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Professora explica como o Golpe Militar de 64 pode cair na redação do Enem 2014

      
Crédito: Universia Brasil
Crédito: Universia Brasil

 

Em 2014, completam-se os 50 anos desde o Golpe Militar acontecido em 31 de março de 1964. O movimento que culminou na queda do poder de Jango foi o marco inicial da ditadura no Brasil, período que ainda levanta muitas questões envolvendo a democracia e os direitos humanos. Essa abordagem faz do tema extremamente relevante para a redação do Enem 2014. A Universia Brasil conversou com a professora Andrea Provasi do Cursinho da Poli, em São Paulo, para descobrir como essas questões podem cair no exame.

 

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Em primeiro lugar, é importante entender qual é a proposta da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Geralmente, o exame aborda temas de relevância nacional, como por exemplo, a questão da Lei Seca no Brasil (proposta da edição de 2013). A partir deste tema, o estudante deverá redigir um texto dissertativo-argumentativo defendendo uma tese a partir do assunto proposto. O aluno também deverá apresentar uma solução para problemas envolvendo este conteúdo que respeite os direitos humanos.

 

Afinal, como os 50 anos do Golpe Militar de 64 são considerados um problema de relevância nacional? A professora de redação explica que a democracia é recente no Brasil e existem grandes chances de o Enem escolher a consolidação da democracia no País como tema. “O estudante deve ter essa consciência de que a democracia precisa se solidificar, portanto ele deve refletir sobre as soluções possíveis para essa consolidação”, comenta.

 

A dica para se informar sobre o tema é participar dos debates que, segundo a professora, com certeza vão acontecer nas principais instituições de ensino. Segundo ela, “é importante participar dessas discussões para refletir sobre o tema nas esferas social, política e econômica”. Além disso, é necessário saber qual foi o papel dos estudantes antes, durante e depois do período militar, ou seja, quem apoiou o golpe militar e o que desejavam os estudantes que se manifestavam nas ruas.

 

A professora não deixa de apontar a Comissão da Verdade como possível abordagem dos 50 anos do golpe. “Muita informação ainda precisa ser divulgada e investigada. Os alunos devem acompanhar o site da Comissão, pois ele precisa de dados para poder escrever sobre o tema”, disse.

 

Para concluir, a professora deixou claro que o senso comum é desvalorizado no Enem. Portanto, a visão dos estudantes de política como sinônimo de corrupção pode abaixar a sua nota. “Muitas vezes os jovens encaram a política como senso comum, o que é desvalorizado pelas bancas. É interessante refletir sobre essa analogia, se não seria um reflexo dos 21 anos de ditadura, período no qual os estudantes se afastaram da política por causa da censura e a falta de reflexão. É importante que esses jovens trazerem para perto deles um passado de atrocidades e violação dos direitos humanos para que o passado continue no passado”, concluiu.

 

 



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