, de José de Alencar , é velho conhecido dos vestibulandos. Não é de hoje que é pedido nos vestibulares das universidades brasileiras. Ainda assim, causa confusão principalmente pela linguagem empregada. Se você não teve tempo de ler ou tem dúvida, fique atento para o resumo a seguir que preparamos sobre a “virgem dos lábios de mel.”

 

 

Resumo Iracema, de José de Alencar

Escrito durante o Romantismo, Iracema apresenta as origens da terra natal e o nascimento da figura do brasileiro, representado pelo filho da índia Iracema com o colonizador português Martim.

 

José de Alencar usa uma linguagem especial para desenvolver a trama em torno da relação amorosa entre as personagens. Entender esta maneira diferenciada de escrever é a maior queixa dos estudantes e uma das questões mais recorrentes nos vestibulares. É o que explica o professor de Literatura da Oficina do Estudante, Marcílio Junior. “Para retratar os índios são inseridas partículas do Tupi durante o livro. Uma maneira de questionar e problematizar o povo português.”

 

Na história, Iracema, índia tabajara, se apaixona por Martim, português inimigo da tribo. Por amor, ela abandona seu grupo e se une com o homem branco. Da relação nasce o filho Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Ao voltar, ele encontra Iracema prestes a morrer e parte com o menino, já órfão, para Portugal. Mais tarde, volta ao Brasil para disseminar o cristianismo e ir até o local onde Iracema foi enterrada, chamado de Ceará.

 

Se você ainda pretende ler o livro, fique atento aos detalhes. Ponto e vírgula finalizam os primeiros parágrafos, uma pista do estilo literário adotado. “Alencar usa o artifício do poema na prosa para indicar que está sendo lida uma prosa poética.”

 

 

O que você precisa saber sobre Iracema, de José de Alencar

Obra: Iracema: lenda do Ceará

Autor: José de Alencar


Ano:
1865


Título:
retrata a principal personagem do livro


Ambientação:
a história se desenrola no período da colonização brasileira, em terras cearenses.

 

Enredo: conta o início da miscigenação e formação do povo brasileiro a partir do romance entre a índia Iracema e o português Martim. Personagens principais: Iracema, Martim Soares Moreno, Moacir, Poti (índio pitiguara amigo de Martim), Irapuã (tabajara apaixonado por Iracema), Caubi (irmão de Iracema) e Jacaúna (índio da tribo pitiguara, irmão de Poti).

 

Linguagem: enredo de romance com estilo de prosa poética.

 

Resumo comentado Iracema, de José de Alencar: o guerreiro branco Martim Soares Moreno, amigo dos índios pitiguaras, perde-se nas matas do litoral brasileiro. Nesse cenário é encontrado por Iracema, filha do pajé Araquém, da tribo interiorana dos tabajaras. A virgem leva o jovem branco para sua tribo, onde é recebido como hóspede, mas ao descobrir o combate aos pitiguaras, Martim tenta fugir, mas é impedido por Iracema, sob a proposta de guiá-lo pelas matas com a ajuda do irmão Caubi. Nasce aí o afeto entre as personagens, que logo se transforma em paixão. A situação se complica, quando Irapuã, que também é apaixonado pela índia, tenta matar o branco.

Após uma noite de amor, a qual Martim imaginava ter acontecido apenas em sonho, ele foge, levando Iracema, após revelar a verdade sobre a relação. Os dois partem ao encontro de Poti, chefe dos pitiguaras, que considerava o português um irmão. Foram seguidos por Irapuã e os tabajaras, o que resultou no conflito entre as duas tribos. Martim sofre de banzo, mas não pode levar a esposa para a terra natal. Com o nome indígena de Coatiabo, o guerreiro branco enfrenta combates, enquanto Iracema está grávida. De saudade do amado, a índia definha de tristeza. Ao voltar de uma batalha, Martim a encontra com seu filho, chamado de Moacir, "o filho do sofrimento". Debilitada, entrega a criança e pede para que seja enterrada aos pés de um coqueiro, local que passou a se chamar Ceará.

“Moacir é o símbolo forte do livro, mesmo com pequena atuação. Ele representa o povo brasileiro formado pela índia e pelo português. Da mãe é herdado o amor pela terra, enquanto o pai dá a educação europeia. Na visão de Alencar, esta deveria ser a figura do brasileiro”, comenta o professor de literatura.

Com o filho, Martim volta para Portugal, mas anos depois retorna ao Brasil para ajudar na catequização da fé cristã. Saudoso, ele costumava ir ao local onde Iracema estava enterrada.

 

 



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