Notícias

II Fórum pela Inovação Universia Brasil discute limites institucionais e políticas governamentais

      
(Crédito: Reprodução)
(Crédito: Reprodução)

 

A segunda parte do Fórum pela Inovação, em Brasília, no Conselho Educacional Brasileiro (CNE), começou às 10h desta quinta-feira. Com a contribuição da maioria dos participantes, o contingente nacional tratou temas curriculares das universidades e o estímulo de políticas governamentais para inovação no Ensino Superior.

 

» Começa o II Fórum pela Inovação do Universia Brasil
» Universia Brasil promove II Fórum pela Inovação e Educação Superior  

 

Os Srs. Reitores e docentes abordaram tais assuntos de diversas formas, de acordo com suas próprias particularidades segundo as instituições que representavam ou por quais autoridades respondiam.

 

O presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, Mariano Laplane, destacou a importância da coordenação para a inovação. "É importante que o governo coordene a inovação no Ensino Superior, não basta só incentivar e regular."

 

Laplane acredita na reorganização da sociedade como agente desenvolvimentista. "A coordenação tem que ser levada em consideração para que as empresas possam inovar e, desta forma, disseminar suas boas práticas."

 

O representante da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (RS), Jorge Audy, citou problemas que prejudicam a inovação na pós-graduação. "A avaliação deste tipo de curso universitário é muito deficiente e não visa ao resultado final das pesquisas e sim numa lógica contável-financeira. O outro empasse relaciona-se com o risco-zero na pós-graduação, isto é, as teses mais aprovadas são aquelas com menos risco. Isso é um impasse para as ideias inovadoras."

 

O diretor da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), Fábio Moraes, falou sobre um tipo de universidade que tem crescido muito: a coorporativa. "Nossa instituição pretende colocar o aluno como o agente principal no aprendizado. O professor, por consequência, é o coadjuvante neste processo. Também trabalhamos com o ensino à distância. Por exemplo, não faz sentido o aluno ir à aula para aprender algo que já está disponível na Internet. Preferimos que ele venha com dúvidas sobre o assunto e, assim, possamos lapidar este conhecimento. Isso é uma forma inovadora de educação."

 

A representante da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Cláudia Forte, manifestou sua preocupação com o desenvolvimento da tecnologia social. "Há 25 milhões de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia no Brasil. É preciso colocar em pauta este tipo de tecnologia para corrigirmos este problema sensível da sociedade brasileira".

 

O representante da Univates, centro universitário comunitária no interior gaúcho, destacou um gargalo da inovação: os conselhos regionais profissionais. "Levando como exemplo um antigo curso de química da Univates. Inovamos nosso currículo com ênfase em alimentos porque nossa região se destaca nisso. No entanto, o conselho regional de química não reconhecia nosso curso."

 

Para a representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raquel Santos Mauler, "a mudança do currículo universitário é lenta. É necessário estar sempre mudando. Não obstante, os alunos, para compensar a lentidão da mudança curricular acadêmica, o aluno dispõe da iniciação científica e tecnologia. Estes dois são um grande diferencial e contribuem muito para a inovação."

 

O vice-reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Antonio Vico Mañas,assinalou a importância de políticas públicas para que façamos e transmitimos ciência. "Os cursos de graduação devem ser direcionados para que contenham uma visão global, especialista e local. Isto é, ele precisa entender amplamente o assunto que estuda, assim como detalhes. O último deve ser contemplado com os alunos estudando uma realidade local de algum lugar do Brasil, por exemplo."

 

A ex-reitora da Universidade Federal de Alagoas, Ana Dayse Rezende Dórea, concentrou seu discurso no conservadorismo das universidades. "A academia é muito conservadora. Até o novo que está chegando às instituições de ensino é atrasado, velho. Por isso, é importante fomentar a pesquisa aplicada. Temos que dirigir nossas pesquisas de forma coletiva."

 

O Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Cleber Cristiano Prodanov, divide a mesma opinião da ex-Reitora. "Precisamos achar uma solução para o conservadorismo. Não podemos mais procurar respostas em paradigmas antigos. O Estado precisa saber o que financiar: não é necessariamente a pesquisa, mas, sim, a inovação. As universidades têm que repensar sua gestão, sua relação dentro e com a comunidade."

 

O Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Padre Josafá Carlos de Siqueira, apontou quão importante é a oferta da segunda língua na Academia, principalmente do inglês. "A internacionalização das nossas universidades é um dos caminhos para a inovação. É necessário realizar atividades com o inglês. Assim, temos oportunidade de obter parcerias de magnitude expressiva e testar o que fazemos e fizemos para inovar."

 

O vice-presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Paulo Barone, e o Diretor Nacional de Ensino Superior do Sistema Educacional Brasileiro, Luiz Roberto Liza Curi, finalizaram a parte matinal do evento questionando a regulação universitária atual e a financiamento público de pesquisa deficitário a universidades privadas. Este tema foi melhor explorado no contingente vespertino do Fórum.

 



 

 



Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.