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Noticia : Um Pouco de Arte para sua Vida
18/06/2012
O projeto Um Pouco de Arte para sua Vida homenageia hoje a obra de arte O Grande Tufo de Ervas, do pintor alemão Albrecht Dürer
Os detalhes minuciosos desta imagem de um simples tufo de ervas do prado tem precisão quase fotográfica
A obra O Grande Tufo de Ervas, do pintor alemão Albrecht Dürer é a homenageada desta segunda-feira no projeto Um Pouco de Arte para sua Vida.
Os detalhes minuciosos desta imagem de um simples tufo de ervas do prado têm precisão quase fotográfica. Neste caso, a arte e a natureza se confundem, mostrando a beleza que pode estar contida em coisas pelas quais passamos desapercebidos: um tufo de ervas.
Com mais de 500 anos, O Grande Tufo de Ervas é um dos primeiros grandes estudos europeus da biodiversidade. Com esta obra, Dürer nos oferece a perspectiva de inseto. Ele recriou as pequenas e emaranhadas plantas com tal nitidez que é possível identificá-las.
O Grande Tufo de Ervas é uma obra-prima por si só, mas, como seu contemporâneo Leonardo da Vinci, Dürer fazia esses estudos basicamente para compreender a natureza e preparar detalhes de suas gravuras.
Nesta obra, Dürer usou aquarela, o que lhe permitiu trabalhar relativamente rápido e concentrar-se nas cores e texturas das plantas. Com esta técnina, é fácil misturar tons sutis e aplicar camadas de tinta diluída umas sobre as outras sem ter que esperar muito para que sequem.
O artista juntava as diferentes nuances de verde com grande precisão, tanto para diferenciar cada planta como para dar profundidade à composição.
1. Folhas carnudas
Repare que há 3 folhas carnudas que se destacam na relva. Dürer usou pinceladas finas e secas de um verde mais profundo para modelar a forma das folhas, com linhas finas brancas para salientas as nervuras e as bordas das folhas.
2. Flor de dente-de-leão
À esquerda, é possível ver uma flor, que se diferencia da relva. É um dente-de-leão. Na parte de cima da pintura foi aplicada uma aguada clara para que as plantas se delineassem com clareza contra ela.
3. Raízes prateadas
Dürer não limitou seu estudo ao que cresce sobre o solo. Ele limpou a terra em algumas partes para revelar as raízes das plantas e colocou-as contra uma aguada escura para torná-las mais visíveis.
Fuente: Universia Brasil
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