Notícias

      
Fonte: Divulgação
Fonte: Divulgação

Com o objetivo de debater como definir e implementar uma política universitária eficaz, a rede Universia, em parceria com a Cátedra da UNESCO, realizará nos dias 25, 26 e 27 de junho, em Miami, Estados Unidos, o “Seminário Internacional Políticas Universitárias, Rankings e os Novos Meios de Docência”.

 

O evento está aberto a comunidade acadêmica, e conta este ano com o Reitor da PUCRS, Prof. Joaquim Clotet, como Embaixador dos Seminários Acadêmicos Internacionais da Universia. "Ser representante ou emissário da Universia envolve uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma honrosa distinção. Reforça o meu compromisso de colaborar com afinco na difusão dos princípios que pautam a missão e a visão de futuro da instituição”, disse Clotet.

 

O seminário acontece em um momento crucial com a internacionalização do Ensino Superior, no qual as universidades enfrentam grandes desafios em áreas como governança, gestão do conhecimento e inovação. “É uma oportunidade ímpar de concretizar projetos de networking e convênios de cooperação, bem como a troca de experiências com dirigentes e representantes de reconhecidas universidades e institutos de outros países”, afirmou o reitor.

 

"Uma política universitária eficaz apoia-se em alguns eixos como internacionalização in e out dos seus dirigente e na participação sempre crescente em redes de conhecimento", completou. 

 

No seminário estarão presentes líderes de gestão acadêmica da Europa e da América Latina, entre eles Francesc Xavier Grau (Universitat Rovira i Virgili - Espanha), Francisco Michavila Pitarch (Cátedra da UNESCO), Jorge Martínez Martíne (Universidade Autônoma de Guadalajara – México) e Javier Uceda Antolín (Universidade Politécnica de Madrid – Espanha). As inscrições estão abertas no site http://centrodedesarrollo.universia.net/UNESCO/es/index.jsp.

 

A seguir, leia a entrevista com Reitor da PUCRS, Prof. Joaquim Clotet, na estreia da série "Fala Reitor". Ele comenta, entre outras coisas, como as universidades devem manter uma perspectiva ampla de trabalho, um sólido compromisso com a qualidade e a vontade de estabelecer fortes laços com outras universidades. Confira: 

 

Quais são os três principais motivos para participar dos seminários internacionais promovidos pela rede Universia?

A exposição de temas relevantes e de grande qualidade para a Educação Superior, o que constitui uma forte motivação para a inovação e a excelência visadas pelas diversas instituições. O grande preparo e a experiência dos palestrantes, comprovado pela clareza e objetividade dos temas apresentados, assim como pelo diálogo estabelecido sobre questões de capital importância, sempre em consonância com a necessária atualização demandada pela sociedade. A oportunidade ímpar de concretizar projetos de networking e convênios de cooperação, bem como a troca de experiências com dirigentes e representantes de reconhecidas universidades e institutos de outros países.

 

Vemos sinais contínuos de mudanças na educação. Dedicar tempo e investimento para repensar o futuro se torna vital para as universidades? Por quê?

As universidades têm contribuído ao longo dos séculos para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento cultural e econômico da sociedade. Cabe reconhecer, porém, que essas características têm aumentado de modo exponencial nas últimas décadas. No momento presente, a denominada Sociedade do Conhecimento aponta para constantes mudanças alinhadas às demandas, necessidades e conquistas da sociedade atual. A inovação que visa à qualidade e à excelência constitui um imperativo inadiável e constante de toda universidade em sintonia com os avanços do século XXI. É necessário, para tanto, um plano estratégico com objetivos, metas, projetos e ações bem definidos, devidamente elaborados e que motivem a comunidade universitária na busca da excelência e cumprimento da Missão.

 

Professor, o senhor foi convidado a atuar como Embaixador dos Seminários Acadêmicos Internacionais da Universia. Como vê esse desafio?

Ser representante ou emissário da Universia envolve uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma honrosa distinção. O reconhecimento em níveis nacional e internacional e o digno desempenho em prol da educação e da pesquisa, sem limite de fronteiras nem discriminação de classes sociais, reforçam o meu compromisso de colaborar com afinco na difusão dos princípios que pautam a missão e a visão de futuro da instituição. Considero, do mesmo modo, que a disponibilidade para contribuir ao aumento da qualidade e à expansão dos projetos deve ser irrestrita, pois se trata de uma incumbência de confiança estreitamente ligada à sociedade do conhecimento e ao desenvolvimento da ciência e da economia para o bem-estar da sociedade.

