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Para UNESCO, reduzir as desigualdades é o melhor caminho para melhorar a educação no mundo

      
Fonte: Shutterstock
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Com o objetivo de orientar as novas pautas para a educação até 2030, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) divulgou nesta quinta-feira (9) o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2015.

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Os dados apresentados são os reflexos das medidas tomadas após a assinatura do Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo nossos Compromissos Coletivos, acordo assumido por 164 países durante o Fórum Mundial de Dakar, no Senegal, que aconteceu no ano 2000. Com essa base de informações, a Unesco aponta as necessidades que ainda devem ser sanadas nos próximos 15 anos, como forma de orientar as discussões do novo Fórum Mundial de Educação. A conferência acontecerá em maio na cidade de Inchoen, na Coreia do Sul.


Ao todo, após a análise dos esforços para a conquista dos seis objetivos iniciais, foram propostas 10 recomendações para que os países desenvolvam de maneira satisfatória e inclusiva as suas políticas educacionais. De maneira geral, impera a necessidade de distribuir melhor os recursos entre as comunidades mais pobres e diminuir as desigualdades para que estudantes tenham acesso igual às oportunidades. Confira abaixo a lista de sugestões:


1 – Aumentar a ênfase na educação e nos cuidados da primeira infância
Deve se tornar obrigatória a frequência a pelo menos um ano da pré-escola, qualificar os profissionais para que eles possam corresponder às necessidades das crianças e dar mais atenção aos alunos carentes.


2 – Fazer todo o possível para que todas as crianças completem a escola primária
É importante ajudar as famílias mais pobres com os custos da educação primária, assim como melhorar investir em programas de saúde, nutrição e infraestrutura das escolas. Também é necessário um cuidado especial com crianças que vivam em zonas de conflito, para garantir que elas frequentem as aulas.


3 – Melhorar a aquisição de habilidades para a vida e o trabalho entre jovens adultos
Os países devem garantir o acesso universal ao ensino secundário, criar leis para limitar a idade mínima para o trabalho – medida que combate a evasão – e desenvolver políticas de educação continuada para jovens e adultos.


4 – Possibilitar que todos os adultos realizem seu direito à alfabetização e às habilidades básicas em matemática (numeracy)
As políticas de alfabetização precisam atuar juntamente às politicas de desenvolvimento das comunidades e o uso de celulares na educação dos adultos deve ser incentivado.


5 – Mudar o foco da paridade para alcançar a igualdade de gênero
É urgente treinar os professores para que saibam lidar com questões de gênero, e incluir esses temas no currículo pedagógico. Melhorar a qualidade da infraestrutura e do saneamento também influencia o avanço nesse critério.


6 – Investir na qualidade da educação
A valorização dos professores é essencial, assim como a adoção de critérios na contratação de professores temporários e na distribuição dos mestres pelo território, para que não haja disparidade. Aumentar a quantidade de tempo que os alunos passam na escola é vital, assim como ampliar as avaliações de aprendizagem nacionais.


7 – Reforçar o financiamento da educação e destinar recursos aos mais marginalizados
Deve haver um reforço na disponibilidade de verbas para conter os déficits na educação, tanto por parte dos governos – em especial, o de países de média e baixa renda – e da parte dos doadores.


8 – Aumentar o foco na equidade
Os governos devem utilizar os dados sobre educação de maneira a destinar os recursos para famílias e escolas em áreas mais pobres.


9 – Tratar das graves lacunas de dados para melhorar o monitoramento
Os dados e informações devem ser mais disponíveis e confiáveis. É interessante, também, criar um suporte de colaboração entre nações para acompanhamento de resultados globais.


10 – Resolver os desafios da coordenação para manter um apoio político de alto nível para a educação
É preciso ter políticas educacionais claras e precisas, que tenham avaliações confiáveis e periódicas, além do apoio de instituições e um mecanismo de controle para que os governos cumpram com suas responsabilidades.

 

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