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Conheça o legado de Gil Vicente e baixe as suas obras

      
Conheça o legado de Gil Vicente e baixe as suas obras
Conheça o legado de Gil Vicente e baixe as suas obras  |  Fonte: Shutterstock.com

 

Gil Vicente, nascido em 1466 na cidade de Guimarães, foi um dramaturgo português. Pouco se sabe sobre sua vida, mas alguns estudiosos acreditam que o Gil Vicente foi um ourives durante a sua vida, além de escritor, por conta das diversas referências da profissão em suas obras. Há registros de que ele foi casado duas vezes e teve cinco filhos.

 

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Durante 30 anos, Gil Vicente foi um dos animadores dos serões da corte, encenando os seus autos e farsas para a realeza. O seu primeiro trabalho conhecido foi "Auto da Visitação", também chamado de "Monólogo do Vaqueiro", e foi representado para a rainha D. Maria, consorte de Dom Manuel, para celebrar o nascimento do príncipe D. João III, no dia 8 de junho de 1502.

 

Não foi Gil, entretanto, que iniciou o teatro português, como alguns historiadores dizem. De acordo com diversos registros históricos, um deles de 1281, a corte portuguesa recebia artistas, palhaços e momos para divertir e contar histórias durante os eventos. Além disso, outros autores como Sá de Miranda e Bernardim Ribeiro, ambos do período classicista, já haviam criado obras com muitas características de um drama litúrgico. O seu último trabalho conhecido foi "Floresta de Enganos", em 1536, ano em que muitos consideram ser o mesmo de sua morte.

 

Gil Vicente é conhecido como um dos maiores autores do período entre a Idade Média e o Renascimento. Os sinais de sua predisposição renascentista aparecem em 1513 na obra "Auto da Sibila Cassandra", onde o autor introduz deuses pagãos na trama. Além disso, o português critica a sociedade, a realeza e a própria Igreja em suas obras, mesmo que de forma mais sutil, sinal claro de um pensamento à frente de seu tempo. Porém, mesmo que os seus temas sejam muito diferentes das outras obras produzidas por seus contemporâneos, ao contrário dos renascentistas, Gil Vicente escrevia de forma espontânea, com expressões coloquiais e sem sempre respeitar a formalidade da norma culta.

 

As principais obras vicentinas foram impressas e compiladas em 1562 por seu filho, Luís Vicente. A sua obra prima é a trilogia de sátiras "Auto da Barca do Inferno" (1516), "Auto da Barca o Purgatório" (1518) e "Auto da Barca da Glória" (1519). Seus autos foram divididos, por ele mesmo, em três diferentes categorias: obras de devoção, farsas e comédias. Luís Vicente, depois de criar a compilação dos trabalhos de seu pai, adicionou mais um grupo, o da tragicomédia.

 

Os autos são peças teatrais que abordam assuntos religiosos, além de ironizar membros da Igreja, da realeza e outros cargos importantes. "Auto da Alma", "Auto da Barca do Inferno", "Auto da Índia" e "Auto da Barca da Glória' são bons exemplos de autos. Já as farsas são peças cômicas e profanas, geralmente curtas, que discute questões triviais e do cotidiano. Em Gil Vicente, encontramos "Farsa de Inês Pereira" e "Fardo do Velho da Horta" como amostras de farsas.

 

Uma das características mais marcantes das obras vicentinas é a presença de personagens que representam uma profissão, por exemplo. No "Auto da Barca do Inferno", temos o fidalgo, que representa os nobres de Portugal, o frade, que são os maus sacerdotes, o corregedor e procurador, representantes da burocracia da época, entre outros. Por conta disso, os autos e farsas são ótimas ferramentas para analisar e entender como funcionava a sociedade portuguesa da época.

 

O teatro vicentino possui estrutura poética e a encenação e montagem é simples. A grande preocupação do autor não é a parte visual, e sim o aspecto moralizante: ele deseja apresentar os problemas de seu tempo, mesmo que seus personagens não tenham densidade e profundidade psicológica.

 

Sentiu-se animado para ler as suas obras? Faça downloads gratuitos dos livros de Gil Vicente:

1.» A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente

2.» O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

3.» Auto da Alma, de Gil Vicente

4.» Auto da Feira, de Gil Vicente

5.» Auto da India, de Gil Vicente

6.» Auto de Mofina Mendes, de Gil Vicente

 



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