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Testosterona pode funcionar como antidepressivo, diz estudo

      

 

Estudos da Universidade Estatal da Flórida, nos Estados Unidos, descobriram que uma região do cérebro situada no hipocampo – a zona cerebral responsável pela formação da memória e pela regulação da resposta ao stress – responde de forma positiva aos efeitos de um novo medicamento para a depressão, a testosterona.

 

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Embora há algum tempo já se saiba que a testosterona, principal hormônio masculino, tem propriedades antidepressivas, os mecanismos que funcionam sob esses efeitos ainda eram desconhecidos.

 

Durante o estudo os pesquisadores descobriram que, em comparação com os homens, as mulheres são duas vezes mais propensas a sofrerem de transtornos afetivos, como a depressão. Já no caso dos homens, um dos fatores que pode causar o problema é o hipogonadismo, doença na qual o corpo não produz testosterona, ou produz o hormônio em baixas quantidades.

 

Para descobrir por que isso acontece e como o hormônio pode ser usado no desenvolvimento de futuros antidepressivos, Mohamed Kabbai, autor da pesquisa, e seus colegas trabalharam com ratos que sofriam com a doença. O que os cientistas encontraram foi um marcador molecular chamado MAPK/ERK2, cujo funcionamento correto é necessário para que a testosterona combata a tristeza patológica

 

Além disso, os pesquisadores também mostraram que os efeitos positivos da testosterona não podem ser associados às mudanças na formação de novos neurônios, o que acontece quando outros antidepressivos – como a fluoxetina, presente no Prozac – são administrados aos pacientes.

 

 



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