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4 lições de vida para ser mais feliz

      
Crédito: Shutterstock.com
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Todas as pessoas são únicas, com suas histórias de vida e personalidades. Independente disso, porém, praticamente todas compartilham do mesmo desejo: o de ter vidas mais felizes e realizadas. A pesquisadora da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, e autora do livro "A Arte da Imperfeição", Brené Brown, passou os últimos 12 anos estudando o que nos impede de viver essa vida realizada.

 

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A partir de suas pesquisas, Brené percebeu que muitas das suposições defendidas pelas pessoas com unhas e dentes se revelam completamente erradas. Confira a seguir as quatro lições de vida que ela oferece para quem deseja ser mais feliz:

 

4 lições de vida para ser mais feliz: 1. Se adaptar não é pertencer

Pertencer não é o mesmo que se adaptar a determinado grupo. "Descobri na última década de pesquisa que se adaptar é analisar situações e grupos de pessoas e, então, se transformar de maneira que os outros permitam que você faça parte da turma. Pertencer é algo completamente diferente: é se mostrar e permitir ser você mesmo como realmente é", explica Brené.

A pesquisadora diz que muitas pessoas sofrem com a diferença entre quem realmente são e quem apresentam ser para o mundo na hora de conseguir aceitação. "Não estamos deixando que os outros conheçam nosso verdadeiro eu, até porque uma vida contraditória é mortal. A verdade é: pertencer começa com a autoaceitação. Seu nível de pertencimento, na realidade, nunca pode ser maior do que seu nível de autoaceitação. Acreditar que você é suficiente é o que te dá coragem para ser autêntico, vulnerável e imperfeito. Quando isso não existe, as pessoas se transformam em camaleões, lutando por um valor que já possuem", esclarece.

 

 

4 lições de vida para ser mais feliz: 2. A culpa não é ruim para você

"Eu vou logo dizendo: sou a favor da culpa. Ela nos ajuda a manter o equilíbrio porque trata de nosso comportamento. Ela ocorre quando comparamos algo que fizemos - ou falhamos em fazer - com nossos valores pessoais. Esse desconforto resulta com frequência em motivação para a mudança real, reparações e autorreflexão."

A pesquisadora, no entanto, alerta para a necessidade de diferenciar a culpa da vergonha. "Uma das piores coisas sobre a vergonha é que, muitas vezes, não sabemos quando a sentimos. Uma maneira fácil de saber a diferença é pensar na seguinte pergunta: se você cometeu um erro que realmente afetou os sentimentos de alguém, estaria disposto a dizer "me perdoe, eu cometi um erro"? Se estiver com culpa, a resposta será sim. A vergonha, por outro lado, é dizer "me perdoe, eu sou um erro”. Uma vez que você tenha entendido a distinção, a culpa pode fazer você se sentir até mesmo mais positivo sobre si mesmo, já aponta para a diferença entre o que fizemos e quem somos –e, ainda bem, podemos mudar o que fazemos", explica Brené.

 

 

4 lições de vida para ser mais feliz: 3. Perfeccionismo não é busca por excelência

A autora defende que o “perfeccionismo não é sucesso e crescimento. É a crença de que se vivermos, nos apresentarmos e agirmos perfeitamente conseguiremos evitar a dor da culpa, julgamentos e vergonha”. Ela explica que a busca saudável pela excelência, pelo contrário, se foca no indivíduo e ocorre quando ele se pergunta: "como posso melhorar?". "O perfeccionismo, por outro lado, mantém você focado nos outros e ocorre quando você pergunta "o que eles irão pensar?", diz Brené. Pesquisas científicas já mostraram que esse tipo de cobrança pode desencadear a depressão, ansiedade, vícios e perda de oportunidades por conta do medo da reação dos outros.

 

 

4 lições de vida para ser mais feliz: 4. A vulnerabilidade é um ato de coragem

Brené alerta para a os mitos relacionados à vulnerabilidade. "Alguns nos impedem de serem as pessoas que desejamos para que consigamos dar e receber amor de todo coração. O primeiro mito é aquele que diz que vulnerabilidade é fraqueza. E o segundo pensa que ela é opcional."


Ela explica que, na realidade, a vulnerabilidade é uma das medidas mais precisas da coragem individual. "A única escolha que você tem é a de como irá lidar com o sentimento de se sentir terrível e dolorosamente exposto. A chave para transformar isso em coragem é aprender a reconhecer a vulnerabilidade, senti-la e finalmente fazer a escolha. Quando se sabe o que sente e o motivo, é possível diminuir o ritmo, respirar, rezar e pedir ajuda – fazendo as escolhas que refletem quem você é e no que acredita", completa.

 

 



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