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¿Español o Castellano? Qual é a diferença?

      
Fonte: Shutterstock
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Você começou a estudar espanhol? Ou começou a estudar castelhano? Pergunta simples, mas recorrente, que merece um pouco de atenção para começar nossa charla no primeiro encontro que temos no portal da Universia Brasil.

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É verdade que você já deve ter essa resposta, porém, o tema ainda causa dúvida entre muita gente. Assim, como é sempre importante ampliar repertório, confirmar impressões ou solidificar conceitos, não custa voltar a essa pergunta que dá título à nossa conversa.


No queda duda
de que se trata de uma questão relevante, mas para já resumir a informação central façamos uma afirmação objetiva: espanhol e castelhano são sinônimos. E de onde vem, então, a clássica dúvida?


Primeiramente, vamos recordar que o termo castelhano é mais antigo que o termo espanhol, já que se referia ao dialeto nascido na região de Castela e que deu origem ao espanhol. Após a Reconquista no século XV, foram se formando as fronteiras que determinam o que hoje conhecemos como Espanha e que passou a ter como idioma oficial o espanhol.





¡Pero ojo!
Um aspecto essencial para essa discussão deve-se ao fato de que, na Espanha, existem outras línguas co-oficiais em suas respectivas comunidades autônomas: o catalão, o galego, o basco (ou euskera) e o valenciano. Na Constituição Espanhola pós-ditadura franquista, a de 1978, determina-se: "1. El castellano es la lengua española oficial del Estado. Todos los españoles tienen el deber de conocerla y el derecho a usarla. 2. Las demás lenguas serán también oficiales en las respectivas comunidades autónomas". Dessa forma, observa-se que o castelhano, além de ser uma das línguas do país, é o idioma do Estado espanhol. O termo, inclusive, é o mais internacional, como confirmamos pelas traduções a outras línguas: Spanish, Espagnol, Spagnolo...





A questão, no entanto, é ainda mais complexa quando consideramos os milhões de hispano-americanos que têm o espanhol como língua materna. E a que se deve essa complexidade? Ocorre que por questões ideológicas, muito frequentemente se associou o termo espanhol ao domínio colonial da Espanha na América e, por conseguinte, à língua dos conquistadores. Ainda assim, em alguns países americanos utiliza-se o termo espanhol para referir-se à língua do país, tal como acontece no México, Costa Rica e Panamá, por exemplo. Em outros países, contudo, como na Argentina, Chile e Bolívia, entre outros, emprega-se o termo castellano para referir-se à língua materna.


Assim, ainda que haja questões históricas e políticas relevantes quando nos acercamos a este tema, é fundamental tener en cuenta que, do ponto de vista linguístico, ambos os termos - español e castellano – são válidos e corretos.


Ao estudarmos español, estamos estudando castellano, evidentemente respeitando e contemplando diferenças fonéticas, léxicas, gramaticais e culturais, que garantem uma indiscutível riqueza à língua de Cervantes, de García Márquez, de Violeta Parra e de tantos outros, famosos e anônimos, que a construíram e a constroem diariamente.


Essa construção se pode compreender ainda melhor na voz do mexicano Octavio Paz, que condensa, no fragmento seguinte, aspectos de Linguística, de História, de Política que remetem aos termos espanhol e castelhano, mas que principalmente nos toca com a poesia que prende prazerosa e irreversivelmente cada falante à sua língua:


El español del siglo XX no sería lo que es sin la influencia creadora de los pueblos americanos con sus diversas historias, psicologías y culturas. El castellano fue trasplantado a tierras americanas hace ya cinco siglos, y se ha convertido en la lengua de millones de personas. Ha experimentado cambios inmensos y, sin embargo, sustancialmente sigue siendo el mismo. El español del siglo XX, el que se habla y se escribe en Hispanoamérica y en España es muchos españoles, cada uno distinto y único, con su genio propio; no obstante, es el mismo en Sevilla, Santiago, La Habana. No es muchos árboles, es un solo árbol pero inmenso, con un follaje rico y variado, bajo el que verdean y florecen muchas ramas y ramajes. Cada uno de nosotros, los que hablamos español, es una hoja de ese árbol.
(Discurso de abertura do Congresso Internacional da Língua Espanhola, Zacatecas, México, 1997)










 



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