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“Ter iniciativa é essencial para se destacar”, diz brasileiro aceito na Universidade de Stanford

      
Fonte: Universia Brasil
Fonte: Universia Brasil

Com apenas 20 anos, o jovem Lawrence Lin Murata já realizou aquele que é o sonho de muitos estudantes brasileiros: conseguir uma bolsa de estudo numa prestigiada universidade dos Estados Unidos – no caso, a Universidade de Stanford, eleita a terceira melhor do mundo pela Times Higher Education.

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Como ele alcançou esse objetivo? Lawrence estudou no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, e até o ano de 2011 sonhava em ingressar no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) ou na Escola Politécnica da USP, planos que foram alterados graças a uma feira de universidades da qual participou. “Lá havia informações sobre oportunidades internacionais, especialmente no Canadá e nos Estados Unidos. Conversei com representantes de universidades desses países e percebi que eu realmente gostaria de estudar fora”, explicou o estudante.


A partir daí, ele começou a se preparar-se para a universidade fazendo atividades extracurriculares, trabalhos voluntários e a até mesmo criando sua própria startup. Nenhuma dessas atividades é exigida pela universidade, no entanto, Lawrence garante que faz com que o estudante se destaque durante a seleção. “O processo seletivo nas instituições norte-americanas leva em consideração o seu histórico acadêmico, atividades extracurriculares, redações e até a sua personalidade. Eles procuram por pessoas que tenham iniciativa e façam algo pela comunidade. Ter iniciativa é essencial para se destacar”, contou.


Os esforços de Lawrence forem recompensados: ele não só foi aceito com bolsa de estudo para o curso de Ciências da Computação e Engenharia Elétrica de Stanford - seu sonho desde o início - como também foi aprovado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Universidade Yale e Faculdade de Dartmouth. “Escolhi Stanford porque a estrutura é a que mais se alinha com os meus objetivos. É a instituição mais seletiva dos Estados Unidos e tem uma forte cultura empreendedora. Além disso, fica no Vale do Silício que é uma região que é referência em tecnologia”, disse. “Não enfrentei nenhum problema de aceitação por aqui. Sempre há professores livres dispostos a ouvir e orientar os alunos. Os estudantes mais velhos que supervisionam os alojamentos também ajudam bastante”, completou.


Fatores como esses citados por Lawrence moldam completamente a vida no campus. Ele conta que participa de atividades e conhece empreendedores famosos em palestras promovidas pela universidade. “A cultura empreendedora aqui é muito forte. Faço projetos independentes e assisto a palestras de pessoas como Mark Zuckerberg. Aqui, tenho que assistir a aulas obrigatórias do curso, mas posso escolher também disciplinas optativas. A grade é flexível”, contou.


Toda essa flexibilidade permitiu que Lawrence desenvolvesse a sua própria empresa de tecnologia, a onetune.fm. Segundo ele, o objetivo da startup é revolucionar o mundo da música. “Buscamos integrar a experiência do streaming, isso é, do ouvir, ao aspecto social, com comunidades separadas para cada tipo de música onde os usuários podem interagir, fazer posts e votar naquilo que escutam”, explicou Lawrence.


A iniciativa vem crescendo cada vez mais. Hoje são 5 engenheiros envolvidos no processo. “A Universidade me ajudou muito porque me estimulou a aplicar os conhecimentos teóricos na prática. Tenho a oportunidade de sair da minha zona de conforto, viver experiências novas e, principalmente, empreender.”


A seguir confira as dicas de Lawrence Lin Murata para estudar nos Estados Unidos:


Organize seu tempo
Aprenda a organizar o seu tempo. Lawrence tinha uma rotina extremamente cansativa durante o preparo para o processo seletivo. “Eu fazia cursos, tinha os projetos empreendedores e precisava garantir notas altas na escola. Um dos meus maiores desafios era organizar meu tempo”, explicou.

 

Faça cursos
Fazer cursos de disciplinas que serão abordadas durante a universidade pode ajudá-lo a se sair melhor nos testes do processo seletivo. “Eu, por exemplo, queria fazer engenharia e ciências da computação, então fiz cursos de química e matemática avançada”, falou Lawrence.


Desenvolva atividades pessoais
Projetos pessoais empreendedores, trabalhos voluntários e iniciativas voltadas ao bem social contam muitos pontos positivos ao seu favor. Para isso, Lawrence aconselha: “Saber tomar a iniciativa e demonstrar sede de conhecimento é essencial. Por isso, faça algo de que você gosta, pois as chances de você se envolver mais e dar certo serão maiores e você tende a se destacar”.


Tenha humildade
Para Lawrence, “uma pessoa sempre tem algo para ensinar”. Portanto, mesmo durante a preparação, saiba ouvir as dicas dos seus professores e de pessoas que já estudaram fora. E, quando você alcançar seu objetivo, mantenha esse hábito. O aprendizado é um processo que dura a vida toda.

 



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