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27/06/2012
Greve dos professores e servidores das universidades federais ameaça estudantes. Os docentes estão paralisados desde maio. Estudante teme perder prazo para iniciar a residência médica
Crédito: Shutterstock.com
A demora para se chegar a uma resolução sobre o impasse entre os professores e o governo preocupa muitos estudantes que dependem da conclusão de cursos para serem efetivados em estágios
A greve de professores e de servidores das universidades e de institutos federais de ensino superior vai completar um mês e meio desde o seu início, em 17 de maio, sem nenhuma perspectiva de retorno. A demora para se chegar a uma resolução sobre o impasse entre os professores e o governo preocupa muitos estudantes que dependem da conclusão de cursos para serem efetivados em estágios, residências médicas, programas de intercâmbio e outros compromissos.
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A categoria dos docentes pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
De acordo com o portal g1, com a greve, os planos da estudante de engenharia química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amanda Galindo estão ameaçados. Sem previsão de retomar as aulas, ela teve que abrir mão de estagiar em uma companhia de bebidas e agora teme perder a vaga na pós-graduação do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), para a qual já está aprovada, mas precisa estar com a graduação concluída até janeiro de 2013.
"Eu terminaria o curso no final do ano, mas agora não sei o que vai acontecer. Foi um concurso bastante concorrido e, se eu perder a bolsa, ano que vem não vou ter com o que me sustentar. Vou depender apenas dos meus pais", afirma Amanda. "Fiz muitos planos, só não contava com a greve. Sei que ela é necessária. Os professores nos explicaram sobre a luta deles, e a considero válida. Acho que o governo deveria agir mais rápido para não nos prejudicar."
A estudante participou também de uma mobilização por melhor infraestrutura no seu curso. Ela comenta que o departamento é pequeno para a quantidade de alunos, sem biblioteca e com laboratórios horríveis. Em nota, a UFPE diz que dentro de seu planejamento, está recuperando os laboratórios de todos os cursos, principalmente os mais antigos. O projeto é deixar todos eles renovados, usando recursos da Universidade, do Reuni e de parceiros, como a Finep. No próprio Departamento de Engenharia Química, há outros laboratórios em pleno funcionamento, como o de Combustíveis, que foi reformado com recursos da Petrobras.
A estudante afirma que achou o processo muito burocrático e ficou desiludida.
A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começou no dia 21 de maio. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino de Belo Horizonte (Sindifes), a principal reivindicação da categoria é a flexibilização da carga horária de 40h para 30h semanais e a não implantação do ponto eletrônico.
No dia 11 de junho, a categoria começou a apoiar uma mobilização nacional, incluindo na pauta de reivindicação o reajuste salarial e a revisão no plano de carreira. De acordo com o sindicato, o menor salário pago é de R$ 1.080, e a categoria pede que o menor piso seja equivalente a três salários mínimos. Como são mais de 200 cargos, divididos em cinco níveis, o salário-base pode varia até cerca de R$ 2,8 mil, informou a assessoria do sindicato.
Fuente: Universia Brasil
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