 

O senhor acredita que a PUCRS está pronta para esse futuro imprevisível que exige cada vez novas formas de ensino? Como a universidade se prepara?


Algumas das universidades por mim visitadas como Harvard, MIT, Georgetown, Oxford, Cambridge, King’s College London, Newcastle, Berlin, Frankfurt, Uppsala, Hebraica de Jerusalém, Tel Aviv, Sophia, Pequim, Dalhousie... estão enfrentando o desafio, entre outros muitos, das novas formas de ensino. Prontas, no significado pleno da palavra, nenhuma está. Posso afirmar que todas elas, porém estão a caminho. A futura universidade Cornell New York Tech, cuja inauguração está prevista para 2017, tem por objetivo transformar, por meio das TICs, as ciências da saúde, das finanças, do urbanismo e da comunicação. A PUCRS trilha o caminho da inovação propondo sua reestruturação organizacional e seu modelo de governança.

 

Qual é o Plano Estratégico da PUCRS?


Nosso Plano Estratégico enfatiza a internacionalização, o empreendedorismo e a interação com a sociedade, tanto nas áreas tecnológicas como das ciências da saúde, sociais aplicadas e humanas. As ciências humanas, a filosofia e a teologia, de memorável tradição desde as origens das universidades, sustentam e acompanham o diálogo permanente com o dinâmico mundo das ciências aplicadas e da tecnologia. A excelência no ensino e na pesquisa vem sendo confirmada pelas avaliações do MEC/CAPES, com o reconhecimento do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Isso está focado numa visão de futuro clara e desafiadora, bem como no cumprimento da Missão de nossa Universidade. Um aspecto inquestionável para o enfrentamento e a adaptação ao futuro consiste na formação e no pertinente preparo dos docentes e pesquisadores. Os seminários de capacitação docente oferecidos estão desenhados para o treinamento no uso de novos modelos didáticos e de pesquisa como a educação online, os open course wares, o moodle e a contínua e variada gama de subsídios presentes no mercado. A internacionalização de pesquisadores, professores e estudantes é fundamental para a comunidade universitária. Para isso, é imprescindível o domínio de línguas estrangeiras, de modo particular da língua inglesa. Sem essa condição, a instituição tenderá para a mediocridade. A PUCRS está atenta à análise e à identificação de novos formatos e abordagens para os cursos de graduação e pós-graduação, visando proporcionar ao aluno experiências interdisciplinares na aquisição de conhecimentos, análise de problemas e propostas de soluções. Considerando todos esses aspectos, a PUCRS vem se destacando entre as principais IES do Brasil, cumprindo com sua finalidade de contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

 

Em sua opinião, como definir e implementar uma política universitária eficaz?


Uma política universitária eficaz apoia-se em alguns eixos, tais como:

1) Elaboração, execução e avaliação de um Plano Estratégico com objetivos, propostas e ações bem definidos, mensuráveis e em número limitado, que envolva a comunidade universitária, desafiando-a na busca constante da excelência acadêmica. Esse plano deve ter foco e alinhar os gestores, professores e técnico-administrativos em torno de um objetivo comum;

2) Incentivo à gestão estratégica e colegiada;

3) 
Desenvolvimento de um ambiente inovador e empreendedor não só na formação dos alunos, mas também na equipe de gestão;

4)
 Foco na sustentabilidade, tanto acadêmica quanto financeira;

5)
 Busca por novas fontes de recursos (fundraising);

6)
 Internacionalização in e out dos seus dirigentes, pesquisadores, professores, técnicos administrativos e estudantes;

7
) Flexibilidade de currículos;

8)
 Diminuição da burocracia;

9)
 Participação sempre crescente em redes de conhecimento;

10)
 Contato com egressos ou diplomados para conhecimento do seu desempenho profissional e de sua possível disposição para a orientação profissional dos estudantes, bem como para a consolidação e crescimento daquela que continua sendo sua Universidade;

11)
 Interação com a sociedade, considerando que a Universidade é geradora de desenvolvimento econômico e social

12) 
Ampliação e inserção da Universidade na vida e no ambiente local, regional e nacional.

  •  


Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.