Friday :: 31 / 10 / 2014

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Noticia : Um pouco de arte para a sua vida

Conheça a pintura O Juízo Final, de Michelangelo

O projeto Um Pouco de Arte Para a Sua Vida apresenta a obra renascentista O Juízo Final, na nossa Semana Michelangelo. Confira!


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Conheça a pintura O Juízo Final, de Michelangelo

Crédito: Shutterstock.com

O Juízo Final é a obra homenageada do projeto Um pouco de arte para a sua vida na Semana Michelangelo

 

O Juízo Final foi a obra escolhida para ilustrar o penúltimo dia da Semana Michelangelo do projeto Um Pouco de Arte para a Sua Vida. Foi pintada por Michelangelo na parede do altar da Capela Sistina, no Vaticano. O artista começou a trabalhar na pintura 16 anos após concluir o teto da capela, terminando 4 anos depois disso, em 1541. Na parede do altar, está retratado o episódio bíblico da segunda vinda de Cristo à Terra e o último julgamento das almas humanas.

 

Leia também:
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A obra é conhecida como polêmica, e não poderia ser de outra forma. Diversos religiosos consideraram a nudez dos personagens de Michelangelo inapropriada para uma capela, mesmo conhecendo o estilo renascentista do pintor e escultor, que idolatrava a estética greco-romana. Após a sua morte em 1564, a maioria das genitálias expostas na obra foi coberta. O Concílio de Trento (um dos três concílios principais da Igreja Católica) havia condenado todo tipo de nudez na arte sacra, afirmando que “as imagens não devem ser pintadas ou enfeitadas com referências à luxúria”.

 

A técnica utilizada para pintar a parede do altar foi o afresco, a mesma usada para o teto da capela. A parede mede 13,7x12,2m e é, até hoje, um dos grandes patrimônios da arte universal.

 

O Juízo Final, de Michelangelo

 

Sobre Michelangelo

 

Michelangelo Buonarroti nasceu na Itália em 6 de Março de 1475. Sua família fazia parte de uma linhagem nobre. Michelangelo cresceu com 5 irmãos, dentro dos quais era o segundo. Sua mãe faleceu quando tinha apenas 6 anos, e o menino foi entregue aos cuidados de uma ama de leite em Settignano.

 

O pequeno Michelangelo cresceu em meio ao mármore começando os seus estudos das técnicas da escultura. Sua paixão pela arte o levou a ser aprendiz de um grande mestre da pintura florentina, o artista Domenico Ghirlandaio. Michelangelo, porém, acreditava que a pintura era uma arte limitada, o que fez com que permanecesse com Domenico por apenas um ano.

 

Após esse período, Michelangelo estudou no Jardim de São Marcos, a escola patrocinada por Lorenzo de Médici (conhecido como O Magnífico). Assim, o pintor e escultor teve a chance de conviver entre esculturas da Roma Antiga e desenvolver as suas próprias técnicas como artista. Michelangelo aprendeu a retratar o corpo humano em movimento, com todos os seus músculos e tendões. Era o Renascimento da antiga beleza grega.

 

Sua repercussão atravessou os portões do Jardim de São Marcos, e alguns anos depois o pedido do Papa Júlio II acarretaria na maior obra já feita por Michelangelo, o famoso teto da Capela Sistina. Na pintura, pode-se contar a história do Antigo Testamento com uma magnificência pouco vista em outras obras. Entre suas obras mais celebradas estão a melancólica Pietà que continua a emocionar pessoas de todas as idades e o glorioso Davi, que representa a luta do artista contra o destino.

 

Michelangelo faleceu aos 89 anos de idade deixando para trás um legado de pinturas, esculturas e até poesias que nunca foram publicadas. É considerado o principal artista do Renascimento. É chamado de “O Divino” devido às suas obras de caráter religioso.

 

Sobre o Renascimento

 

O período chamado de Renascimento é caracterizado pela valorização da estética greco-romana. Os valores clássicos, como a beleza e a perfeição, são retomados através dos ideais humanistas. O homem começa a encontrar o seu valor no mundo construindo o conceito de antropocentrismo (o homem no centro do universo). A natureza e a razão são idolatradas, e a Itália torna-se o berço do Renascimento.

 

O Renascimento não foi apenas uma escola das pinturas. Suas características são encontradas também na literatura. Entre os livros renascentistas podem-se citar Os Lusíadas, de Camões, e A Divina Comédia, de Dante Alighieri, ambos clássicos da literatura mundial.

 

 






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