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Seja mais feliz no trabalho e use sua inteligência positiva

      
(Crédito: iQoncept / Shutterstock.com)
(Crédito: iQoncept / Shutterstock.com)

 

Em julho de 2010 a Burt’s Bees, uma empresa de produtos de higiene pessoal passou por grandes mudanças durante o processo de expansão em 19 novos países. Neste tipo de situação, em que todos ficam sob grande pressão, é comum que chefes importunem seus empregados com reuniões frequentes e inundem suas mesas com demandas urgentes. Ao fazer isso, os gerentes elevam o nível de ansiedade de toda equipe, pois ativam a amídala, área do cérebro que processa ameaças e capta recursos do córtex pré-frontal, que é responsável por resolver problemas efetivamente.

 

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John Replogle, então diretor da Burt’s Bee’s, tomou uma tática diferente. Todos os dias, ele enviava um e-mail que elogiava um dos membros da equipe por algum trabalho desempenhado na expansão global.

 

Ele interrompia suas próprias apresentações para lembrar seus gerentes que, estes, não deviam esquecer conversar com seus subordinados sobre os princípios da empresa. Um ano mais tarde, um dos membros da equipe sênior contou que, a ênfase dada por Replogle na liderança positiva manteve seus gerentes engajados e unidos enquanto faziam a transição global com sucesso.

 

Esse resultado não deveria ser uma surpresa. Pesquisas mostram que quando as pessoas trabalham em ambientes e com mentalidades positivas, suas performances se aprimoram em todos os níveis – produtividade, criatividade, engajamento. Mesmo assim, a felicidade é talvez o condutor de desempenho menos compreendido. Para muitos, por exemplo, a felicidade só é possível depois do sucesso: “quando eu conseguir uma promoção serei feliz” ou “assim que atingir minha meta de vendas, vou me sentir ótimo”.

 

Mas o sucesso é um alvo em movimento – assim que você atinge sua meta, ela volta a subir -, e a felicidade que resulta dele, fugitiva. Na realidade, o processo é exatamente o contrário. Pessoas que cultivam uma mentalidade positiva executam melhor seus desafios.

 

Em uma meta-análise de 225 estudos acadêmicos, os pesquisadores Sonja Lyubomirsky, Laura King e Ed Diener encontraram evidências fortes de causalidade entre satisfação com a vida e resultados de negócios bem-sucedidos.

 

Outro equívoco comum é de que, a genética, o ambiente ou a combinação dos dois determinam como e quão felizes as pessoas são. Esses fatores têm importância, porém, o senso de bem-estar de uma pessoa pode ser surpreendentemente maleável. Os hábitos que cultiva, a forma como interage com colegas de trabalho e o que pensa sobre o estresse – tudo isso pode ser administrado para que aumentem a felicidade e as chances de sucesso de uma pessoa.


Desenvolva novos hábitos



Treinar o cérebro
não é tão diferente do que treinar os músculos na academia. Pesquisas recentes da neuroplasticidade – a habilidade do cérebro de alterar-se até depois da maioridade – revelam que, ao desenvolver novos hábitos, o cérebro é reprogramado. Fazer um rápido exercício positivo todos os dias, por um período de três semanas pode ter um impacto duradouro e significativo no seu desempenho.

Shawn Achor, autor do livro The Happiness Advantage, realizou uma dinâmica com os gerentes financeiros da KPMG, em Nova York. Cada participante deveria escolher umas das seguintes atividades que se relacionassem com uma mudança positiva:

# Listar três coisas pelas quais eram agradecidos;
#
Escrever uma mensagem positiva para alguém em sua rede de apoio social # Meditar em sua mesa por dois minutos;
# Se exercitar por 10 minutos;
#
Separar dois minutos para descrever em um diário a experiência mais significativa vivida nas ultimas 24 horas.

Os gerentes realizaram a atividade escolhida durante três semanas. Vários dias após a conclusão do treinamento foram avaliados os grupos de participantes e o de controle, para que fosse determinado o senso geral de bem-estar. Quão engajados eles estavam? Havia alguém deprimido?

Em cada métrica, a pontuação do grupo experimental era significativamente maior do que a do grupo de controle. Quando os dois grupos foram testados novamente, quatro meses depois, o grupo experimental continuou apresentando pontuação maior em otimismo e satisfação de vida. De fato, a pontuação média dos participantes na escala de satisfação de vida – métrica amplamente aceita como uma das melhores formas de medir a produtividade e felicidade no trabalho – cresceu de 22.96 (antes do treinamento) para 27.23 (quatro meses depois).


Um exercício rápido e simples, feito uma vez por dia, conseguiu manter os gerentes mais contentes por até quatro meses após o programa de treinamento.



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