Wednesday :: 16 / 04 / 2014

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Noticia : Intercâmbio

Diário de bordo Adelaide: Museus, galerias e arte aborígene

Paula Albuquerque ganhou um intercâmbio de cinco semanas na Universidade de Adelaide, na Austrália. O concurso cultural foi fruto da parceria da Universia Brasil com a Latino Australia Education, a representante oficial das principais instituições de ensino da Austrália no Brasil


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(Crédito: Paula Albuquerque/Divulgação)

(Crédito: Paula Albuquerque/Divulgação)

 

Num passeio pelo centro de Adelaide, você pode se divertir de diversas maneiras: flanar às margens do rio Torrens, alugar gratuitamente uma bicicleta e dar uma volta pelas praças e parques da região (se for corajoso e enfrentar o sol escaldante - o serviço só funciona até as 16h!), fazer compras na Rundle Mall e Rundle Street (onde as lojas de moda e design se avizinham), tomar um choppinho no Belgian Beer Bar ou um delicioso frappé no Chocolate Bean, pegar uma sessão de cinema cult no Palace Nova (às segundas as sessões custam AU$7; nos demais dias, AU$16), visitar os vários museus e galerias das redondezas. Opções não faltam - mas atenção: tudo aqui fecha muito cedo, às 17h os museus e a maioria das lojas encerram suas atividades.

 

 

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Minha rotina tem sido assistir às aulas na Universidade de Adelaide de manhã, procurar alguma comidinha gostosa para o almoço (as opções ficam entre restaurantes asiáticos, saladas e sanduíches - saudade dos buffets brasileiros!) e bater perna pelo CBD. Dos lugares favoritos, destaco o South Australian Museum, a Art Gallery of South Australia, o Instituto Tandanya e o Flinders University Art Museum, dentro da State Library, todos gratuitos.


O South Australian Museum tem a maior coleção de arte aborígene do continente. São mais de 3000 artefatos, entre instrumentos de caça e pesca, escudos, adornos, desenhos e pinturas. Você pode voltar diversas vezes que terá a sensação que não viu tudo. O museu também abriga uma exposição incrível de arte e artesanato dos povos do Pacífico. Recomendo muito a visita.

 

A Art Gallery of South Australia tem uma coleção muito bacana de arte tradicional e contemporânea de diversos povos aborígenes, além de uma ala dedicada à arte australiana desde a fundação do país, outra à arte iraniana, indiana, chinesa, japonesa e britânica, e uma sala com algumas peças de artistas contemporâneos australianos recentemente adquiridas pela galeria.

 

A arte aborígene é vasta e múltipla. São muitos povos diferentes, cada um seguindo uma linha estética. Sou fascinada pelas cores terrosas, pelos inúmeros pontinhos e pelos desenhos da fauna australiana (uma curiosidade: você sabia que 80% dos mamíferos e 45% dos pássaros só são encontrados em território australiano?). Destaco aqui alguns artistas, e você pode ver algumas fotos de suas obras na galeria que acompanha este texto. Em primeiro lugar, a obra de Emily Kngwarreye, da comunidade Utopia, por sua potência plástica e cores vibrantes. Emily começou a pintar por volta dos 60 anos, e nos anos 90 foi "descoberta" pelo circuito de arte australiano e ganhou rápida projeção. Teve uma carreira de apenas dez anos, mas foi essencial para abrir portas de importantes galerias para a arte aborígene.

 

Outras obras que mereceram anotações no meu caderninho: as incríveis serigrafias sobre seda do coletivo feminino Babbarra Design (Debra Wurrkidj, Susan Marrawarr e Jennifer Wurrkidji); Anumara Tjukurpa, pintura de Hector Burton (povo Pitjantjara, de South Australia, 1939 -); Sarge dugong, a simpática baleia feita de argila e pigmentos naturais de David Bell (povo Wik, de Queensland, 1963 -); as esculturas suspensas Yawk Yawk/Mermaid figures, de Owen Yalandja (povo Kuninjku, Northen Territory, 1960 -), Larrakitj, as urnas funerárias ricamente decoradas dos irmãos Boliny e Wukun Wanambi (povo Yolgu, Northern Territory, 1957 e 1962).

 

O Instituto Tandanya exibe obras de artistas contemporâneos aborígenes e das ilhas Torres Strait, e o Flinders University Art Museum no momento em que o visitei abrigava uma linda exposição de cestaria das mulheres aborígenes da Tasmânia, chamada Tayenebe, que quer dizer "troca".

 

"We have had to look at the past to find out where we can go in the future; and you are never going to be able to move forward unless you have looked and connected with where our Mothers have come from" - Audrey Frost, na exposição Tayenebe.

 

Bonito, não?,
Paula Albuquerque






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