Friday :: 19 / 09 / 2014

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Noticia : Intercâmbio

Diário de bordo Adelaide - Kangaroo Island

Paula Albuquerque ganhou um intercâmbio de cinco semanas na Universidade de Adelaide, na Austrália. O concurso cultural foi fruto da parceria da Universia Brasil com a Latino Australia Education, a representante oficial das principais instituições de ensino da Austrália no Brasil


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(Crédito: Paula Albuquerque/Divulgação)

(Crédito: Paula Albuquerque/Divulgação)

 

Aproveitei meu último final de semana em Adelaide para conhecer a Kangaroo Island. A ilha é imensa, com 155km de leste a oeste e 55km de norte a sul, a terceira maior da Austrália, depois da Tasmania e Melville Island. O ideal é passar de 3 a 7 dias por lá para aproveitar tudo que ela oferece, mas como tenho pouco tempo, embarquei numa excursão de um dia (intenso) para conhecer alguns dos highlights. Saímos da estação central de ônibus de Adelaide às 6h45 e em aproximadamente uma hora e meia chegamos ao Cape Jervis, onde embarcamos no ferryboat, o único meio de transporte até a ilha (se você não tem um helicóptero ou um jatinho!). O trajeto dura cerca de 40 minutos.

 

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Assim que cheguei, fiquei impressionada com a cor turquesa e transparência da água. Num dia de sol deve ser ainda mais bonito - o céu estava nublado e chegou a chover um pouquinho no final do dia, mas nada que atrapalhasse o passeio. Nosso ônibus, comandado pelo guia-motorista-cantor Robert e cheio de turistas lituanos de meia idade (24 lituanos falando uma língua maluca o tempo todo!), partiu em direção oeste, para o Birds of Prey Free-Flight Show perto de Vivionne Bay, onde pudemos ver algumas corujas, gaviões e pássaros típicos da ilha.

 

Próxima parada: Seal Bay, uma praia repleta de leões marinhos. Nosso grupo teve que acompanhar a guia do parque e não podia se aproximar mais de 10 metros dos animais, pois eles podem se assustar e se tornar agressivos (você não imagina como, apesar da preguiça iminente, eles podem ser rápidos!). Um deles estava dormindo embaixo do trapiche e quando estávamos indo embora, acordou e posou para as fotos. Seal super model.

 

Mais alguns dos destaques do passeio: Remarkable Rocks, gigantes pedras de granito cobertas por líquem cor de laranja, esculpidas pelo tempo, e o Cape du Coeudic Lighthouse, farol construído em 1906, com vista para o Admirals Arch.

 

Kangaroo Island é uma oportunidade incrível para se estar em contato com cangurus, coalas e wallabies (uma espécie de canguru pequenino) em seu ambiente natural. Quando o sol começa a se pôr, eles saem em busca de alimento e por vezes são atropelados nas estradas da ilha. Há inúmeras placas alertando para a possível presença destes animais e a necessidade de se reduzir a velocidade em alguns trechos, mas vimos vários deles mortos no caminho.

 

A ilha foi descoberta em 1802 pelo explorador inglês Matthew Flinders, e logo em seguida o explorador francês Nicolas Baudin desembarcou por lá e mapeou grande parte do seu território. Apesar de a Inglaterra e a França estarem em guerra na época, o encontro foi pacífico e muitos dos locais da ilha têm nomes ingleses e franceses. É chamada de Karta, ilha da morte, pelos aborígenes, que a consideram habitada por maus espíritos.

 

Em Kangaroo Island vivem aproximadamente 4.400 pessoas e a maior cidade, Kingscote, tem 1600 habitantes. As principais atividades agrícolas e industriais são produção de lã, cereais, mel, queijo, óleo de eucalipto e pesca.

 

As cidadezinhas e atrações são interligadas por ótimas estradas de asfalto e também estradas de terra. Um terço de seu território é área de proteção ambiental e praticamente metade da ilha permanece com sua vegetação nativa. São 30 espécies de animais, 250 de pássaros e 850 de plantas nativas.

 

Se você quer realmente conhecer a ilha, precisa de alguns dias, um carro (há possibilidade de alugar por lá) e um lugar para se hospedar - a ilha oferece diferentes opções, desde acampamentos, hostels até hotéis de luxo. Espero poder voltar um dia com mais tempo e desbravar os vários quilômetros de belezas naturais de Kangaroo Island. Há tanto para se ver e descobrir!

 

Abraços,
Paula Albuquerque

 

 






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