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Mortes de torcedores afetam imagem do Brasil como sede da Copa

      
Crédito: Shutterstock.com
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O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, admite que as mortes de torcedores afetam a imagem do Brasil como organizador da Copa do Mundo e reconhece que ainda não sabe o que fazer. De acordo com o jornal Estado de São Paulo, Del Nero afirma que entre as opções a serem estudadas está a criação de listas negras de torcedores que não poderão entrar nos estádios por mais de uma década, e a volta das torcidas uniformizadas controladas pelos clubes.

 

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Ele reconheceu que ter duas mortes envolvendo torcedores a dois anos da Copa não é algo positivo. Para ele a situação não é confortável. O registro de duas mortes no país que vai receber uma competição internacional pesa muito nas próximas decisões.

 

Del Nero não esconde que novas medidas terão de ser tomadas e alerta que uma nova legislação precisará entrar em vigor com certa rapidez, justamente para ter um novo marco antes da Copa de 2014. O Presidente promete convocar uma reunião com várias entidades e governo para debater a situação após sua viagem à Suíça.

 

Outro projeto é reforçar mais a capacidade de investigação da polícia para permitir a identificação dos responsáveis por atos de violência, além da elaboração de uma espécie de lista negra. Quem tivesse seu nome colocado nela ficaria impedido de entrar nos estádios por uma década e estaria fora da Copa de 2014. Para Del Nero, essas pessoas não são torcedores. "São bandidos", disse.

 

No total, uma lista paulista teria cerca de 1,2 mil nomes de pessoas violentas que participam das torcidas organizadas. Hoje, a FPF conta com uma lista que não chega nem a cem pessoas e, para elevar o número seria necessário investimentos na área de inteligência para identificar os responsáveis. Mesmo o controle da entrada dessas pessoas seria difícil de ser realizado.

 

Uma das opções levantadas por Del Nero seria a volta das torcidas uniformizadas, criadas há décadas dentro dos clubes. A ideia é de garantir maior controle sobre as entidades. Para fazer parte dessas torcidas, a pessoa teria de primeiro estar associada ao clube. Isso iria acabando com as torcidas organizadas, já que o "sistema" de torcidas organizadas se transformou "em um grande negócio".

 

Del Nero lembrou que a origem das torcidas foi justamente dentro dos clubes e que só foram expulsas quando os dirigentes passaram a não saber lidar com a oposição dentro do clube.

 

 



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