Notícias

Faculdade de Direito da USP aprova adoção de cotas raciais

      
(Crédito: Reprodução)
(Crédito: Reprodução)

 

Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), aprovou na última quinta-feira, 31, por aclamação (unanimidade), a recomendação da adoção de cotas raciais para o Conselho Universitário, instância máxima da USP. A decisão foi tomada pelo Conselho da faculdade, que reúne alunos, funcionários e professores. A reunião contou com a participação de representantes do movimento negro, que aprovam a adoção das cotas.

 

» "A Universidade precisa incentivar bolsas de estudo", diz Reitor da USP sobre novo programa que visa ao intercâmbio internacional
» Professores e alunos: racismo na escola
» USP cria site com contribuições à RIO+20

 

“Ficou claro que este debate está maduro e não há mais o que esperar”, disse Cleyton Borges, representante da Uneafro Brasil, uma das 70 organizações do movimento negro que fazem parte da Frente Pró-Cotas. O professor de direito Marcos Orione, um dos principais defensores da proposta, comenta “ainda persiste na USP uma exclusão racial profunda”.

 

Atualmente, a USP não possui sistemas de cotas, mas mantém um sistema de inclusão para estudantes da rede pública. A congregação da faculdade considera esse bônus insuficiente; para eles, a adoção das cotas permitiria o acesso de estudantes afrodescendentes e de baixa renda a cursos mais concorridos como o de direito.

 

Em abril o Supremo Tribunal Federal julgou a constitucionalidade da reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais. O tribunal entendeu que as cotas não ferem a constituição. Mas mesmo após a decisão, a USP não cogitou a discussão do tema.

 

 



Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.