Notícias

Universitários de São Paulo vão dar aulas na rede pública

      
(Crédito: Reprodução)
(Crédito: Reprodução)

 

Depois de dois anos no Rio de Janeiro, o projeto Ensina!, braço brasileiro da ONG internacional Teach For All, prepara uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação para chegar a São Paulo. Os jovens universitários são formandos ou recém-formados em cursos como engenharia, publicidade e economia de boas universidades e não estão preocupados com as provas de trainee e super vagas como a maioria de seus colegas. Eles estão espalhados em escolas públicas em regiões vulneráveis de todo o mundo, inclusive no Brasil, ensinando o que mais gostam, mesmo que não tenham estudado para dar aula.

 

» Google cria site para ensinar alunos a pesquisar
» O que o filme "Os Vingadores" pode ensinar sobre escrever
» 9 motivos para ensinar on-line

 

A ONG procura universitários com perfil de liderança, lança campanhas nas redes sociais e, depois, promove uma seleção entre os interessados de cerca de quatro meses, que envolve inscrição on-line, dinâmicas de grupo e entrevista individual. De acordo com o portal Porvir, o objetivo do projeto é aproximar profissionais de várias áreas de conhecimento para que eles entendam, na prática, a complexidade que é atuar como professor e gestor na rede pública de ensino.

 

Os professores selecionados passam então por uma capacitação que dura os dois anos que eles estiverem no programa. O trabalho é remunerado.

 

Em São Paulo, o Ensina! vai começar seu primeiro processo seletivo do estado em junho. Além do processo tradicional, a escolha para escolas paulistas contará ainda com uma prova do governo estadual, o que vai permitir que os voluntários deem aula como qualquer professor da rede. No Rio, devido a limitações legais, a ONG precisou adaptar o modelo da Teach for All e seus professores dão aula de reforço no contraturno de escolas da rede municipal.

 

Apesar das dificuldades iniciais, o Ensina! tem a seu favor os resultados que colheu nas 14 escolas municipais cariocas em que atuou, todas em áreas de baixa renda. Dados preliminares de 2011 apontam que os alunos assistidos pelo programa apresentaram melhora no desempenho nas provas bimestrais nas disciplinas de ciências, matemática e português. Só em matemática, por exemplo, os alunos da 7ª série viram sua nota saltar, em média, 1,9 ponto do primeiro para o terceiro bimestre, indo de 4,02 para 5,92. Os resultados do quarto bimestre ainda não estão disponíveis.

 

 



Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.