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Diferença de renda ainda interfere no acesso à educação

      
Fonte: Shutterstock
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O Relatório da UNESCO 2015, lançado nesta quinta-feira (9) em Incheon, na Coreia do Sul, fez um balanço do progresso de mais de 100 países em relação aos seis objetivos de EPT (Educação Para Todos) e aos dois Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), relativos à educação. A avaliação é feita desde 2.000, quando ocorreu o Fórum Mundial de Educação em Dakar, no Senegal.

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Entre os objetivos avaliados, está a garantia de aprendizagem a jovens e adultos. Os levantamentos fizeram uma análise específica sobre os avanços mundiais na educação secundária: o relatório indicou um aumento de 14% na taxa bruta de matrícula no primeiro nível do ensino secundário entre 1999 e 2012.


O documento ainda indica um rápido crescimento da participação nesse nível educacional, desde 1999, no Afeganistão, China, Equador, Marrocos e o Mali. Este último país faz parte da África Subsaariana, região que apresentou um aumento de mais de 50% nas taxas de matrícula, um dos pontos destacados como sucesso. Outro avanço conquistado foi a diminuição do número de adolescentes fora da escola entre 1999 e 2012, de 99 milhões de jovens para 63 milhões.


Outros esforços realizados também foram apontados pelo relatório: 94 países tornaram o primeiro nível da educação secundária gratuito, sendo que alguns deles o incluíram na educação básica. Além disso, 27 países tornaram o ensino obrigatório desde 2000, e muitos deles aboliram os exames de admissão concorridos. Entretanto, o número de adolescentes fora da escola registrado no ano de 2012 foi de 63 milhões, e a quantidade de jovens que trabalha não diminuiu.


Além disso, um terço dos adolescentes em países de renda baixa e média não terá completado o primeiro ciclo da educação secundária em 2015. Além disso, existem disparidades entre famílias ricas e pobres: nas Filipinas, por exemplo, apenas 69% dos alunos das famílias mais pobres que terminaram a educação primária continuaram a educação secundária, contra 94% dos alunos das famílias mais ricas. Esses fatos indicam que a desigualdade ainda persiste nesse nível educacional.


Quanto ao conhecimento da população sobre HIV e AIDS, houve um aumento, embora ele esteja longe de ser universal. O conhecimento dessas doenças sexualmente é definido pelo relatório como uma habilidade transferível, competência que possibilita o progresso social. No caso específico do Brasil, o relatório aponta que em 2012 mais de 3 milhões de alunos foram registrados em programas de educação de jovens e adultos, dirigidos a pessoas a partir dos 15 anos de idade. Esse número inclui migrantes, trabalhadores rurais e pessoas situação de pobreza ou provenientes de famílias da classe trabalhadora. Contudo, há um problema na qualidade da educação obtida, que é classificada como deficiente. Além disso, há um alto índice de abandono.


Em contrapartida, na Noruega, o sistema de educação para adultos é diversificado: o país oferece oportunidades de “ensino médio popular”, associações de educação, centros de treinamento linguístico para imigrantes e educação à distância.

 

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